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Tribunal do Júri de Toledo condena a 19 anos e 6 meses de prisão jovem que matou outro com 19 tiros em pista de corrida de automóveis

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O Tribunal do Júri de Toledo, no Oeste do estado, condenou nesta terça-feira, 28 de abril, a 19 anos, 6 meses e 15 dias de reclusão, um homem denunciado pelo Ministério Público do Paraná por homicídio qualificado praticado no município no dia 10 de setembro de 2023. A vítima tinha 23 anos e era bastante conhecido na região – atuava como “influencer” nas redes sociais. O crime teve ampla repercussão local e foi praticado em trecho da BR 163 utilizado como pista para corridas de automóveis conhecido como “Toledo Dragway”.

Áudio do promotor de Justiça Rodrigo de Assumpção Araújo Azevedo

De acordo com as apurações sobre o caso, na data do crime, após um desentendimento que teria ocorrido dias antes entre o autor e a vítima, o agora condenado, que tinha 20 anos na época dos fatos, efetuou ao menos 19 disparos utilizando duas armas de fogo contra a vítima, que não resistiu. Para praticar o crime, o autor, conduzindo uma motocicleta, aproximou-se da vítima, que realizava manobras com um automóvel.

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Na sessão de julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu a existência das qualificadoras apontadas em denúncia pela Promotoria de Justiça de Toledo, condenando o acusado pelo homicídio qualificado por motivo torpe e o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Ele já estava preso preventivamente e segue detido, agora para o cumprimento da sentença.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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Ministério Público do Paraná emite recomendação administrativa ao Município de Arapongas para regularização de cessão de túmulos no Cemitério Municipal

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O Ministério Público do Paraná expediu recomendação administrativa ao prefeito do município de Arapongas, no Norte Central do estado, para que sejam adotadas providências para sanar irregularidades identificadas na concessão e transferência de terrenos no Cemitério Municipal. A medida administrativa, encaminhada no dia 15 de setembro último pela 1ª Promotoria de Justiça de Arapongas, decorre de apuração conduzida no âmbito de inquérito civil, que ainda está em trâmite, sobre um possível esquema de comercialização clandestina e transferências irregulares de titularidade de túmulos.

Áudio da promotora de Justiça Flávia Simon Fagundes dos Santos 

As investigações apontam até o momento que as transferências de titularidade dos terrenos estariam sendo feitas em desacordo com a legislação municipal. Por se tratar de bens públicos de uso especial, os terrenos em cemitérios municipais possuem regras específicas de concessão e a legislação municipal (Decreto Municipal 338/04) proíbe expressamente a negociação comercial de jazigos entre terceiros, admitindo a transferência apenas entre parentes consanguíneos ou afins até o terceiro grau e mediante prévia autorização administrativa. Nos casos de desinteresse na manutenção do espaço, o imóvel deve retornar ao município.

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Possíveis crimes – Ao emitir a recomendação, a Promotoria de Justiça sustenta que ficou demonstrado “o descumprimento contumaz da legislação municipal, com a reiterada validação administrativa de transferências fundadas em meras declarações de parentesco, sem a devida conferência documental, viabilizando a apropriação e negociação privada do espaço público”. Além disso, teria sido revelado, ainda, um possível modus operandi que consiste na participação direta de servidores públicos nas negociações, mediante fraude documental e laudos forjados de abandono de sepulturas, inclusive com captação de vantagem financeira indevida depositada em contas de intermediários. Os fatos também são objeto de apuração de um inquérito policial em trâmite na Divisão Estadual de Combate à Corrupção (Deccor).

Correções – Como medidas a serem adotadas para que sejam corrigidas as ilegalidades, a Promotoria de Justiça aponta que deve ser cessado, imediatamente, toda e qualquer autorização ou validação de transferência de terrenos sem a comprovação documental de parentesco até o 3º grau. Além disso, é recomendada a instituição, em até 30 dias, de um novo fluxo administrativo de controle rigoroso dos pedidos de transferência, que deverá ser realizada por servidores efetivos e estáveis diversos daqueles atualmente lotados na administração direta do Cemitério Municipal, garantindo a divisão de funções e a transparência do processo.

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Foi concedido prazo de 15 dias para a Administração Municipal informar ao Ministério Público sobre o acatamento da recomendação administrativa e as providências adotadas, podendo o não atendimento resultar na adoção de eventuais medidas judiciais, como a proposição de ação civil pública para responsabilização dos gestores envolvidos.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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