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VOE. PARANÁ NÃO DECOLOU EM 2019!! Voe Paraná começa com baixa ocupação, mas programa tem expectativa de crescimento

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Após o decreto do governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior (PSD), em julho de 2019, que possibilitou a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o querosene de aviação para até 7%, parte do pacote de incentivos Paraná Competitivo, oito novos voos surgiram dentro do Paraná, ligando Curitiba a dez cidades do interior do estado, com o programa Voe Paraná. Apesar de ainda estar muito no início, os números do programa indicam que é preciso achar soluções pra não sucumbir à falta de demanda. Nos primeiros 40 dias de voos, as aeronaves tiveram ocupação média de 27%. As informações são de Felipe Raicoski na Gazeta do Povo.

Apesar da expectativa inicial criada pelas rotas regionais, a maior parte dos destinos não tem grande procura de passageiros. A companhia aérea que faz os trechos, a Gol, e o governo do Paraná encaram os números iniciais com normalidade. Especialistas no setor, no entanto, veem com preocupação os primeiros resultados apresentados.

*Opiniões em confronto*
Com pouco mais de dois meses de operação, os dados mostram que a maioria dos trechos tem baixa demanda. A ocupação média das aeronaves, nos voos vendidos pela Gol e realizados pela Two Flex, é de 27%, ou seja, menos de três passageiros por decolagem. As aeronaves que realizam as viagens têm capacidade para nove passageiros.

Foram, ao todo, em outubro e novembro, 779 passageiros em 334 decolagens. O programa começou em 22 de outubro e os dados de dezembro ainda não foram divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Conforme o secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, Sandro Alex de Oliveira, por estar no começo e ter implantado o programa sem atividade prévia, a baixa procura inicial era esperada. “É um sucesso porque nós começamos do zero. Então nós vamos construindo um novo modal para cidades que nunca imaginaram que teriam um voo. Nós temos absoluta convicção de que isso vai aumentar e já temos informações que está em uma crescente”, declarou.

Para Camila Bisinoto Borges, gerente de Alianças da Gol, os números estão dentro do esperado também pela companhia aérea. “É normal em uma fase de instalação das operações. [As rotas] são feitas também pra entender as cidades, os mercados. Ninguém tem um histórico, então é preciso entender como funciona o mercado. Em qualquer inicio é assim”, afirmou.

Especialistas no assunto, no entanto, mostram certa preocupação com o modelo adotado para promover os voos regionais. A troca do serviço por incentivos fiscais do governo é uma fórmula válida para fomentar o setor, mas tem curta duração, conforme explica Elton Fernandes, professor do Programa de Engenharia em Transportes do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Fernandes afirma que tal incentivo acaba extinto caso os interessados não apareçam, porque perde sua função social e afeta a arrecadação de impostos do estado.

“Se for por curto prazo, você ainda consegue manter mesmo sem passageiros. Mas se persistir a falta de demanda, não tem cabimento a continuidade. Isso significa que o modal não está sendo competitivo”.

Já para o professor Wilson Rocha Gomes, da Escola de Aviação da Universidade Positivo, algumas condições, principalmente de renda, são necessárias para que a demanda cresça a ponto de sustentar as rotas.

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“Quando a gente pensa nos fatores indutores do fomento do transporte aéreo, um deles é o PIB da região e o outro é a renda per capita. As pessoas têm que ter rendimento. Em algumas dessas microrregiões, a renda per capita não sustenta o transporte aéreo. Ou seja, as pessoas, de um modo geral, não têm renda para pagar pelas passagens”.

*Destinos*
O primeiro mês completo do Voe Paraná, novembro, mostra a tendência de uma maior procura por voos que saem do interior rumo a Curitiba. Foram 304 que seguiram sentido capital frente aos 280 passageiros que foram para o interior, um total de 584 usuários.

O grande destaque até aqui é o trecho entre União da Vitória, no Sul do estado, e a capital. Em novembro, foram 67 passageiros em oito voos, o que dá uma ocupação de 93%. A volta, saindo de Curitiba, teve ocupação de 75% no mesmo período (34 passageiros em cinco decolagens).

A rota de União da Vitória é uma escala até Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná, e a procura pelo trecho faz a média de ocupação ser de metade da capacidade da aeronave. A ida para Francisco Beltrão chega aos 51%, enquanto a volta bate na casa dos 56%.

