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Paraná

70 anos: Centro Juvenil de Artes Plásticas recebe homenagem da Assembleia Legislativa

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A Assembleia Legislativa do Estado do Paraná realizou nesta segunda-feira (28) a entrega de menções honrosas ao Centro Juvenil de Artes Plásticas (CJAP), em razão do 70º aniversário da instituição, fundada no dia 16 de junho de 1953 pelos educadores Guido Viaro e Eny Caldeira. A homenagem foi realizada antes da sessão plenária.

Proposta pelo deputado estadual Anibelli Neto, a iniciativa busca ampliar a divulgação sobre a jornada de sete décadas do centro na arte-educação destinado a jovens de 8 a 17 anos. “A abertura do CJAP deve ser valorizada e enaltecida. Esse é o único espaço cultural em todo o Brasil totalmente dedicado ao desenvolvimento artístico e cultural de crianças e adolescentes”, disse o parlamentar.

A secretária de Cultura, Luciana Casagrande Pereira Ferreira, participou do ato solene. Ela destacou a abordagem inovadora para o ensino de artes e desenvolvimento cultural apresentada pelo CJAP. “Essa formatação, que une aprendizado, intercâmbio cultural e a difusão da arte e da cultura, tudo de forma gratuita, é única do País”, complementou.

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Representando a equipe do CJAP, o diretor Luiz Gustavo Vidal Vardânega Pinto ressaltou a equipe da instituição. “O que oferecemos aos jovens é a possibilidade de se aprofundar na arte, principalmente a arte paranaense, que é muito rica”, afirmou o diretor, que também dirige o Museu Alfredo Andersen. 

Paralelamente à homenagem, o CJAP abriu a exposição “Desenho no CJAP”, em retrospectiva aos desenhos participantes do Concurso Paranaense de Desenho, que ao longo de três edições recebeu dois mil participantes de mais de 100 cidades do Paraná. Até 1º de setembro, 22 obras ficarão em exibição dentro do edifício da Assembleia.

“Esse é um reconhecimento do trabalho da juventude criativa paranaense, não só dentro do Centro Juvenil de Artes Plásticas, mas de todas as crianças e adolescentes do Estado”, complementou a coordenadora do CJAP, Adriana Carla Dalazen Cichocki.

PRESENÇAS – Compareceram ao ato solene professores e artistas como Constantino Viaro, filho de Guido Viaro; Mariana Viaro, neta de Guido Viaro; e Anne Marie Varella Zimmermann, Denise Cristina Wendt, Jaira Aparecida Denardi, Jaqueline Bellani da Silva, Liane Maria Barreto de Azevedo, Sandra Mara Gutierrez, e Robia Rodrigues Ribeiro, integrantes do quadro educativo do CJAP.

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Fonte: Governo PR

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Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.

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Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.

A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.

André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.

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O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.

Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.

No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.

Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.

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Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026

Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.

 A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.

A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.

Fonte: Ministério Público PR

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