Agro
Vice-presidente do Sistema Faemg Senar percorre Zona da Mata e reforça a importância da união do produtor rural mineiro
O vice-presidente secretário da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Ebinho Bernardes, cumpriu uma agenda intensa na Zona da Mata mineira, visitando os municípios de Viçosa, Guiricema, Ponte Nova e Muriaé.
O objetivo da rota foi aproximar o Sistema Faemg Senar dos produtores e lideranças locais, fortalecendo o diálogo com técnicos e sindicatos rurais e destacando a importância da união da classe na defesa do agronegócio mineiro.
“Nosso papel é fortalecer quem faz o agro acontecer. Precisamos estar juntos, especialmente em momentos de desafios, para garantir conquistas e avanços para o produtor rural”, ressaltou Ebinho Bernardes.
Encontro técnico em Viçosa reforça qualificação de profissionais do ATeG
A agenda teve início em Viçosa, durante o Encontro de Técnicos de Campo e Supervisores do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) – voltado à bovinocultura de leite e corte.
O evento, realizado no TecnoPARQ, reuniu profissionais das regionais de Viçosa e Juiz de Fora para debater os desafios e oportunidades das cadeias produtivas, além de promover alinhamento técnico entre as equipes.
“Nossos técnicos fazem um grande trabalho dentro das propriedades, especialmente junto ao pequeno produtor, levando tecnologia e assistência técnica. Nosso compromisso é garantir que eles estejam cada vez mais preparados para fazer isso com qualidade”, destacou Ebinho.
A analista do ATeG, Ingryd Lanna, informou que cerca de 60 profissionais participaram do encontro. “Com o crescimento do ATeG em Minas, muitos novos técnicos ingressaram no programa. Essa capacitação é essencial para garantir qualidade no atendimento e padronização das ações em campo”, explicou.
Durante sua passagem por Viçosa, Ebinho também visitou a Casa do Empresário, onde foi recebido pelo presidente Bruno Torres, acompanhado de Marcos Reis, gerente regional do Sistema Faemg Senar, e Wender Guedes, gerente do ATeG.
Guiricema mobiliza mais de 100 produtores em encontro regional
No município de Guiricema, no dia 17 de novembro, o vice-presidente participou de um encontro promovido pelo Sindicato dos Produtores Rurais (SPR), que reuniu mais de 100 produtores. O evento destacou a força econômica do agronegócio local e a importância da organização da classe.
“A união do setor é essencial para garantir segurança, produtividade e crescimento. Quando o produtor se organiza, o campo se fortalece”, afirmou Ebinho Bernardes.
O presidente do sindicato, João Batista Sartori, ressaltou a relevância do Sistema Faemg Senar na região, enquanto o tesoureiro, Sebastião Toledo de Melo, comemorou a presença da liderança estadual.
“É a primeira vez que recebemos um presidente da Faemg em Guiricema. Um momento histórico e de grande significado para todos nós”, destacou.
O secretário municipal de Agricultura, Cezário Santos, também reforçou a importância da parceria:
“O Sistema Faemg Senar e o Sindicato são fontes de educação, inovação e tecnologia, fundamentais para melhorar a vida dos produtores do nosso município.”
Reuniões em Ponte Nova e Muriaé fortalecem rede sindical do agro mineiro
A agenda seguiu para Ponte Nova, onde Ebinho se reuniu com a diretoria do Sindicato Rural e com a gerente da Associação Comercial e Industrial de Ponte Nova e CDL, reforçando a integração entre o setor produtivo e o empresariado local.
O ciclo de visitas foi encerrado em Muriaé, em um encontro que reuniu dezenas de produtores rurais e dirigentes sindicais de diversas cidades da região, incluindo Patrocínio do Muriaé, Ervália, Barão de Monte Alto, Eugenópolis, Antônio Prado de Minas, Palma, Carangola e Cataguases.
Ao lado do presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Muriaé, Automirando Viegas, o vice-presidente da Faemg reafirmou o compromisso do Sistema com os produtores:
“O Sistema Faemg Senar, junto com os sindicatos, continuará unido para fortalecer e defender o produtor rural mineiro, que é o alicerce do desenvolvimento do nosso estado.”
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Soja despenca em Chicago, trava negócios no Brasil e mantém preços estáveis no mercado físico
A forte desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) marcou o mercado ao longo da semana e contribuiu para a paralisação das negociações no Brasil. Mesmo com a valorização do dólar frente ao real, o recuo das cotações internacionais reduziu o interesse dos agentes do mercado e manteve a comercialização em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país.
A combinação entre a queda expressiva em Chicago e o feriado da última quinta-feira diminuiu a liquidez do mercado brasileiro. Como resultado, os preços da oleaginosa permaneceram praticamente inalterados nos principais polos de comercialização.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu cotada a R$ 126,00 durante toda a semana. Em Cascavel (PR), o valor permaneceu em R$ 121,00 por saca. Já em Rondonópolis (MT), a referência ficou em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), importante termômetro das exportações brasileiras, a cotação se manteve em R$ 132,00 por saca.
Chicago atinge menor nível desde fevereiro
Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho, os mais negociados do mercado, acumularam perdas superiores a 5% na semana. Na manhã desta sexta-feira (5), o contrato era negociado a US$ 11,26 por bushel, o menor patamar registrado desde o início de fevereiro.
A pressão baixista está diretamente relacionada aos fundamentos globais da oferta. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem beneficiando o desenvolvimento das lavouras, reforçando as expectativas de uma safra cheia na temporada 2026/27.
Além disso, o mercado já começa a revisar para cima as projeções de produtividade das lavouras norte-americanas. O cenário se soma às safras robustas colhidas recentemente por Brasil e Argentina, ampliando a disponibilidade global da commodity e aumentando a pressão sobre os preços internacionais.
Demanda chinesa ainda decepciona mercado
Pelo lado da demanda, os investidores seguem atentos ao comportamento das importações chinesas. Apesar do acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos em maio, o mercado ainda não observa uma retomada consistente das compras chinesas de soja norte-americana.
A ausência desse movimento limita o potencial de recuperação das cotações e reforça o ambiente de cautela entre os participantes do mercado internacional.
Relatório do USDA e tensão geopolítica seguem no radar
Nas próximas semanas, dois fatores devem continuar influenciando os preços da soja.
O primeiro é o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira, dia 11. O documento poderá trazer novas revisões para produção, estoques e exportações da oleaginosa.
O segundo fator é a escalada das tensões no Oriente Médio, que continua gerando volatilidade nos mercados financeiros e energéticos. O impacto sobre os preços do petróleo e o comportamento dos investidores permanecem no centro das atenções.
Dólar sobe, mas não consegue compensar perdas externas
No mercado cambial, o dólar apresentou valorização ao longo da semana, impulsionado pelas incertezas geopolíticas, preocupações com a inflação global e pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.
A moeda norte-americana avançou cerca de 1,4% frente ao real no período, voltando ao patamar de R$ 5,12.
Apesar do movimento favorável para as exportações brasileiras, a alta do câmbio não foi suficiente para neutralizar o impacto negativo provocado pela forte queda das cotações em Chicago, mantendo o mercado doméstico praticamente paralisado e com poucas alterações nos preços da soja.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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