Mas o caso de sucesso é isolado, já que a grande maioria dos trechos convive com aviões vazios até aqui. A pior rota é a que liga Curitiba a Paranaguá, no litoral do estado. A procura nesse caso é quase nula, e todos os passageiros que fizeram a viagem em novembro, por exemplo, não encheriam uma aeronave. Foram apenas oito, em 18 decolagens. Os números são idênticos nos dois sentidos.

Uma leitura geográfica dos dados mostra que as cidades do Norte e do Noroeste do Paraná também têm baixa procura. Os trechos entre Curitiba e Arapongas, Campo Mourão, Cianorte, Cornélio Procópio e Paranavaí, somados, têm ocupação média menor que 20%. Os voos das quatro cidades rumo à capital geram lotação pouco maior, de 22%.

O trecho entre Curitiba e Guaíra, no Oeste do estado, tem ocupação média maior que os do Norte paranaense. Enquanto a saída da capital tem ocupação média de 20%, a volta chega aos 30%.

Para Sandro Alex, no geral, o começo do programa é de fato uma fase de entendimento de como funcionam o mercado e a procura. A partir do que foi experimentado nesses primeiros meses, conforme ele, algumas rotas serão extintas enquanto outras podem surgir.

“Não há problema nenhum em fazer uma transferência de destinos. Nós estamos aguardando o fechamento do ano para fazer uma análise para 2020. Agora, nessa segunda avaliação, a gente está pegando quais destinos têm mais demanda, aqueles que têm menos, para poder fazer uma nova avaliação”.

No entanto, segundo o secretário, a intenção é oferecer opções do transporte para todos os cantos do Paraná, mesmo para alguns lugares com baixa demanda. “O governador se colocou à disposição por entender que quer cobrir o estado, onde qualquer empresário, qualquer cidadão que venha a escolher o Paraná como destino, tenha a aviação chegando em todos os lugares”, destacou.

*Operação*
Conforme o decreto de Ratinho Junior (PSD), a previsão de redução do imposto sobre o combustível é condicionada ao investimento que a empresa faz no estado, uma espécie de renúncia fiscal. No caso do Voe Paraná, a economia de impostos não é oferecida somente nas rotas regionais, mas também para escalas e novos trechos nacionais e internacionais. Assim, mesmo sem grande procura local, a economia da Gol com combustível e os ganhos com passagens e transporte de carga compensam a baixa demanda, conforme os especialistas no assunto.

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De acordo com Camila Bisinoto Borges, gerente de alianças da companhia aérea, a parceria entre a Gol e a Two Flex é feita como uma forma de compra de capacidade, modelo bastante comum na aviação regional nos Estados Unidos. A empresa é responsável pelos voos, apesar de não ser quem opera. “Em essência, é um voo Gol, não é considerado um voo da Two Tlex, mesmo sendo operacionalizado por eles. A gente vende o voo, sendo responsável pelos trechos”, resume, sem detalhar como funciona a engenharia financeira por trás da aliança.

Para o professor Elton Fernandes, mesmo um acordo entre as empresas pelo barateamento do combustível de aviação não é capaz de manter a saúde financeira da operação sem um acréscimo de passageiros. “A Gol tem um acordo com a empresa [Two Flex], com certeza, para vender a passagem direto, estimular o viajante. Mas mesmo com acordo pelo combustível, sem passageiros o serviço não tem um sentido social. A sociedade vai querer ficar pagando por isso?”, questionou, por se tratar de um modelo que troca a arrecadação de impostos pela prestação do serviço.

De acordo com ele, muitas rotas do programa podem valer como uma experiência, uma forma de medir a demanda dos locais, mas devem sumir em breve. “Você pode fazer experimentalmente, por algum tempo. As empresas aéreas, às vezes, fazem isso, experimentalmente estabelecem rotas e, se não ocorre o incremento da demanda, fecham”.

*Futuro*
Um ponto em comum entre o secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, Sandro Alex, e a gerente da Gol, Camila Borges, é considerar precoce a análise dos dados vistos até aqui. Para Sandro Alex, a consolidação das rotas trará um maior interesse dos passageiros e o crescimento dos mercados em torno dos destinos deve impulsionar o programa. “Foram 584 casos de empresários que puderam estar próximos, gerando emprego, renda, prospectando, 584 pessoas que precisaram da mobilidade, da velocidade, que fizeram a sua locomoção não só até Curitiba mas com outros estados. Então isso é um ganho exponencial. São pessoas que não tinham voo. As pessoas passam a conhecer e passam então a fazer as suas compras”, afirmou, em referência ao número de passageiros que pegaram as rotas regionais em novembro.

