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Sumitomo formaliza investimento de R$ 1 bilhão para ampliar planta de Fazenda Rio Grande

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A Sumitomo Rubber do Brasil formalizou nesta sexta-feira (23), junto ao Governo do Estado, o investimento de R$ 1,06 bilhão para ampliação da sua fábrica de pneus em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba. A expansão da planta já tinha sido anunciada em março pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior. Ele esteve na sede da Sumitomo em Kobe, capital da província japonesa de Hyogo, durante a missão internacional que liderou ao país asiático. A expectativa é gerar cerca de mil empregos diretos e indiretos.

“Concretizamos o investimento que fomos buscar em março, quando nos reunimos com o presidente mundial da Sumitomo. Com esse aporte bilionário, a ampliação da fábrica significa novas contratações, mais funcionários, equipamentos e, principalmente, um maior desenvolvimento para Fazenda Rio Grande e toda a Região Metropolitana de Curitiba”, salientou Ratinho Junior.

Com a ampliação, que deve ser concluída em 2025, a empresa quer aumentar a participação da América do Sul nas vendas de pneus, atualmente concentradas na Ásia, América do Norte e Europa. Atualmente, 95% da produção da fábrica paranaense é para abastecer o mercado brasileiro, e o restante é comercializado no Mercosul.

No Brasil, a Sumitomo tem parcerias comerciais com marcas como Toyota, Volkswagen, Honda e Iveco. No mundo, também atende Nissan, Ford, Subaru, Audi, Porsche, Mitsubishi e Mercedes-Benz.

O governador destacou que a assinatura com a Sumitomo consolida uma semana de boas notícias para o Paraná na atração de investimentos privados. Na terça-feira (20), o governador acompanhou em Toledo, na região Oeste, a inauguração da nova planta da farmacêutica Prati-Donaduzzi, que anunciou ainda um novo investimento de R$ 1,2 bilhão. Na quarta-feira (21), a Cooperativa Agrária informou que vai investir R$ 500 milhões na construção de uma maltaria em Guarapuava, na região Central.

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“É um projeto gigantesco, que vem complementar uma série de anúncios que estamos fazendo nos últimos dias. Esse bom momento que o Paraná está vivendo traz grandes investimentos, o que significa novos empregos lá na ponta. São pais, mães e jovens que terão oportunidade de trabalhar nessas grandes indústrias”, ressaltou.

A previsão da empresa é passar de 1,8 mil para 2,3 mil pneus PCR, que são utilizados em veículos de passeio, produzidos por dia. Já a produção dos pneus TBR, para caminhões e ônibus, passará de 1 mil para 1,5 mil ao dia. Já o número de colaboradores vai aumentar de 1,6 mil para até 2 mil colaboradores.

O presidente da Sumitomo Rubber do Brasil, Hisaya Kamohara, ressaltou que o Governo do Estado é um grande parceiro da companhia desde o início de sua instalação no Paraná. “Desde a fundação da Sumitomo Rubber, em 2011, temos mantido uma relação muito boa com o governo, que tem nos auxiliado muito. Foi isso que propiciou as duas vazes de expansão que estamos realizando”, afirmou.

NOVA EXPANSÃO – Essa é a segunda grande expansão da empresa desde que se instalou em Fazenda Rio Grande, há cerca de 10 anos. Em 2021, em reunião no Palácio Iguaçu, a empresa já tinha anunciado R$ 1 bilhão no incremento da produção. Os dois acordos foram articulados pela Invest Paraná, agência de atração de investimento do Estado vinculada à Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços.

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Com a assinatura do protocolo que inclui o projeto da Sumitomo no programa de incentivos fiscais do Estado, a empresa pode iniciar as obras de ampliação, destacou o secretário estadual da Indústria, Comércio e Serviços, Ricardo Barros. “Tínhamos acordado, no Japão, os incentivos que poderiam ser dados à Sumitomo, e agora com o convênio formalizado a empresa inicia efetivamente os investimentos que vão ampliar a produção e os empregos em Fazenda Rio Grande”, disse.

“Essa grande empresa, que já está há anos em Fazenda Rio Grande, gera milhares de empregos em nosso município. Agora, com mais de R$ 1 bilhão de investimentos, serão mais de mil empregos diretos e indiretos. Além de injetar um bom recurso na economia da cidade e qualificar mão de obra”, salientou o prefeito do município, Marco Marcondes.

