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Agro

Uso de óxidos de cálcio e magnésio pode aumentar produtividade de pastagens em mais de 20%

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Cerca de 60% das pastagens no Brasil apresentam algum grau de degradação, de acordo com dados da Embrapa. Muitos desses territórios ainda são explorados de forma extrativista, sem manejo adequado ou reposição de nutrientes, o que compromete a fertilidade do solo.

A degradação afeta diretamente a produtividade, com menor acúmulo de massa verde e redução da lotação animal por hectare. Além disso, o limitado acesso a crédito e a escassez de assistência técnica dificultam o planejamento do manejo e a aplicação correta de insumos, especialmente para pecuaristas de pequeno e médio porte.

Como óxidos de cálcio e magnésio promovem ganhos de produtividade

O manejo com óxidos de cálcio e magnésio surge como solução eficaz, podendo gerar aumentos superiores a 100% em massa verde ou matéria seca, conforme estudos agronômicos. Esses minerais ajustam o pH do solo, liberam nutrientes essenciais — como o fósforo — e favorecem o crescimento de raízes mais fortes e profundas. O resultado é maior acúmulo de biomassa, resistência ao pisoteio e recuperação rápida das pastagens após o pastejo.

O agrônomo Guilherme Alves de Melo, da Caltec, explica:

“A combinação aumenta a disponibilidade de fósforo e outros elementos que, em solos degradados, ficam retidos, beneficiando diretamente o desenvolvimento das pastagens.”

Resultados em campo com OXIFLUX

O OXIFLUX, ferticorretivo de óxidos de cálcio e magnésio da Caltec, mostrou resultados expressivos em 26 estudos realizados em sete estados brasileiros. Em 19 desses trabalhos, houve incremento médio superior a 100% em massa verde ou matéria seca, enquanto áreas degradadas ou em recuperação apresentaram ganhos médios de 81%.

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Além de aumentar a produtividade, os óxidos promovem maior perfilhamento das gramíneas, resistência ao pisoteio e recuperação rápida após o pastejo. O magnésio contribui para absorção de nutrientes, tolerância ao estresse térmico e redução de doenças foliares, tornando as pastagens mais uniformes e resilientes.

Manejo adequado para maximizar resultados

Para garantir eficiência, a aplicação deve seguir análise de solo e os princípios dos 4Cs da adubação: escolha correta da fonte, dose adequada, momento oportuno e local indicado. Em áreas de sequeiro, recomenda-se iniciar no período chuvoso, enquanto em sistemas irrigados a aplicação pode ser realizada a qualquer momento. A operação pode ser feita manualmente, com distribuidores acoplados a tratores ou até por drones em terrenos inclinados.

A Caltec disponibiliza equipe técnica para orientar produtores em todas as etapas, superando desafios como acesso restrito a crédito e falta de assistência técnica especializada.

Ferticorreção e sustentabilidade da produção

O conceito de ferticorreção aplicado pelo OXIFLUX combina correção da acidez do solo com oferta de nutrientes, promovendo resposta produtiva acelerada. A linha inclui formulações enriquecidas com micronutrientes como zinco e boro, além da linha Fertimacro, um ferticorretivo granulado com NPK, facilitando o manejo e aumentando a produtividade.

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O manejo adequado resulta em maior qualidade de forragem, acelera a recuperação de áreas degradadas, reduz a pressão por abertura de novas áreas e fortalece sistemas produtivos integrados, como o ILPF.

Guilherme Alves de Melo conclui:

“O uso contínuo dos óxidos de cálcio e magnésio torna pastagens mais produtivas, resilientes e equilibradas ambientalmente. Mesmo em períodos de mercado desafiador, a forma mais eficiente de diluir custos é produzindo mais com menos, por meio de correção e nutrição do solo.”

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Inteligência artificial transforma o agronegócio brasileiro e impulsiona produtividade no campo

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A inteligência artificial (IA) vem ganhando espaço de forma acelerada no agronegócio brasileiro e já se consolida como ferramenta estratégica para elevar produtividade, reduzir desperdícios e melhorar a gestão das propriedades rurais.

Em meio a um cenário marcado por custos elevados de produção, pressão sobre as margens e maior instabilidade climática, produtores rurais passam a investir cada vez mais em soluções tecnológicas capazes de antecipar problemas e otimizar decisões no campo.

O avanço da agricultura digital ocorre em um momento em que a produção agrícola brasileira segue elevada, mas enfrenta desafios crescentes relacionados à irregularidade do clima, aumento dos custos logísticos e volatilidade do mercado.

