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Agro

USDA eleva previsão da produção mundial de algodão e aponta aumento nas importações da Índia

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Projeções dos Estados Unidos permanecem estáveis

O mais recente relatório de oferta e demanda agrícola divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) manteve inalteradas as estimativas para o balanço de algodão dos Estados Unidos na safra 2025/26.

De acordo com o documento, não houve mudanças nas projeções de produção, oferta, demanda ou preços do algodão no país, indicando estabilidade nas perspectivas do mercado interno norte-americano.

Produção mundial de algodão é revisada para cima

No cenário global, o relatório WASDE (World Agricultural Supply and Demand Estimates) revisou para cima a previsão de produção mundial de algodão na temporada 2025/26.

Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, a produção global foi elevada em mais de 1,1 milhão de fardos, principalmente devido ao aumento da produção no Brasil e na China.

No caso brasileiro, o crescimento é atribuído à expansão da área cultivada, enquanto na China o avanço decorre de maior produtividade nas lavouras.

Parte desse aumento foi compensada pela queda na produção da Argentina, resultado da redução da área plantada no país.

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Consumo global de algodão é reduzido

O relatório também trouxe ajustes nas estimativas de consumo mundial da fibra.

Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o consumo global foi reduzido em 140 mil fardos, refletindo uma menor utilização de algodão pelas indústrias têxteis em diversos países.

Apesar dessa retração, o documento aponta aumento do consumo na China, o que compensou parcialmente a redução observada em outros mercados.

Comércio internacional cresce com maior demanda da Índia

As projeções para o comércio internacional de algodão também foram revisadas. O relatório indica que o volume global de negociações foi ampliado em 200 mil fardos.

O principal fator para essa mudança foi o aumento das importações da Índia, movimento que compensou pequenas reduções nas compras realizadas por outros países.

Estoques globais de algodão aumentam

Com os ajustes na produção e no consumo, o relatório também elevou a projeção para os estoques finais mundiais de algodão.

Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, os estoques globais foram revisados para 76,4 milhões de fardos, um aumento de quase 1,3 milhão de fardos em relação à estimativa anterior.

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O crescimento das reservas está ligado principalmente à ampliação dos estoques na Índia e no Brasil.

Relação estoque-uso global sobe para 64%

Com a revisão dos números, a relação estoque-uso global do algodão para a safra 2025/26 foi elevada em um ponto percentual, alcançando 64%.

Esse indicador, acompanhado de perto pelo mercado internacional, ajuda a medir o equilíbrio entre a oferta e a demanda da fibra no mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Pecuária brasileira ainda depende de vacinas importadas para evitar morte súbita

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O mercado de sanidade animal no Brasil vive um desafio silencioso, mas de impacto direto no bolso do pecuarista. Dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostram que, em julho, foram disponibilizadas 5,44 milhões de doses de vacinas contra clostridioses — grupo de doenças responsáveis pela “morte súbita” no gado. O que chama a atenção, porém, é a alta dependência de insumos vindos de fora: das doses ofertadas, 4,03 milhões (74,09%) são importadas, enquanto apenas 1,41 milhão (25,91%) possui fabricação nacional.

Para o produtor rural, o termo técnico “clostridiose” passa longe do vocabulário da lida, mas os sintomas são velhos conhecidos. No campo, essas doenças são temidas pela rapidez com que derrubam o rebanho, como a “manqueira” (ou mal do carvão), que causa inchaço muscular e morte em poucas horas, e o botulismo, associado à ingestão de toxinas em pastos ou rações contaminadas. Por serem fatais e não darem tempo para tratamento, a vacina é o único “seguro” eficiente para evitar o prejuízo total de um animal.

O “ladrão silencioso” no pasto

Embora o governo não consolide um censo de mortalidade animal por causa específica, estudos de sanidade animal apontam que as doenças clostridiais figuram entre as maiores causas de morte evitável no rebanho brasileiro. Em surtos não controlados, a mortalidade pode atingir de 5% a 10% de um lote em poucos dias.

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O prejuízo é um “ladrão silencioso”. O pecuarista raramente contabiliza a perda em estatísticas oficiais — o animal morre, é enterrado e o cálculo fica apenas na planilha da fazenda. Mas o rombo é severo: com um bovino de corte de qualidade valendo facilmente entre R$ 2,5 mil e R$ 4 mil, a morte de poucos animais em um surto elimina a margem de lucro de todo o lote. Soma-se a isso a perda do potencial genético, o investimento em nutrição e o custo operacional.

A alta dependência de importações, que hoje supre quase três quartos da necessidade do mercado, coloca o setor em posição de alerta. Qualquer entrave logístico ou burocrático na entrada desses insumos pode deixar o curral desprotegido no momento crítico da vacinação.

Ciente dessa vulnerabilidade, o Ministério da Agricultura tem intensificado a atuação junto aos laboratórios de insumos veterinários. A estratégia da pasta é dupla: estimular a ampliação das linhas de produção dentro do Brasil para reduzir a dependência externa e, simultaneamente, agilizar os procedimentos de fiscalização e liberação das vacinas importadas para evitar desabastecimento nas revendas.

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A meta de aumentar a produção nacional não é apenas uma questão de industrialização, mas de blindagem econômica. Com a pecuária brasileira sob constante pressão para elevar índices de produtividade e atender exigências globais de sanidade, a disponibilidade constante dessas vacinas é o que separa um ciclo produtivo rentável de um prejuízo incalculável pela perda súbita de matrizes e bezerros. Enquanto o setor tenta equilibrar essa balança, o mercado segue monitorando a oferta mensal, ciente de que, no campo, a prevenção é o único investimento que não admite atrasos.

Fonte: Pensar Agro

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