Agro
Tecnologia em tratores impulsiona eficiência no cultivo de tabaco e fortalece agricultura familiar no Sul
Tabaco reforça protagonismo da agricultura familiar no Brasil
A agricultura familiar segue como um dos principais pilares do agronegócio brasileiro, com destaque ainda maior na região Sul. Nesse contexto, o cultivo de tabaco se consolida como uma das atividades mais estratégicas, combinando relevância econômica, presença internacional e forte impacto social.
O Brasil mantém a liderança global nas exportações desde 1993 e, em 2025, atingiu um recorde de US$ 3,38 bilhões, com embarques destinados a 117 países. A cadeia produtiva está concentrada no Sul do país, impulsionando mais de 525 municípios, sustentando cerca de 138 mil famílias e gerando mais de 44 mil empregos diretos na indústria.
Expoagro Afubra apresenta soluções para aumentar produtividade
A 24ª edição da Expoagro Afubra, realizada entre os dias 24 e 27 de março, em Rio Pardo (RS), reúne inovações voltadas ao fortalecimento da produção agrícola, com foco na diversificação e na eficiência no campo.
Durante o evento, a LS Tractor apresenta um portfólio completo de soluções em mecanização, com condições especiais voltadas aos produtores rurais. A proposta é ampliar a produtividade e a rentabilidade, especialmente nas propriedades familiares.
Trator MT4 70 alia potência e eficiência no campo
Entre os destaques está o modelo MT4 70, desenvolvido e fabricado no Brasil para atender às demandas da cultura do tabaco. O equipamento combina potência e versatilidade, com motor LS Diesel de 62 cv, transmissão 32×16 com reversor sincronizado e super-redutor, além de capacidade de levante de 1.655 kg.
Disponível nas versões plataformada e cabinada, o modelo atende diferentes perfis de produtores, oferecendo economia operacional e conforto. Conhecido como o “SUV dos tratores”, o MT4 70 se destaca pela agilidade em manobras e eficiência em operações que exigem precisão.
Outro diferencial é a variedade de velocidades — com 28 opções na faixa de 0 a 12 km/h — permitindo maior controle nas atividades, desde o preparo do solo até a colheita. O vão livre elevado e a excelente manobrabilidade garantem operação segura sem danificar as plantas.
Modelo compacto amplia mecanização em pequenas propriedades
Para atender pequenos produtores, a empresa também apresenta o MT2 27E, um trator compacto e versátil, ideal para propriedades de menor porte.
Equipado com motor LS Diesel de 25 cv e transmissão com 12 marchas à frente e 12 à ré, o modelo oferece eficiência operacional e facilidade de uso. Com capacidade de levante de 820 kg e TDP independente de 540 rpm, o equipamento se adapta a diversas atividades.
Além da fumicultura, o MT2 27E pode ser utilizado em horticultura, fruticultura, aviários e suinocultura, ampliando as possibilidades de mecanização no campo e facilitando o acesso à tecnologia para pequenos agricultores.
Plus 80 entrega robustez para operações intensivas
Outro destaque é o trator Plus 80, desenvolvido para operações mais exigentes. Equipado com motor Perkins de quatro cilindros, o modelo oferece alto torque, garantindo desempenho constante e redução de custos operacionais, mesmo em condições severas.
A transmissão 20×20 com reversor sincronizado e super-redutor permite versatilidade nas operações, desde atividades de precisão até trabalhos pesados no preparo do solo. A TDP com cinco opções de rotação assegura melhor desempenho para diferentes implementos.
A cabine original de fábrica proporciona mais segurança ao operador, especialmente em atividades com pulverização, além de reduzir a fadiga em longas jornadas.
Evento fortalece negócios e inovação no campo
A Expoagro Afubra se consolidou como uma das principais feiras voltadas à agricultura familiar, com foco no fortalecimento da cadeia produtiva do tabaco e na diversificação das atividades no campo.
Na edição de 2025, o evento reuniu 188 mil visitantes e movimentou R$ 385 milhões em negócios, com a participação de 528 expositores. Atualmente, os produtores rurais representam cerca de 82% do público visitante.
Condições especiais facilitam acesso à mecanização
Durante a feira, os produtores têm acesso a condições diferenciadas para aquisição de equipamentos. Entre as opções, está o Consórcio LS Tractor, que permite a compra sem juros, com prazos de até 120 meses e sem taxa de adesão, além de não comprometer o crédito bancário.
Outra alternativa é o financiamento via PRONAF, com taxa de 2,99% ao ano, prazo de até sete anos, carência de até 12 meses e possibilidade de financiar até 90% do valor do equipamento.
Também estão disponíveis linhas de crédito rural como o FINAME, do BNDES, além de programas de incentivo vinculados ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, ampliando o acesso à modernização e à mecanização no campo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Pressão sobre preços nos EUA abre nova oportunidade para o agronegócio brasileiro
A escalada do custo dos alimentos e dos combustíveis nos Estados Unidos começa a produzir uma mudança que pode favorecer o agronegócio brasileiro. Pressionado pela inflação e pela proximidade das eleições legislativas de novembro, o governo de Donald Trump passou a adotar medidas para ampliar a oferta de produtos e tentar reduzir preços ao consumidor. Na carne bovina, a decisão já abre uma nova janela para exportadores do Brasil.
