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Trigo se consolida como alternativa eficiente para silagem na pecuária leiteira

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Silagem de trigo: solução para reduzir custos na alimentação animal

A alimentação responde por 40% a 60% do custo total da atividade leiteira, impactando diretamente a rentabilidade das propriedades. Nesse cenário, buscar alternativas que aumentem a eficiência alimentar do rebanho e reduzam gastos tornou-se prioridade para os produtores.

O trigo, tradicionalmente cultivado para produção de grãos, tem se destacado como opção viável para silagem, especialmente quando plantado entre março e maio, período em que culturas como milho e sorgo enfrentam dificuldades de crescimento. Quando colhida no momento ideal, a silagem de trigo apresenta boa digestibilidade e elevado valor nutritivo para o gado.

Informe Agropecuário da Epamig orienta produtores

A mais recente edição da revista Informe Agropecuário, publicação técnico-científica da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais, traz o tema “Trigo para silagem”. Segundo o pesquisador e editor técnico da publicação, Maurício Antônio de Oliveira Coelho, a edição reúne conhecimento técnico completo, desde o cultivo até a alimentação dos animais.

A revista apresenta oito artigos que abordam práticas de cultivo, adubação, colheita, ensilagem, alimentação animal e o papel da extensão rural na disseminação do conhecimento. Também destaca a cultivar MGS3 Brilhante, lançada pela Epamig, com grande aptidão para silagem.

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MGS3 Brilhante: desempenho nutritivo e econômico

A cultivar MGS3 Brilhante foi lançada em 2005 para produção de pães, mas desde 2018 tem sido avaliada para silagem. Suas espigas sem aristas evitam ferimentos no rúmen dos bovinos, tornando-a mais segura para a alimentação animal.

A silagem da MGS3 Brilhante é resistente à seca e ao calor, apresentando resultados promissores em produtividade, qualidade da silagem e desempenho zootécnico dos animais. Por ser nutritiva e econômica, torna-se alternativa estratégica para o período de inverno, quando outras fontes de volumoso podem ser escassas.

Conhecimento aplicado em campo

Além dos artigos, a publicação traz uma entrevista com a produtora de leite Érica Alvarenga Motta Soriano, gestora da Fazenda São Benedito, em Olímpio Noronha (MG), compartilhando experiências práticas no uso da silagem de trigo.

O Informe Agropecuário “Trigo para silagem” está disponível na Livraria Epamig pelo valor de R$ 26 (impresso) ou R$ 20,80 (digital). Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou telefone (31) 2120-1636.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fracassa acordo no STF e disputa sobre Moratória da Soja volta a julgamento

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a tentativa de construir um acordo entre produtores rurais, indústria, ambientalistas e Ministério Público sobre a Moratória da Soja. Sem consenso entre as partes, o Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) devolveu os quatro processos relacionados ao tema aos ministros relatores, abrindo caminho para a retomada do julgamento das ações, ainda sem data definida.

Em despacho assinado nesta sexta-feira (12.06), o juiz auxiliar da Presidência do STF e supervisor do Nusol, Álvaro Ricardo de Souza Cruz, afirmou que as reuniões realizadas entre abril e maio chegaram a criar um ambiente favorável à conciliação, mas houve recuo dos envolvidos, inviabilizando uma solução negociada.

“Durante as tratativas, instaurou-se amplo diálogo entre os envolvidos, tendo-se verificado, em determinado momento, ambiente propício à construção de solução consensual. Contudo, sobreveio recuo das partes, o que impossibilitou a composição”, registra o documento.

Segundo o STF, a tentativa de mediação não buscava discutir a constitucionalidade das leis estaduais questionadas, mas os efeitos práticos decorrentes de uma eventual decisão da Corte. A preocupação é evitar a multiplicação de disputas judiciais em diferentes instâncias após o julgamento das ações.

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As tratativas envolveram representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Ministério Público Federal e dos governos de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, além de partidos políticos autores das ações.

Com o fim da mediação, o Nusol reenviou as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7774, relatada pelo ministro Flávio Dino; 7775, sob relatoria de Dias Toffoli; e 7863 e 7959, ambas sob responsabilidade do ministro Luiz Fux.

As ADIs 7774 e 7775 questionam leis aprovadas em Mato Grosso e Rondônia que retiraram benefícios fiscais de empresas participantes de acordos privados, como a Moratória da Soja.

Criada em 2006, a Moratória da Soja estabelece que empresas signatárias não adquiram grãos produzidos em áreas do bioma Amazônia desmatadas após 2008, ainda que a abertura das áreas tenha ocorrido dentro dos limites previstos pela legislação ambiental.

A disputa ganhou novo capítulo após a entrada em vigor, no início de 2026, da lei de Mato Grosso que impôs restrições às tradings participantes do acordo. A medida contribuiu para o esvaziamento da Moratória, com a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e das empresas associadas.

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No fim do ano passado, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de todas as ações judiciais e administrativas relacionadas à Moratória da Soja, incluindo processos que pedem indenizações. Em uma dessas ações, produtores rurais de Mato Grosso reivindicam ressarcimento superior a R$ 1 bilhão. O setor também acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acusando as tradings de formação de cartel.

A tentativa de mediação havia sido anunciada em março, durante o julgamento das ações pelo plenário do STF. Com o fracasso das negociações, caberá agora aos ministros dar prosseguimento à análise do caso.

Fonte: Pensar Agro

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