Além disso, o programa ajudou a reverter a queda de 60% nos voos registrada entre 2014 e 2018, segundo levantamento feito pelo economista João Ricardo Tonin, em fevereiro de 2019. “Nós tivemos muitas perdas, ao longo dos últimos anos, de conexões de voos e destinos. Nós tivemos um aumento da alíquota no Paraná, que prejudicou muito a aviação em geral. Estamos conseguindo agregar, mês a mês, novos voos, novos destinos”.

A gerente da Gol destaca também que contribui na análise o fato desses trajetos terem sido criados recentemente, o que impossibilita a análise de qualquer histórico de demanda. “É muito precoce, a gente precisa de muito mais dados. Ainda mais em mercados diferentes, que a Gol não está acostumada a operar, a gente está aprendendo conforme vai operando. Não dá pra dizer se é bom, ou ruim, nem se é médio. Precisamos de mais tempo para avaliar e dar um veredito.”

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Jorge Fernando Barreto da Costa e Marcelo Bortolini tomam posse como Procuradores de Justiça em cerimônia na sede do MPPR

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Posse novos Procuradores

Em cerimônia realizada nesta sexta-feira, 24 de julho, na sede do Ministério Público do Paraná em Curitiba, também transmitida on-line, dois novos Procuradores de Justiça tomaram posse: Jorge Fernando Barreto da Costa e Marcelo Bortolini passaram a integrar o Colégio de Procuradores de Justiça do MPPR. A solenidade contou a presença de membros e servidores da instituição, bem como de familiares e amigos dos novos Procuradores, que foram prestigiá-los no acesso ao topo da carreira no Ministério Público Estadual.

Após ser declarada aberta a sessão solene pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, um gesto tradicional marcou a mudança: a investidura da veste talar, traje que carrega simbolicamente a dignidade da função agora conferida a ambos. Jorge Fernando Barreto da Costa recebeu a beca das mãos da esposa Daiene e dos filhos Ana Luísa e João Pedro. A esposa Elviluz e os filhos Enzo e Bruno a vestiram em Marcelo Bortolini. Os dois empossados renovaram então oralmente o compromisso legal de ingresso na carreira e assinaram os termos de posse.

Novos Procuradores – Em seu discurso de posse, Jorge Fernando Barreto da Costa destacou a transição da linha de frente no combate ao crime organizado para a atuação no segundo grau da instituição. Após 23 anos no Gaeco em Londrina, o empossado ressaltou que a experiência acumulada no enfrentamento à macrocriminalidade e à corrupção servirá agora para oxigenar os debates jurídicos e a consolidação de teses institucionais no Colégio de Procuradores. Em uma fala marcada pelo tom humano e de gratidão, ele reafirmou seu compromisso com a sociedade paranaense (iniciado em 1991 como estagiário), fez uma homenagem especial ao trabalho invisível das forças de segurança que o acompanharam nas operações do Gaeco, agradeceu nominalmente colegas que o acompanharam, inspiraram e orientaram em sua jornada e destacou a importância do Colégio de Procuradores em orientar estrategicamente a atuação dos Promotores que estão na ponta.

Já Marcelo Bortolini, ao celebrar sua ascensão ao cargo de Procurador de Justiça como o ápice de uma carreira iniciada em 1991, reforçou o orgulho de integrar o Ministério Público do Estado do Paraná, definindo o momento não apenas como uma transição institucional, mas como a renovação de um voto com o ideal de justiça. Em um pronunciamento também marcado pela emoção, prestou homenagens à sua família (aos pais – com especial reverência à memória de seu pai, juiz de direito e sua grande inspiração –, aos irmãos, à esposa e aos filhos), destacando-os como a base essencial de sua trajetória. O novo Procurador relembrou ainda sua caminhada por comarcas do interior e destacou seus mais de 25 anos em Foz do Iguaçu, onde construiu raízes e vivenciou as mais diversas atribuições do Ministério Público. Por fim, ao projetar sua atuação na segunda instância diante de um cenário de intensas mudanças sociais e legislativas, reafirmou seu compromisso leal com a Constituição Federal e com a atuação autônoma e firme do MPPR em prol dos desamparados e da garantia da segurança jurídica.