PRESENÇAS – Participaram da solenidade o vice-governador Darci Piana; o chefe da Casa Civil João Carlos Ortega; o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara; o diretor-presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin; o assessor de Assuntos Econômicos e Tributários da Secretaria de Estado da Fazenda, Gilberto Calixto; o diretor de Recursos Humanos da Sumitomo, Kunihiko Ota; a coordenadora de Relações Internacionais do Governo de Hyogo no Brasil, Cristiane Ueta; e o deputado estadual Alisson Wandscheer.

Fonte: Governo PR

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IAT faz dispersão de 700 mil sementes de palmito-juçara para restaurar a Mata Atlântica

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O Instituto Água e Terra (IAT) promoveu nesta quarta-feira (3) uma ação de restauração ambiental da Mata Atlântica por meio da dispersão aérea de 700 mil sementes de palmeira-juçara (Euterpe edulis) em diferentes pontos do Litoral do Paraná. A ação, coordenada pelo Centro de Operações Aéreas do órgão ambiental (COA-IAT), ocorreu em quatro Unidades de Conservação de Proteção Integral: Parque Estadual do Rio da Onça (Matinhos), Estação Ecológica de Guaraguaçu (Paranaguá), Parque Estadual do Boguaçu (Guaratuba) e Parque Estadual Pico do Marumbi (Morretes, Piraquara e Quatro Barras).

As sementes são oriundas de coletas próprias do IAT e doações realizadas por parceiros como o Instituto de Estudos Ambientais Mater Natura, o Instituto Juçara de Agroecologia e a Associação de Produtores Orgânicos de Quedas do Iguaçu Produzindo Vida (APOQI). A iniciativa contou também com o apoio do Distrito 4730 do Rotary Club.

“Essas áreas foram escolhidas pelos gestores das Unidades de Conservação em coordenadas onde foram registrados crimes ambientais, incluindo a extração ilegal da planta. Não é um lançamento aleatório, ele será monitorado posteriormente para verificar a eficácia da ação”, explica o diretor-presidente do IAT, José Volnei Bisognin.

Além de contribuir para a conservação e valorização da planta, considerada uma espécie ameaçada por causa da extração ilegal, a iniciativa tem um propósito educativo, procurando sensibilizar a população para importância ecológica da Mata Atlântica e da conservação das espécies nativas.

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“Queremos que as pessoas entendam a importância da preservação dessa espécie, que é fundamental para o ecossistema da Mata Atlântica. Nós temos 19 viveiros espalhados pelo Estado que podem fornecer mudas para a população. Queremos cada vez mais que as pessoas colaborem com o plantio em suas casas para contribuir com a melhoria da qualidade ambiental do Estado”, destaca Bisognin.

“É uma ação que planejamos executar novamente no futuro, uma iniciativa importante para a regeneração do meio ambiente que precisa ser repetida sempre”, complementa o chefe da regional do IAT no Litoral, Altamir Hacke.

CARACTERÍSTICAS – A palmeira Juçara (Euterpe edulis Martius) é típica da Floresta Atlântica do Brasil e áreas subjacentes. Ocorre desde o estado do Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul. Como produtos da planta, além de frutos, dos quais se extrai uma saborosa polpa, está o famoso palmito-juçara, exaustivamente explorado. Devido ao extrativismo predatório de seu palmito, passou a ser considerada oficialmente uma espécie em risco de extinção.

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Os frutos planta são muito consumidos por dezenas de espécies de aves e de mamíferos. Tucanos, jacutingas, jacus, sábias e arapongas são os principais dispersores das sementes. Já as cutias, antas, catetos e esquilos, entre outros animais, se alimentam das suas sementes e frutos.

“Buscamos com essa iniciativa o ressurgimento do palmito-juçara no Litoral do Paraná. Isso sim é pensar no meio ambiente, uma visão de futuro para a Mata Atlântica”, diz o governador do Distrito 4730 do Rotary, Marcelo Passos.

A germinação da semente do palmito-juçara é lenta e heterogênea. Por ser uma espécie plenamente adaptada a condições de sub-bosque (vegetação de baixa estatura que cresce em nível abaixo da floresta), forma com facilidade um denso banco de sementes, ficando no aguardo de condições favoráveis de luz e umidade para seu crescimento.

A juçara atinge uma altura de 10 metros a 20 metros e demora por volta de seis anos para chegar ao estágio reprodutivo. Tendo em vista essas características, a dispersão aérea de sementes é uma alternativa viável para intensificar a presença dessa árvore nos remanescentes de Mata Atlântica do Litoral paranaense.

Fonte: Governo PR

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