Paraná
Tribunal do Júri de Irati condena três pessoas denunciadas pelo Ministério Público do Paraná por cinco mortes ocorridas em 2022
Após três dias de julgamento, o Tribunal do Júri de Irati, no Sudeste do estado, condenou três pessoas denunciadas pelo Ministério Público do Paraná pela morte de cinco vítimas em 2022. As penas dos três réus, entre eles um então policial militar, variaram entre 94 anos, 4 meses e 7 dias de reclusão e 38 anos, 4 meses e 15 dias de reclusão. O júri teve início na terça-feira, 4 de novembro, e foi encerrado na quinta-feira, 6 de novembro.
Áudio do Promotor de Justiça Eduardo Ratto Vieira
Os crimes ocorreram em 16 de junho de 2022, no bairro Vila São João. As cinco pessoas foram mortas a tiros. O réu que era policial militar à época dos fatos foi condenado por dois crimes de homicídio qualificado, com aplicação de pena que totalizou 38 anos, 4 meses e 15 dias de reclusão. O segundo réu, cunhado do policial, foi condenado por quatro crimes de homicídio qualificado, com pena total de 71 anos, 10 meses e 22 dias de reclusão. Por fim, a terceira ré, irmã do ex-policial e companheira do segundo réu, foi condenada por cinco crimes de homicídio qualificado, recebendo pena de 94 anos, 4 meses e 7 dias de reclusão.
Os agora condenados, que já estavam detidos, deixaram o Júri presos, para o início do cumprimento das sentenças.
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(41) 3250-4226
Fonte: Ministério Público PR
Paraná
MPPR expede recomendação administrativa para conter atropelamento de animais silvestres em rodovias de Londrina e cobra medidas do Município e do DER-PR
O Ministério Público do Paraná, por meio da 20ª Promotoria de Justiça de Londrina, no Norte Central do estado, emitiu recomendação administrativa cobrando ações efetivas para cessar a mortandade de animais silvestres nas rodovias LA-003, conhecida como Mábio Gonçalves Palhano, e PR-538. Os trechos afetados margeiam o Parque Estadual Mata dos Godoy. O documento foi direcionado ao Município de Londrina, ao Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) e ao Instituto Água e Terra (IAT).
A medida é desdobramento de procedimento administrativo instaurado em 2022 pela Promotoria de Justiça. Um levantamento técnico apontou que, entre março de 2018 e janeiro de 2019, foram registrados 337 animais atropelados de 57 espécies diferentes naquelas vias e em outras rodovias da região. O estudo identificou seis pontos críticos de atropelamento, com medidas mitigatórias validadas pelo IAT.
Biodiversidade – A área é reconhecida pelo Ministério do Meio Ambiente como prioritária para a conservação da biodiversidade e abriga espécies ameaçadas de extinção. Entre os animais em risco, estão a anta, classificada como criticamente em perigo no estado do Paraná, e a onça-parda, classificada como vulnerável. Levantamentos recentes confirmaram a letalidade contínua nos trechos, com 18 animais atropelados entre novembro e dezembro de 2025, além da constatação de desgaste na sinalização existente em vistoria realizada em março de 2026.
Além do dano ambiental, os atropelamentos representam risco à segurança dos motoristas. Dados do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual registraram 258 acidentes por atropelamento de animais em 2019 e 283 ocorrências em 2020, resultando em vítimas fatais e feridas.
Medidas – Entre as solicitações feitas ao Município de Londrina, estão o reforço da sinalização, a implantação de mecanismos permanentes de redução de velocidade e a elaboração de projeto executivo para a construção de passagem segura de fauna sobre o Ribeirão Três Bocas. Ao DER-PR, foi recomendada a redução da velocidade máxima de 60 km/h para 40 km/h nos trechos que cruzam o núcleo do parque, a instalação de radares fixos eletrônicos e a implantação de passagens de fauna e cercas direcionadoras. Por sua vez, o IAT deverá fiscalizar o cumprimento das medidas e analisar os projetos apresentados em até 30 dias.
Os destinatários têm 30 dias para responder por escrito sobre o acatamento da recomendação e devem apresentar cronogramas que prevejam a conclusão das obras em prazo não superior a 12 meses. O descumprimento poderá levar à adoção de medidas judiciais, com responsabilização civil por dano ambiental.
Assessoria de Comunicação
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(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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