Paraná
Violência contra a mulher: Estado promove ação em Curitiba e mais 10 cidades
A Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp) realizou na manhã deste sábado (14) uma mobilização simultânea em Curitiba e outras 10 cidades do Estado, dando continuidade às ações do programa Mulher Segura no mês de março. O objetivo é levar informações, por meio de palestras, conversas e distribuição de panfletos, com foco na conscientização da população sobre o combate à violência contra a mulher.
Em Curitiba, a ação contou com a presença do secretário da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira, que também conversou com as pessoas que circulavam pelo Centro da Capital sobre o tema.
“A prevenção é uma das estratégias mais eficazes para reduzir esse tipo de violência, por isso o programa promove palestras buscando conscientizar tanto mulheres quanto homens. A proposta é discutir as causas da violência e mostrar às mulheres que existe uma rede de proteção disponível no Estado”, ressalta.
Integrantes da Polícia Militar do Paraná (PMPR), Polícia Civil do Paraná (PCPR), Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR), Polícia Penal do Paraná (PPPR) e Polícia Científica do Paraná (PCIPR) também participaram da mobilização que, além da Capital, foi realizada em São José dos Pinhais, Colombo, Paranaguá, Londrina, Maringá, Paranavaí, Ponta Grossa, Cascavel, Foz do Iguaçu e Francisco Beltrão. Eles orientaram as pessoas sobre a proteção às mulheres, seus direitos e mecanismos de denúncia.
CONSCIENTIZAÇÃO – O programa Mulher Segura já atingiu quase 224 mil pessoas em todo o Paraná com palestras sobre igualdade e respeito entre homens e mulheres, conscientização em relação à cultura do machismo e suas consequências, como agressões físicas, violência psicológica e, em casos extremos, o feminicídio.
A iniciativa serve de apoio às ações policiais e, com isso, o Paraná vem reduzindo os crimes contra mulheres. Em 2025, o Estado registrou redução de 20% nos casos de feminicídio em comparação com 2024. Além disso, 337 dos 399 municípios paranaenses não tiveram registros desse tipo de crime ao longo do período.
Outro dado positivo é que no comparativo de janeiro de 2025 com janeiro de 2026 a queda de feminicídios foi de quase 40% no Paraná, com uma redução de 13 para oito casos.
As palestras são direcionadas tanto ao público feminino quanto ao masculino (De Homem Para Homem), para grupos mistos e até para adolescentes do Ensino Médio.
Criado em 2023, o programa já qualificou mais de 1,4 mil policiais e bombeiros como multiplicadores para atuar na disseminação de informações e no fortalecimento da cultura do diálogo. Ao todo, já foram realizadas quase 3 mil palestras em escolas, empresas, associações de bairro, aldeias indígenas, clubes e órgãos públicos, entre outros locais.
PATRULHA MARIA DA PENHA – A Polícia Militar do Paraná mantém a Patrulha Maria da Penha, unidade especializada no enfrentamento à violência contra mulheres. As equipes realizam visitas preventivas após o registro de ocorrências nas polícias Militar ou Civil. Durante as ações, os policiais acompanham o cumprimento das medidas protetivas de urgência determinadas pelo Poder Judiciário e mantêm contato direto com vítimas e agressores para orientar e prevenir novos episódios de violência.
Em 2025, o número de visitas realizadas pela Patrulha Maria da Penha aumentou 54% em relação a 2024. Muito importante é o atendimento no dia seguinte à agressão, quando muitas vítimas ainda não sabem como agir. A Patrulha Maria da Penha atua justamente para orientar e oferecer apoio nesse momento.
De acordo com o coordenador do programa Mulher Segura, o tenente-coronel da PMPR Cleverson Rodrigues Machado, o trabalho direto com as vítimas tem surtido efeitos positivos. “Já ultrapassamos 83 mil visitas comunitárias da patrulha. Esse retorno aos locais das ocorrências fortalece o acompanhamento e demonstra a presença do Estado”, afirma.
MONITORAMENTO SIMULTÂNEO – Entre as ferramentas tecnológicas adotadas pela Sesp está o Monitoramento Eletrônico Simultâneo (MES), sistema que conecta centrais da Polícia Militar do Paraná aos celulares de mulheres que possuem medidas protetivas concedidas pela Justiça contra agressores.
O aplicativo alerta a vítima sobre a aproximação do agressor monitorado por tornozeleira eletrônica e, ao mesmo tempo, envia um aviso à central policial, permitindo uma resposta rápida das equipes de segurança.
Os agressores também recebem alertas. Caso ultrapassem o raio de exclusão definido pela Justiça, são detidos por descumprimento da medida protetiva. Atualmente o sistema funciona em Curitiba e será ampliado para a Região Metropolitana da Capital e para Foz do Iguaçu no dia 17 de março, dentro também da programação da Sesp para o mês do Dia Internacional da Mulher. A meta é expandir gradualmente a tecnologia para todo o Estado.
