Paraná
Volta do feriado de Tiradentes tem 22,4 mil vagas de emprego abertas em todo o Paraná
A volta do feriado de Tiradentes tem em todas as regiões do Paraná. As oportunidades podem ser conferidas nas Agências do Trabalhador e contemplam diferentes áreas de atuação e níveis de escolaridade, com oportunidades para quem busca o primeiro emprego ou recolocação no mercado de trabalho.
Entre as funções com maior número de vagas estão alimentador de linha de produção (6.108 vagas), abatedor (1.485 vagas), operador de caixa (903 vagas) e repositor de mercadorias (834 vagas).
A Grande Curitiba lidera o número de vagas no Estado, com 5.161 oportunidades de emprego, entre elas alimentador de linha de produção (444), operador de telemarketing ativo e receptivo (345) e operador de caixa (324). Só na Agência do Trabalhado de Curitiba são 1.044 vagas, sendo as principais: repositor de mercadoria (133), operador de caixa (111) e fiscal de loja (110).
Na sequência vem a Regional de Cascavel, com 4.936 chances de trabalho. Nessa regional as principais vagas são para alimentador de linha de produção (1.678), abatedor (987) e operador de caixa (205).
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A terceira regional com mais oportunidade é a de Campo Mourão, com 2.796 postos de trabalho abertos. Puxam as vagas nesta regional os cargos de alimentador de linha de produção (787), abatedor (280) e magarefe (215).
As demais vagas estão distribuídas pelas regionais de Foz de Iguaçu (2.372), Pato Branco (2.211), Londrina (1.514), Maringá (1.183), Umuarama (933), Guarapuava (571), Paranaguá (545), Ponta Grossa (183) e Jacarezinho (36).
Além das vagas operacionais, há oportunidades que exigem qualificação técnica ou ensino superior, como psicólogo, fonoaudiólogo, professor, farmacêutico, entre outros.
Os interessados podem procurar a Agência do Trabalhador mais próxima ou acessar os canais digitais para consultar as vagas disponíveis e agendar atendimento.
Fonte: Governo PR
Paraná
Estado apresenta anteprojeto com obras de R$ 1,3 bilhão para minimizar cheias do Rio Iguaçu
O Governo do Estado apresentou na noite desta quinta-feira (11) o anteprojeto de engenharia com as obras necessárias para minimizar os efeitos das cheias do Rio Iguaçu. O investimento estimado é de R$ 1,3 bilhão, contemplando 20 possíveis intervenções, incluindo o aumento da capacidade de escoamento por meio de escavações, retificações, dragagens, construções de canais, túneis e diques.
A audiência pública ocorreu no Cineteatro Luz, em União da Vitória, no Sul do Estado, e contou com a presença de cerca de 400 pessoas. Os estudos foram elaborados pela Universidade Livre do Meio Ambiente (Unilivre), contratada pelo Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest) – o investimento apenas nesta fase foi de R$ 5 milhões.
“Essa é a primeira vez na história que, de fato, apresentamos uma proposta concreta para conter as cheias causadas pelo Rio Iguaçu. Um projeto robusto, com dimensionamento, valoração e cronograma, o que nos permite buscar os recursos necessários para, paulatinamente, executar as intervenções”, destacou o secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável, Everton Souza.
“Importante ressaltar que todos os estudos existentes foram considerados para que chegássemos a essa modelagem. Modelagem que passou por simulações que comprovaram a eficiência das ações previstas no projeto”, acrescentou.
A proposta apresentada pela universidade combina uma série de soluções com a escavação do leito do rio; do leito da corredeira de Porto Vitória; alargamentos de curvas; e a construção de canais, túneis (no Morro da Dona Mercedes e em Porto Vitória) e de dique de proteção na área urbana.
De acordo com a Unilivre, a junção dessas intervenções poderia diminuir em até 2,70 metros o nível das cheias no Vale do Iguaçu. O prazo estimado é de 48 meses. A contratação se daria pelo modelo contratação integrada (RDCi), em que a empresa vencedora é responsável por elaborar os projetos (básico e executivo) e por executar a obra física, agilizando o processo. A expectativa é que a licitação possa ocorrer nos próximos meses.
“Esse é um compromisso que assumimos com União da Vitória e toda a região do Vale do Iguaçu. Sabemos dos prejuízos e do sofrimento que as enchentes causam às famílias há décadas. Por isso, trabalhamos junto ao Governo do Estado para viabilizar os estudos necessários e agora seguiremos empenhados na busca dos recursos para transformar esse projeto em realidade. Não vamos medir esforços para encontrar uma solução para esse problema”, afirmou o líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado estadual Hussein Bakri.
Agora, com o anteprojeto finalizado, o Governo do Estado buscará, com base nos apontamentos, os recursos necessários para realização das intervenções, podendo ter como fonte o Tesouro do Estado, em parceria com a Assembleia Legislativa, indenizações ambientais a serem recebidas, ou com a busca de recursos do governo federal, uma vez que se trata de uma divisa entre estados, envolvendo o Paraná e Santa Catarina.
“Um momento histórico para o Paraná. Conseguimos, com muito esforço, apresentar uma proposta concreta que vai beneficiar milhares de paranaenses que sofrem com as enchentes. Temos um estudo pronto, que vai nortear os caminhos para um novo Rio Iguaçu”, disse o diretor de Saneamento Ambiental e Recursos Hídricos do IAT. José Luiz Scroccaro, que foi homenageado durante a audiência pelos serviços prestados ao meio ambiente em mais de 50 anos de carreira pública.
HISTÓRICO – Desde meados dos anos 1970 fala-se de iniciativas para acabar ou minimizar os efeitos das cheias do Iguaçu em União da Vitória. São quase 20 estudos que já foram apresentados, mas nenhum foi efetivamente colocado em prática.
Nos últimos 50 anos, foram pelo menos quatro grandes enchentes na cidade, a maior delas ocorrida em 1983, quando o Iguaçu alcançou 10,42 metros de altura, enquanto o nível normal do rio é de 2,5 metros. Eventos semelhantes ocorreram em 1992 e 2014.
Em outubro de 2023 ocorreu a segunda pior cheia, quando o nível do rio chegou a 8,38 metros. Cerca de 40% da área do município foi alagada, danificando cerca de 20 mil residências. Porto União, em Santa Catarina, também teve problemas com a cheia, com moradores desabrigados.
Fonte: Governo PR
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