Trajetórias exemplares – O Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, pronunciou-se ao final da sessão. Citando o Livro dos Mártires, de John Foxe, Zanicotti lembrou que a resiliência e a coragem são traços importantíssimos das pessoas que fazem a diferença, como é o caso dos empossados. Zanicotti destacou as trajetórias de ambos, afirmando que provavelmente nenhum outro Promotor de Justiça no Brasil participou de mais operações contra o crime organizado que Jorge Barreto da Costa, assim como pouquíssimos terão trabalhado em tantos processos de família quanto Marcelo Bortolini, ambos traçando trajetórias brilhantes. “O passado de peregrinação dos dois faz a diferença no mundo, no jeito como olhamos o que é ser Promotor de Justiça”, declarou, exaltando que ambos são espelhos para os colegas tanto na vida profissional quanto familiar.

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Também falou na cerimônia o coordenador estadual do Gaeco, Cláudio Rubino Zuan Esteves, especialmente em relação a Jorge Barreto Fernando da Costa, dada sua especial atuação no órgão. Em tom de profundo reconhecimento institucional, a homenagem proferida por ele destacou a trajetória histórica do novo Procurador de Justiça no Núcleo do Gaeco em Londrina, onde atuou por 23 anos, tornando-se o membro mais longevo do país na função. O discurso enfatizou que a conduta do homenageado numa função que, para além do conhecimento técnico, exige pressupostos humanos e comportamentais indispensáveis, deve servir de espelho e modelo para os atuais e futuros integrantes do Ministério Público que atuem no Gaeco. Entre esses predicados, foram exaltadas sua capacidade inata de liderança colaborativa, pautada no trabalho em equipe, a coragem em investigações de grande impacto e a serenidade estoica para conduzir momentos de crise e alta pressão com leveza. O chefe do grupo especializado destacou ainda o equilíbrio único do empossado em conciliar a combatividade rigorosa contra o crime organizado a uma postura urbana, carismática e de lealdade irrestrita à instituição, qualidades que angariaram o respeito de magistrados, de forças policiais e da sociedade ao longo de mais de duas décadas.

Boas-vindas – Em nome do Colégio de Procuradores, o Procurador de Justiça Raimundo Nogueira Soares também saudou seus novos integrantes. Para ilustrar a nova fase profissional, o pronunciamento recorreu ao personagem Conselheiro Aires, de Machado de Assis, para pontuar que a atuação na segunda instância exige uma mudança de postura: o distanciamento da rotina inflamada da primeira instância não significa descanso, mas a serenidade, técnica e sabedoria necessárias para agir como conselheiros frente às demandas da Justiça e da sociedade. O discurso detalhou a grandiosidade e a relevância das atribuições que os novos integrantes passam a assumir no órgão máximo da Administração Superior, que vão desde a apreciação da proposta orçamentária e deliberação sobre diretrizes institucionais até o julgamento de processos disciplinares e a atuação perante o Tribunal de Justiça e os Tribunais Superiores. Encerrando com citações de Fernando Pessoa e Guimarães Rosa, o texto ressaltou as qualidades de humildade, inteligência e seriedade que acompanharam Jorge e Marcelo ao longo de suas trajetórias no enfrentamento à criminalidade e na defesa dos direitos sociais, reafirmando que a vida exige coragem, virtude que jamais faltará aos novos Procuradores de Justiça no desempenho de suas elevadas missões.

O Corregedor-Geral do MPPR, Ney Roberto Zanlorenzi, fez uso da palavra, começando sua fala com uma citação de Cícero: “Não nascemos apenas para nós mesmos”. Nesse sentido, declarou, quem aceita a vocação do Ministério Público compreende que a medida de uma carreira está na disposição permanente de colocar talento, energia e convicção a serviço de algo que nos ultrapassa. Zanlorenzi destacou que os novos Procuradores de Justiça não chegaram ao Colégio de Procuradores por acaso, mas porque, ao longo de suas carreiras, souberam responder ao chamado da instituição com trabalho, rigor técnico e inteireza. Por fim, lembrou que a ascensão ao segundo grau traz uma mudança de perspectiva, pois os pronunciamentos dos Procuradores ecoam para além dos casos concretos. Ser Procurador de Justiça, afirmou, é aceitar um convite permanente à reflexão que ilumina – e para isso, aconselhou, é preciso carregar a memória vida das comarcas por onde os empossados passaram, o que é fundamental para que a atuação em segundo grau não se desligue da realidade.