ALGORITMO – A secretaria estadual da Segurança Pública (Sesp) desenvolve um algoritmo de inteligência artificial para mapear a probabilidade de mulheres vítimas de violência doméstica voltarem a sofrer agressões. A ferramenta cruza dados de boletins de ocorrência registrados entre 2010 e 2023 e integra a rede de proteção da Sesp às mulheres no Paraná, apoiando ações preventivas das polícias.
“A tecnologia trará muitos benefícios. Iremos ampliar a capacidade que temos de prever uma possível reincidência do agressor, qualificar o atendimento policial e, o principal, que é ampliar a nossa rede de proteção às mulheres em situações de violência”, afirma o secretário.
DELEGACIAS CIDADÃS – Outra iniciativa de fortalecimento da rede de proteção é a implantação das Delegacias Cidadãs da Polícia Civil do Paraná (PCPR). As unidades foram projetadas para oferecer atendimento mais humanizado, com espaços separados para vítimas e suspeitos, além de ambientes reservados para mulheres, crianças, adolescentes e idosos. O conceito reúne diferentes serviços em um mesmo espaço público, garantindo mais acolhimento e segurança para quem busca atendimento.
PALESTRAS – O Programa Mulher Segura integra a Operação Vida ao lado do Cidade Segura e atua diretamente nas comunidades com ações educativas, visitas técnicas e articulação interinstitucional. O foco é prevenir, proteger e combater os diferentes tipos de violência de gênero, com destaque para os casos de feminicídio, estupro e violência doméstica. Com a mensagem “Ninguém Segura uma Mulher Segura”, o programa segue reforçando a importância do engajamento coletivo e da atuação integrada.
As palestras podem ser agendadas pelo site da Secretaria da Segurança Pública do Paraná.
SERVIÇO – Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados à Polícia Militar pelo telefone 190. Também é possível registrar denúncias pelo telefone 197, da Polícia Civil do Paraná, ou de forma anônima pelo Disque Denúncia 181, disponível 24 horas por dia em todo o Estado.
Fonte: Governo PR
Paraná
Estado abre Junho Paraná Sem Drogas com foco em ações integradas e apoio a vulneráveis
A Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp), por meio do Centro Estadual de Política Sobre Drogas (CEPSD), iniciou oficialmente as atividades do Junho Paraná Sem Drogas nesta terça-feira (2). A solenidade de abertura aconteceu na sede da OAB Paraná, em Curitiba, e reuniu especialistas, gestores e servidores para debater o enfrentamento ao uso indevido de substâncias lícitas e ilícitas.
A campanha paranaense é respaldada pela legislação estadual, instituída pela Lei Estadual nº 19.121/2017, e mobiliza a estrutura do Governo do Estado ao longo de todo o mês com ações de conscientização, prevenção e tratamento.
O secretário da Segurança Pública do Paraná, Saulo Sanson, destacou a importância da união de esforços e do impacto social da campanha. “A Sesp está comprometida com o enfrentamento às drogas em vários níveis, desde coibir o tráfico até a manutenção de políticas públicas de conscientização e promoção das discussões sobre o tema”, afirmou.
Nesta edição, o evento propõe o debate sobre o tema Dependência Química e Pessoas em Situação de Rua, uma realidade que desafia diariamente os gestores públicos e a sociedade. O objetivo central é fortalecer o diálogo permanente e a articulação entre as políticas públicas de segurança pública, saúde, assistência social, sistema de justiça e entidades da sociedade civil para a formulação de respostas mais eficazes e focadas na dignidade humana.
O coordenador do Centro Estadual de Política Sobre Drogas (Cepsd) e vice-presidente do Conselho Estadual de Políticas Públicas sobre Drogas (Conesd), Renato Bastos Figueiroa, reforçou a necessidade de ações transversais. “Precisamos superar a visão de que essa responsabilidade pertence exclusivamente a uma área ou a uma instituição. Esse é um desafio coletivo que exige ações coordenadas e compromisso permanente”, destacou.
As ações do mês são coordenadas pelo Cepsd, com o apoio do Conesd e das demais secretarias de Estado que atuam em conjunto na realização de eventos em diversos municípios paranaenses.
A solenidade de abertura contou com a participação dos jovens do Centro da Juventude do município de Castro, que apresentaram o espetáculo de dança Liberte-se. Os Centros da Juventude funcionam como espaços estratégicos de proteção social e fortalecimento de vínculos, utilizando o esporte e a cultura para afastar os jovens de fatores de risco, como o uso de álcool e outras drogas.
Como parte do cronograma de enfrentamento e conscientização, também foram exibidos os vencedores da nona edição do Concurso Estadual de Vídeos Contra as Drogas, iniciativa realizada anualmente em parceria com a Secretaria de Estado da Educação para mobilizar estudantes do Ensino Médio das redes pública e privada.
Estiveram também presentes na abertura o deputado estadual Gilson de Souza, presidente da Frente Parlamentar em Apoio às Comunidades Terapêuticas, Cuidados e Prevenção às Drogas; e Luiz Carlos Pity Hauer, presidente da Comissão de Políticas Sobre Drogas da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Paraná.
Fonte: Governo PR
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