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Tensão comercial entre EUA e China derruba bolsas em Wall Street; Europa e Ásia têm movimentos mistos

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Wall Street encerra semana com fortes perdas

Os principais índices de ações dos Estados Unidos registraram queda acentuada na sexta-feira (10), após o ex-presidente Donald Trump sinalizar um possível aumento expressivo nas tarifas sobre produtos chineses. A declaração reacendeu o temor de uma nova guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo, o que abalou o humor dos investidores e interrompeu uma sequência de otimismo que vinha dominando o mercado norte-americano ao longo da semana.

O Dow Jones recuou 1,90%, fechando aos 45.479,60 pontos, enquanto o S&P 500 caiu 2,71%, para 6.552,50 pontos. Já o Nasdaq Composite registrou a maior queda do dia, com baixa de 3,56%, encerrando aos 22.204,43 pontos.

Tanto o S&P quanto o Nasdaq tiveram suas maiores perdas diárias desde 10 de abril, refletindo a aversão ao risco e o movimento de realização de lucros diante da incerteza comercial.

Europa inicia semana em alta com foco político e orçamentário

Ao contrário de Wall Street, os mercados europeus abriram em alta nesta segunda-feira (13), impulsionados pela estabilidade política na França e pela expectativa em torno de novas medidas fiscais. O primeiro-ministro Sébastien Lecornu, reconduzido ao cargo após a recente renúncia, anunciou a composição de seu novo gabinete, com Roland Lescure assumindo o Ministério das Finanças.

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O governo francês deve apresentar ainda hoje um novo plano orçamentário, dentro do prazo definido pelo presidente Emmanuel Macron.

No cenário de bolsas, o índice pan-europeu STOXX 600 avançava 0,37% pela manhã. Em Frankfurt, o DAX subia 0,41%; em Londres, o FTSE 100 registrava leve alta de 0,03%; em Paris, o CAC 40 também ganhava 0,37%; e em Milão, o FTSE MIB liderava os ganhos com alta de 0,52%.

Mercados asiáticos recuam diante da tensão entre EUA e China

Na Ásia, o pregão foi marcado por volatilidade e quedas generalizadas. As bolsas da região reagiram às ameaças de novas tarifas americanas, mas o impacto foi parcialmente amenizado por declarações mais conciliadoras feitas por Trump no domingo.

Mesmo com o cenário negativo, ações de setores estratégicos, como terras raras e semicondutores, registraram ganhos expressivos — de 6% e 2,6%, respectivamente.

No fechamento, o índice de Xangai recuou 0,19%, o CSI300 caiu 0,50%, o Hang Seng de Hong Kong perdeu 1,52%, e o KOSPI de Seul registrou queda de 0,72%. Em Taiwan, o mercado caiu 1,39%; em Cingapura, 0,84%; e em Sydney, o recuo também foi de 0,84%.

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Análise: instabilidade pode pressionar políticas monetárias

Analistas destacam que a escalada nas tensões comerciais tende a gerar volatilidade nos mercados e pode influenciar decisões de política monetária nos próximos meses. A expectativa é de que bancos centrais adotem posturas mais cautelosas quanto a cortes de juros ou estímulos econômicos, caso o cenário global de incerteza se mantenha.

Investidores agora voltam as atenções para os próximos pronunciamentos do Federal Reserve e do governo chinês, que devem indicar os rumos da política econômica e comercial no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Custo oculto do trator pode consumir parte da renda da safra

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Com as máquinas no campo para o plantio da safra 2026/27, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) chama a atenção para um custo que nem sempre aparece nas contas da propriedade. Além do diesel, o cálculo da hora trabalhada pelo trator deve incluir depreciação, manutenção, seguro, mão de obra e o capital investido no equipamento.

A metodologia da Conab e estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) consideram despesas fixas e variáveis para determinar o custo da hora-máquina. Quando parte desses gastos é ignorada, o trator pode parecer econômico mesmo reduzindo a margem da atividade.

O impacto é maior quando o equipamento trabalha poucas horas por ano. Depreciação, seguro e capital imobilizado continuam pesando sobre a propriedade, mas passam a ser divididos por um período menor de utilização. A conta ajuda a decidir entre manter ou trocar a máquina, compartilhá-la com vizinhos ou contratar o serviço.

A depreciação corresponde à perda de valor durante a vida útil. Em uma simulação, um trator comprado por R$ 200 mil e vendido dez anos depois por R$ 80 mil terá perdido R$ 120 mil, o equivalente a R$ 12 mil por ano.

Com 500 horas anuais de trabalho, a depreciação será de R$ 24 por hora. Se o uso cair para 250 horas, o valor subirá para R$ 48 por hora. A diferença mostra por que a ociosidade pode tornar uma máquina cara mesmo sem aumentar o consumo de combustível.

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O diesel é calculado pela multiplicação do consumo horário pelo preço do litro. Um trator que utiliza oito litros por hora, com combustível a R$ 6, terá uma despesa de R$ 48 por hora.

Na simulação, ao acrescentar R$ 28 referentes à manutenção e ao operador, os custos variáveis chegam a R$ 76 por hora. Somados aos R$ 24 da depreciação, o resultado é de R$ 100. O cálculo simplificado ainda não inclui seguro, juros, lubrificantes e o custo do capital próprio.

Cada produtor deve substituir os valores do exemplo pelos números da propriedade. Preço de compra, possível valor de revenda, vida útil, horas trabalhadas, consumo de combustível e histórico de manutenção alteram o resultado.

O horímetro do painel é a referência mais segura para medir o uso. A marcação pode ser registrada antes e depois de cada operação ou no fechamento do mês. Notas fiscais e ordens de serviço também ajudam a calcular os gastos reais com peças, pneus e oficina.

Com o custo apurado, é possível compará-lo com o preço cobrado por prestadores da região. A terceirização tende a ser mais vantajosa quando o trator permanece parado durante grande parte do ano, desde que o serviço esteja disponível dentro da janela adequada. Um atraso no plantio, na pulverização ou na colheita pode gerar perda superior à economia obtida.

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Compartilhar a máquina ou prestar serviços a propriedades vizinhas também pode aumentar o número de horas trabalhadas e diluir os custos fixos. Já a compra de um equipamento novo só se justifica quando a economia operacional e o ganho de capacidade compensam o investimento.

Regulagem e condução completam a conta. Pressão inadequada dos pneus, excesso de lastro e incompatibilidade entre trator e implemento aumentam a patinagem, o consumo e o desgaste. A manutenção preventiva, por sua vez, reduz o risco de paralisações nos períodos mais importantes da safra.

O cálculo deve ser atualizado quando houver mudanças relevantes no preço do diesel, nos juros, nos salários ou nas despesas de manutenção. A calculadora oferece uma estimativa para orientar a decisão, mas o resultado mais confiável depende dos registros financeiros e operacionais da própria fazenda.

Serviço

A metodologia utilizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com os critérios para o cálculo dos custos de máquinas agrícolas, pode ser consultada clicando aqui.

Fonte: Pensar Agro

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