Inteligência artificial deixa de ser tendência e entra na rotina do campo

A aplicação da inteligência artificial já influencia diretamente decisões em lavouras, confinamentos e sistemas de manejo em diferentes regiões do Brasil.

Segundo Leonardo Ribeiro Dalben, desenvolvedor de software especializado em IA, a principal transformação está na capacidade de antecipação proporcionada pelo uso de dados em tempo real.

“A inteligência artificial permite antecipar cenários com base em dados reais. Isso ajuda o produtor a agir antes do problema aparecer, seja na lavoura ou na gestão da propriedade”, afirma.

A tecnologia já é utilizada no monitoramento agrícola por meio de sensores, drones, imagens de satélite e sistemas automatizados capazes de identificar:

  • falhas de plantio;
  • estresse hídrico;
  • início de pragas e doenças;
  • necessidade de irrigação;
  • e variações nutricionais das culturas.
Agricultura de precisão amplia eficiência e reduz desperdícios

A adoção de ferramentas digitais ligadas à agricultura de precisão também vem crescendo no país.

Segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o uso de tecnologias inteligentes pode elevar a produtividade agrícola em até 20%, além de reduzir significativamente desperdícios de água, fertilizantes e defensivos.

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Na prática, a inteligência artificial permite que o produtor tome decisões mais rápidas e assertivas, melhorando:

  • o aproveitamento de insumos;
  • o planejamento operacional;
  • o controle de custos;
  • e a eficiência da produção.

O avanço dessas ferramentas ocorre principalmente em culturas como soja, milho, café, algodão e cana-de-açúcar, segmentos que já operam com elevado nível de mecanização e monitoramento digital.

Pecuária também avança com sensores e automação

Na pecuária, o uso da inteligência artificial também cresce rapidamente, especialmente em sistemas voltados ao monitoramento do rebanho e gestão operacional.

Atualmente, já existem soluções capazes de acompanhar o comportamento dos animais por meio de sensores inteligentes, permitindo:

  • controle de deslocamento;
  • monitoramento de saúde;
  • identificação de cio;
  • rastreamento de alimentação;
  • e delimitação virtual de áreas de manejo.

Segundo Dalben, a tecnologia reduz custos com infraestrutura tradicional e melhora o controle operacional das fazendas.

“Hoje já existem soluções que utilizam sensores e inteligência artificial para controlar o deslocamento do rebanho, reduzindo custos com infraestrutura e aumentando o controle operacional”, explica.

Gestão financeira se torna novo foco tecnológico do agro

Além do impacto produtivo, a inteligência artificial começa a ganhar relevância na gestão financeira das propriedades rurais, considerada um dos maiores desafios do setor atualmente.

Com aumento do endividamento rural e margens mais apertadas em diversas cadeias produtivas, cresce a busca por ferramentas capazes de melhorar:

  • planejamento financeiro;
  • análise de custos;
  • previsão de fluxo de caixa;
  • controle operacional;
  • e gestão de riscos.

Dados recentes apontam que as dívidas do agronegócio em recuperação extrajudicial já somam cerca de R$ 98 bilhões em 2026, evidenciando a necessidade de maior controle financeiro no campo.

“O produtor que utiliza dados consegue entender melhor seus custos, prever cenários e tomar decisões com mais segurança. Isso faz diferença principalmente em momentos de margem apertada”, ressalta o especialista.

Nova geração acelera digitalização do agronegócio

Outro fator que impulsiona o crescimento da inteligência artificial no campo é a entrada de uma nova geração de produtores rurais, mais conectada à tecnologia e à gestão baseada em dados.

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O movimento acompanha o crescimento do empreendedorismo digital no agronegócio e a expansão das agtechs no Brasil, que desenvolvem soluções voltadas para:

  • monitoramento climático;
  • análise de produtividade;
  • gestão rural;
  • rastreabilidade;
  • automação;
  • e inteligência de mercado.
Conectividade ainda é desafio para expansão da IA no campo

Apesar do avanço acelerado, a ampliação da inteligência artificial no agronegócio ainda enfrenta obstáculos importantes, especialmente relacionados à conectividade rural e ao acesso à tecnologia por pequenos e médios produtores.

Em diversas regiões do país, limitações de internet e infraestrutura dificultam a adoção plena de sistemas inteligentes no campo.

Mesmo assim, especialistas avaliam que a tendência é de crescimento contínuo da digitalização do agro brasileiro, impulsionada pela necessidade de produzir mais com menos recursos e reduzir riscos operacionais.

“A tecnologia não substitui a experiência do produtor, mas amplia a capacidade de decisão. Quem conseguir integrar dados ao dia a dia da produção vai ter mais previsibilidade e competitividade”, conclui Dalben.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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