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Curitiba

Moradores fecham rua de Curitiba e protestam contra alagamentos: “É um grito de socorro”

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Quatro dias após a forte chuva que provocou alagamentos em várias partes de Curitiba, moradores da Vila Leonice, no bairro Cachoeira, fizeram um protesto na noite desta segunda-feira (13). Eles se utilizaram de móveis perdidos e fogo para fechar a Rua Nair Schultz Helvig e mobilizar a comunidade.

De acordo com Reginaldo da Silva Farina, os alagamentos são constantes na região e o protesto é uma medida de desespero. “Toda vez que chove, é a mesma situação. A gente sabe que é uma situação precária e precisamos que algo seja feito”, disse.

Os moradores confirmam que o protesto tem o objetivo de chamar atenção das autoridades e prometem medidas mais extremas caso não sejam atendidos. “Vamos fechar também a Avenida Anita Garibaldi”, disse Eleonara Correa, se referindo a principal rua da região.

Na região, há uma área de invasão e outra com imóveis regularizados. Os moradores afirmam que todos são afetados pelas chuvas.

Segundo Adenilson de Lara, o protesto foi a forma encontrada por eles para que algo seja feito. “É um grito por socorro. A gente não pode andar por aqui quando chove e precisamos que as autoridades façam algo por nós”, comentou.

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A Banda B entrou em contato com a Prefeitura de Curitiba, que informou que o Departamento de Pontes e Drenagem da Secretaria Municipal de Obras Públicas fará uma vistoria no local e tomará as providências cabíveis.

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Curitiba tem um bairro gigante que supera municípios da Região Metropolitana

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A Cidade Industrial de Curitiba (CIC) carrega o título de bairro mais populoso da capital paranaense e figura entre os cinco maiores do Brasil. Segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são 172.510 moradores, número superior ao de Pinhais e Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, que têm 127 mil e 118.730 habitantes, respectivamente.

Além da densidade populacional, a CIC se destaca pelo tamanho territorial, com 43 km² de extensão. Oficialmente fundada em 1973, a Cidade Industrial nasceu de uma parceria entre a Urbs e o Governo do Paraná.
A ideia era criar uma área planejada para receber indústrias e, ao mesmo tempo, oferecer moradia para trabalhadores. As primeiras casas começaram a surgir nos anos 1980 e, desde então, a região nunca parou de crescer.

Nos anos 1970, o bairro parecia isolado às margens da BR-116. Hoje, no entanto, faz parte do coração econômico da capital, com conexões diretas para o interior do Paraná.

Bairros mais populosos de Curitiba

Atualmente, a CIC lidera o ranking dos bairros mais populosos de Curitiba, seguida por Sítio Cercado, Cajuru, Uberaba e Boqueirão. Somadas, essas cinco regiões concentram 503.664 habitantes, ou seja, quase 30% de toda a população curitibana.

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Na outra ponta, bairros como Riviera, Lamenha Pequena e Cascatinha mal chegam a somar 10 mil moradores.

Boom de investimentos após a pandemia

Desde 2022, a CIC tem atraído grandes investimentos em diferentes setores. Estima-se que cerca de R$ 2 bilhões já tenham sido confirmados em projetos industriais para os próximos três anos

A região também foi a mais procurada da cidade para abertura de empresas no primeiro semestre de 2022. Segundo a prfeitura, 2.761 novos negócios se instalaram ali, número maior que o registrado no Centro e no Sítio Cercado.

Atualmente, o bairro reúne aproximadamente 20 mil empresas, responsáveis por mais de 80 mil empregos diretos e indiretos, de acordo com a Associação das Empresas da CIC.

Entre os investimentos mais expressivos estão os R$ 1,5 bilhão da Volvo em pesquisa e desenvolvimento até 2025; os R$ 200 milhões da Fiocruz na construção de uma fábrica de vacinas; e outros R$ 200 milhões da alemã Horsch, que pretende implantar uma unidade de máquinas agrícolas na região.

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Desafios do maior bairro de Curitiba

Apesar da relevância econômica e social, a CIC enfrenta desafios típicos de grandes centros urbanos. O bairro aparece em segundo lugar no ranking de crimes contra o patrimônio em 2025, com 2.545 ocorrências registradas apenas no primeiro semestre, ficando atrás apenas do Centro.
Além da questão da segurança, o trânsito intenso e as demandas por urbanização acompanham o crescimento acelerado da região.

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