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106 estudantes de Rio Bonito do Iguaçu farão Enem em nova data

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Os 106 alunos de Rio Bonito do Iguaçu que foram prejudicados após o tornado que devastou o município na véspera do Enem terão direito à reaplicação da prova em uma data ainda não definida, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) e o Ministério da Educação.

A Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR) suspendeu a aplicação das provas no município logo após o tornado. O secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, conversou com o presidente do Inep, Manuel Fernando Palacios da Cunha e Melo, que se colocou à disposição para buscar por soluções referentes ao exame e no apoio aos estudantes afetados. “Ele foi muito cordial e solícito e o nosso pedido está em conformidade com a legislação que prevê que casos de força maior são justificativas válidas para a reaplicação das provas”, afirma Miranda. 

Emily Maria Medenski de Souza, de 17 anos, aluna do Colégio Estadual Joaquim Nazário Ribeiro, uma das instituições onde aconteceriam as provas, aguarda a nova data. “Além de tudo o que aconteceu, ficamos também muito tristes por não poder fazer o Enem, mas, assim que as provas foram remarcadas, estarei lá. Ainda estou na dúvida se vou escolher fazer faculdade de Farmácia ou de Ciências Econômicas”, diz.

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A colega Kemeli Luana Camargo dos Santos, de 18 anos, está na mesma expectativa. “Depois de tudo o que enfrentamos, agora é levantar a cabeça e pensar no futuro”, analisa.   

Enquanto as escolas estaduais de Rio Bonito do Iguaçu seguem retomando as aulas de forma gradual, mais de 72.200 concluintes do Ensino Médio da rede pública paranaense se preparam para a maratona do próximo domingo. É o caso de Isadora Faria, do Colégio Cívico-Militar, Senador Alencar Guimarães, em Curitiba. “Me sinto pronta para responder às questões deste segundo dia de provas, que considero as mais difíceis, porém, estudei bastante ao longo do ano”, diz. 

Durante todo o ano de 2025, para auxiliar os estudantes na preparação para as provas, além do reforço no  conteúdo e do Programa de Recomposição da Aprendizagem, a Secretaria de Estado da Educação do Paraná intensificou as ações pedagógicas por meio dos Recursos Educacionais Digitais (REDs) Enem Paraná e Redação Paraná.

O Enem Paraná, por exemplo, reúne videoaulas, simulados e metodologias personalizadas de estudo, que podem ser acessadas pelo celular ou computador, mesmo sem internet. Já o Redação Paraná é composto por um  ambiente digital que utiliza inteligência artificial para corrigir e orientar produções textuais, ajudando os alunos a aprimorar o desempenho em uma das etapas mais decisivas do exame.

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“O Enem é um momento muito importante na vida dos nossos estudantes, e eles não estão sozinhos. Nossos professores e nossos recursos  oferecem a eles o suporte necessário para o momento das provas”, destaca Miranda. 

VOLTA ÀS AULAS – Todas as escolas da área rural de Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Paraná, estarão de portas abertas a partir de segunda-feira (17). O atendimento escolar em algumas delas estava suspenso desde a última sexta-feira.

Das sete instituições estaduais de ensino de Rio Bonito do Iguaçu, seis são escolas do campo, localizados em distritos, assentamentos e comunidades rurais. Dessas, cinco já haviam retomado as aulas ao longo da semana – os colégios estaduais Joaquim Nasário Ribeiro, Pinhalzinho, José Alves dos Santos, Iraci Salete Strozak e Sebastião E. da Costa. O Colégio Estadual Ireno Alves dos Santos retoma as operações na próxima segunda-feira, após a conclusão de ações de limpeza, retirada de entulho e reparos emergenciais.

Fonte: Governo PR

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MPPR recomenda que Município de Paranaguá cumpra legislação e adote providências para a efetiva instalação de um segundo Conselho Tutelar

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O Ministério Público do Paraná expediu recomendação administrativa para que o Município de Paranaguá, no Litoral do estado, adote providências para a implantação e estruturação de um segundo conselho tutelar na cidade. A medida administrativa decorre de procedimento instaurado pela 5ª Promotoria de Justiça da Paranaguá que, a partir de apuração, demonstrou inércia do poder público local no efetivo cumprimento de legislação municipal (Lei 4.449/2024) que instituiu formalmente uma segunda unidade do órgão integrante da rede de proteção à infância e juventude.

De acordo com a Promotoria de Justiça, após atraso inicial causado em razão da transição da gestão municipal ocorrida entre os anos de 2024 e 2025, o Município passou a justificar a não implantação do novo Conselho por “inviabilidade financeira para o custeio contínuo e contratação de pessoal frente aos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal”. Entretanto, as apurações demonstraram haver uma desarticulação interna entre órgãos do próprio Executivo Municipal, cenário que dificultaria o início da operacionalização da nova unidade do Conselho.

Apesar de a implantação do novo Conselho estar expressamente prevista no Plano Plurianual (PPA 2026-2029), a Secretaria Municipal da Mulher, Desenvolvimento Social e Igualdade Racial (Semdir), pasta finalística responsável pela área de proteção à infância, sequer formalizou à Secretaria Municipal da Fazenda (Semfa) a inserção das despesas relacionadas à criação da nova sede do Conselho na proposta orçamentária do próximo exercício e também não apresentou à pasta os estudos técnicos relacionados.

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Além disso, também não ficou demonstrado que o Município esteja adotando qualquer providência no sentido de promover uma articulação interinstitucional para a economia de recursos públicos, tampouco solicitou ao Legislativo Municipal a devolução de sobras do repasse duodecimal para o custeio de programas de prioridade absoluta, prática frequentemente adotada por outras Administrações, inclusive no âmbito estadual e na capital Curitiba, e que tem se mostrado exitosa.

A cobrança do Ministério Público para a efetiva instalação do novo Conselho deve-se ao fato de ser insustentável a existência de somente um Conselho Tutelar em Paranaguá, uma vez que o município possui mais de 145 mil habitantes, com vasta extensão territorial, que inclui ilhas e áreas rurais de difícil acesso, “sendo absolutamente inadmissível e gerador de graves prejuízos à proteção da infância e da juventude que o ente municipal conte com apenas uma sede e cinco conselheiros tutelares, contingente insuficiente para a demanda e cuja capacidade de resposta é drasticamente reduzida pelo fato de os servidores precisarem se revezar no gozo de férias, eventuais licenças para tratamento de saúde e outras eventualidades”, sustentou a recomendação.

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Outro fator apontado pela Promotoria de Justiça é o de que a Administração Pública está às vésperas da confecção da Lei Orçamentária Anual (LOA) para o exercício de 2027, sendo “estritamente necessária e urgente a adoção de medidas concretas e definitivas para a inclusão da totalidade dos custos de implantação e manutenção do 2º Conselho Tutelar no orçamento municipal do próximo ano, viabilizando sua entrada em funcionamento”.

Foi concedido prazo de 15 dias úteis, a partir do recebimento da medida administrativa, para que o Município informe à Promotoria de Justiça sobre o acatamento das recomendações e as respectivas providências adotadas para a solução dos problemas.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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