APMP – O presidente da Associação Paranaense do Ministério Público, Fernando da Silva Mattos, trouxe igualmente palavras de boas-vindas aos empossados. Ele lembrou que os dois ingressaram juntos na carreira no MPPR, em 1991, e seguiram cada qual o seu caminho, construindo sua própria trajetória, até que, hoje, esses caminhos voltaram a se encontrar, como resultado natural de suas vidas pautadas pela ética e pela fidelidade à missão institucional. Mattos ressaltou o fato de Jorge Barreto haver consolidado um modelo de trabalho que se tornou referência para o Ministério Público brasileiro, especialmente por seu trabalho no Gaeco. Quanto a Marcelo Bortolini, exaltou sua carreira caracterizada pela amplitude e consistência de sua atuação ao longo dos anos. Se a carreira de cada um separou seus caminhos, afirmou, o Colégio de Procuradores de Justiça os reuniu novamente para que possam escrever juntos mais um importante capítulo na história do MPPR.

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Mesa – Compuseram a mesa da sessão solene o Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti; o segundo vice-presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, Fábio Haick Dalla Vecchia; a representante da Ordem dos Advogados do Brasil, Emma Roberta Palú Bueno; o Corregedor-Geral do MPPR, Procurador de Justiça Ney Roberto Zanlorenzi; o Subprocurador-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos, Armando Antônio Sobreiro Neto; o Subprocurador-Geral de Justiça para Assuntos Administrativos, Maximiliano Ribeiro Deliberador; a Subprocuradora-Geral de Justiça de Assuntos de Planejamento Institucional, Terezinha de Jesus de Souza Signorini; o decano do MPPR, Procurador de Justiça Milton Riquelme de Macedo; o Coordenador Estadual do Gaeco, Procurador de Justiça Cláudio Rubino Zuan Esteves; o Presidente da APMP, Promotor de Justiça Fernando da Silva Mattos.

Conheça as trajetórias dos empossados no MPPR

Jorge Fernando Barreto da Costa ingressou no Ministério Público do Paraná em 23 de outubro de 1991. Iniciou sua carreira como Promotor de Justiça substituto em Cruzeiro do Oeste e, em seguida, foi removido para São José dos Pinhais. Em 7 de maio de 1992, assumiu a titularidade da comarca de Guaraniaçu, onde permaneceu até 18 de novembro de 1993, quando foi removido por permuta para a comarca de Primeiro de Maio.

Três anos depois, em dezembro de 1996, foi promovido para a 1ª Promotoria de Justiça de Umuarama, com atribuições junto à Vara da Família, Infância e Juventude, assumindo posteriormente a 5ª Promotoria de Justiça. 

No dia 1º de julho de 2002, foi promovido para Londrina, onde se destacou na atuação criminal. Em setembro de 2003, passou a exercer suas funções junto ao núcleo regional do Gaeco e à Promotoria de Combate à Sonegação Fiscal, participando de várias operações de enfrentamento à criminalidade organizada e à corrupção, entre elas “Apocalipse”, “Mar Vermelho” e “Engenho”. Em 3 de julho de 2026, foi promovido ao cargo de 12º Procurador de Justiça do 3º Grupo Criminal.

Jorge Barreto

Marcelo Bortolini

Marcelo Bortolini iniciou a carreira no Ministério Público do Paraná em 23 de outubro de 1991, como Promotor Substituto nas comarcas de Loanda e Irati. Em 1992, tornou-se Promotor titular, atuando primeiramente em Santa Helena e Paraíso do Norte, e, em 1994, foi promovido para a comarca de Paranavaí, onde atuou até 1998.

Depois de Paranavaí, foi promovido para Foz do Iguaçu, removido para a comarca de Londrina em 1999 e, um ano depois, retornou a Foz, onde permaneceu por 25 anos. Lá, desempenhou atribuições perante a Vara da Infância, a Vara de Execuções Penais, a 3ª Vara Criminal, as Varas Cíveis e a 2ª Vara de Família e Acidentes do Trabalho, desde a criação da unidade, em 2011.

Em 3 de julho de 2026, foi promovido ao cargo de 5º Procurador de Justiça do 5º Grupo Cível.

Fonte: Ministério Público PR

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