Connect with us


Agro

Tradings mantêm compras de arroz a R$ 62 e impulsionam escoamento da safra passada

Publicado em

Exportações seguem firmes e sustentam ritmo do mercado de arroz

O mercado de arroz em casca segue com bom ritmo de comercialização, impulsionado pelas compras contínuas das tradings para exportação. Segundo a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), os negócios estão sendo fechados com valores em torno de R$ 62,00 por saca de 50 quilos, o que contribui para o escoamento da safra anterior e ajuda a manter o fluxo comercial ativo no setor.

A entidade destaca que o movimento tem sido essencial neste período de transição entre safras, evitando o acúmulo de estoques e garantindo liquidez aos produtores.

Federarroz destaca continuidade das compras pelas tradings

De acordo com a Federarroz, as tradings têm mantido uma presença constante no mercado, sem interrupções nas aquisições. O presidente da federação, Denis Dias Nunes, reforça que a atuação firme dessas empresas tem sido determinante para o equilíbrio da oferta e demanda.

“As tradings não pararam de comprar”, afirma Nunes.

O dirigente observa que, com a abertura da colheita, as tradings já iniciam novas compras com valores acima dos praticados nos mercados tradicionais, o que fortalece a confiança dos produtores e favorece o escoamento do arroz remanescente da safra anterior.

Leia mais:  Tarifaço de Trump vira traque e agronegócio garante superávit de R$ 33,4 bi em agosto
Impactos positivos para o setor e expectativa para nova safra

A continuidade das exportações tem proporcionado estabilidade nos preços e dinamismo nas negociações internas, fatores considerados essenciais para a sustentação da renda dos arrozeiros.

Segundo a Federarroz, o cenário atual é positivo para o setor, pois as vendas externas ajudam a equilibrar o mercado doméstico, absorvendo parte da oferta excedente e abrindo espaço para a entrada da nova safra.

Com a manutenção do ritmo de compras e os preços próximos de R$ 62 por saca, o setor do arroz entra na nova temporada com melhores condições de comercialização e perspectivas de continuidade no fluxo de exportação.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

Published

on

A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

Leia mais:  Rincon del Sarandy celebra 30 anos com megaleilão histórico e liquidação total do plantel
Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

Leia mais:  Presidentes da FPA e do Instituto do Agronegócio analisam Plano Safra 2023/2024

Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262