Trump autorizou nesta semana a entrada adicional de 300 mil toneladas de carne bovina magra pelas condições mais favoráveis da cota tarifária americana. O volume será dividido em três parcelas de 100 mil toneladas, entre setembro e novembro, e ficará disponível para países enquadrados na categoria de “outros países ou áreas”, na qual o Brasil disputa espaço com outros fornecedores.
A mudança é relevante porque a cota compartilhada à qual a carne brasileira tem acesso normalmente é preenchida rapidamente. Depois de esgotado o limite, os embarques passam a enfrentar uma tarifa extra-cota de 26,4%, reduzindo a competitividade do produto.
Com a ampliação temporária, abre-se espaço para que mais carne brasileira chegue ao mercado norte-americano sem essa tarifa adicional. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) considera a medida uma oportunidade comercial, embora ressalte que o Brasil terá de disputar o novo volume com outros países habilitados.
O momento é particularmente favorável porque os Estados Unidos enfrentam falta de animais. O rebanho bovino americano caiu para o menor nível em cerca de 75 anos, depois de anos de seca, custos elevados e redução do número de matrizes. Como a recomposição do plantel leva tempo, aumentar as importações tornou-se uma das alternativas de curto prazo para ampliar a oferta.
O Brasil chega a essa abertura em posição importante. Entre janeiro e julho deste ano, os Estados Unidos compraram 233,8 mil toneladas de carne bovina brasileira, 17,1% mais que no mesmo período de 2025, tornando-se o segundo maior destino do produto nacional.
No total, o Brasil exportou 1,97 milhão de toneladas de carne bovina nos primeiros sete meses de 2026, crescimento de 9,9%. A China continua como principal compradora, mas a abertura de espaço adicional nos Estados Unidos ganha importância justamente porque permite ao setor reduzir a dependência do mercado chinês.
Para o pecuarista brasileiro, uma demanda externa maior significa mais competição pela matéria-prima dentro do País. O efeito sobre a arroba não é automático, mas novos canais de exportação tendem a ampliar as alternativas comerciais dos frigoríficos e, principalmente em períodos de oferta mais ajustada de animais, podem contribuir para dar sustentação aos preços pagos pelo boi.
Combustível entra na mesma pressão
A carne não é o único produto que levou o governo americano a buscar alternativas para aumentar a oferta. A guerra contra o Irã elevou fortemente os preços do petróleo e levou a gasolina comum nos Estados Unidos para acima de US$ 4 por galão, cerca de US$ 1 a mais que há um ano.
Trump deve se reunir na próxima semana com representantes de refinarias e grandes redes de combustíveis para discutir formas de reduzir o preço nas bombas. O petróleo chegou a superar US$ 110 por barril durante o conflito, principalmente depois das restrições ao tráfego pelo Estreito de Ormuz, rota por onde passava aproximadamente 20% do petróleo mundial.
Nesta sexta-feira (28), as cotações internacionais recuavam e caminhavam para encerrar a semana em queda, acompanhando a retomada parcial do fluxo de navios pela região. Ainda assim, o petróleo permanece bem acima dos níveis anteriores à guerra.
A situação colocou também os biocombustíveis no centro da disputa. Os Estados Unidos possuem uma das maiores indústrias de etanol do mundo e adotaram neste ano metas recordes de incorporação de combustíveis renováveis. Ao mesmo tempo, refinarias pressionam por dispensas que reduziriam temporariamente suas obrigações de mistura.
O governo Trump discute justamente como aliviar os custos das refinarias sem prejudicar agricultores e produtores de biocombustíveis. Uma das possibilidades avaliadas é compensar eventuais dispensas concedidas agora com aumento das metas de combustíveis renováveis em 2027.
Para o Brasil, maior utilização de etanol nos Estados Unidos seria positiva para o mercado internacional, mas ainda não há uma decisão que permita afirmar que haverá aumento das compras do produto brasileiro. Ao contrário da carne bovina, portanto, a oportunidade para o etanol ainda é potencial.
O ponto em comum entre os dois mercados está na mudança de prioridade em Washington. Com alimentos e combustíveis mais caros pressionando o orçamento das famílias, o governo americano passou a procurar rapidamente formas de aumentar a oferta e reduzir custos.
Na carne, essa necessidade já derrubou parcialmente uma barreira que limitava o acesso ao maior mercado consumidor do mundo. Para o Brasil, que já é o maior exportador global de carne bovina e tem capacidade para ampliar embarques, a crise de preços americana pode se transformar em uma oportunidade adicional para pecuaristas e frigoríficos nos últimos meses de 2026.
Fonte: Pensar Agro
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