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Trouw Nutrition destaca nutrição estratégica e genética adaptada para impulsionar pecuária no Norte do Brasil

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Em regiões desafiadoras como a Amazônia Legal, onde clima, solo e pastagens limitam a pecuária intensiva, a adoção de estratégias nutricionais e genéticas adaptadas ao bioma tem se mostrado essencial para otimizar o desempenho do rebanho. Um exemplo vem de Espigão do Oeste, Rondônia, onde a fazenda Genética R1 integra manejo, genética e nutrição há mais de uma década para produzir bovinos de elite adaptados ao Norte do país.

Nutrição alinhada à realidade regional

Há 18 anos, a Genética R1 mantém parceria com a Bigsal, marca da holandesa Trouw Nutrition, especializada em nutrição animal. O objetivo é fornecer dietas que permitam ao rebanho atingir o potencial genético sem depender excessivamente de alimentos concentrados.

“Não adianta preparar o animal com dieta de confinamento e depois colocá-lo no pasto esperando o mesmo desempenho. Buscamos nutrição próxima do que ele encontrará no campo”, explica Átila Alves Pereira, zootecnista e gerente Nacional de Vendas da Trouw Nutrition.

Segundo Pereira, a perda de condição corporal após mudança de dieta compromete não apenas ganho de peso, mas também a eficiência reprodutiva, impactando diretamente a rentabilidade do pecuarista.

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Genética moldada ao clima e ao mercado

A seleção na R1 considera tanto as condições ambientais da região quanto as demandas do mercado local. “Temos produtores que buscam carcaça, outros priorizam precocidade ou estatura. Nosso desafio é oferecer genética funcional no bioma amazônico que atenda essas demandas”, explica Marcus Vinicius da Silva, zootecnista e gerente Regional da Trouw Nutrition.

Além da adaptação ao clima quente e úmido, os animais recebem dietas ajustadas à sazonalidade da pastagem. Durante o período seco, a suplementação estratégica mantém ganho de peso e condição corporal, com base em braquiária resistente, porém de valor nutricional limitado.

A Trouw Nutrition realiza visitas técnicas e utiliza equipamentos de análise para garantir que pastagem, silagem e demais ingredientes atendam às necessidades nutricionais de cada fase do ciclo produtivo, desde a cria até o acabamento.

Leilão anual: vitrine de produtividade e consistência genética

Nos últimos cinco anos, a Genética R1 realiza um leilão anual reunindo reprodutores e matrizes preparados conforme critérios técnicos rigorosos. O evento funciona como uma vitrine da consistência genética e do modelo de produção, com animais adaptados ao campo e com histórico nutricional compatível com a realidade dos rebanhos comerciais.

“Participamos da preparação desde a seleção até a estruturação do leilão. O diferencial é que os animais não foram alimentados com dietas artificiais; eles estão preparados para a realidade do campo”, afirma Pereira.

Referência em pecuária de alta performance no Norte

A parceria entre Genética R1 e Bigsal evidencia um modelo de produção bem-sucedido no Norte do Brasil, baseado em nutrição estratégica, genética funcional e manejo de precisão. Iniciativas como essa demonstram que é possível conciliar alto desempenho animal, sustentabilidade e viabilidade econômica, mesmo em ambientes desafiadores.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

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A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

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O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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