Paraná
Startup curitibana desenvolve sistema de irrigação para a agricultura familiar
Faça chuva ou faça sol, os 20 mil pés de morango da chácara La Choupana, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, estão sempre com a umidade do solo e substrato controlados. A irrigação e o controle da quantidade de adubo nas plantas, que antes eram feitos de forma manual pela família Leschnhak, hoje são realizados de maneira 100% autônoma graças à tecnologia e inovação da startup curitibana IrriGate.
A empresa é apoiada pelo Paraná Anjo Inovador, programa do Governo do Estado desenvolvido pela Secretaria da Inovação, Modernização e Transformação Digital (SEI). O sistema de irrigação e análise do solo é controlado por sensores, que ficam instalados embaixo da terra. A irrigação é realizada na medida certa, com controle exato de água independente da variação do clima, tipo de solo e cultivo, sendo monitorada pelo produtor apenas com o uso do aplicativo de celular, simples e intuitivo.
“Cultivo morango há mais de 20 anos. A fruta é sensível e a irrigação é um processo fundamental para boa colheita. Nos últimos anos, procurei modernizar a plantação e encontrei a solução da IrriGate. Com o processo autônomo, tenho muitas vantagens como economia de tempo, maior facilidade e controle da minha plantação”, afirma o produtor Marcelo Leschnhak, proprietário da La Choupana, que oferece serviços de colheita e degustação de morangos para visitantes na Colônia Murici.
A IrriGate nasceu em sala de aula durante a graduação. Os alunos Breno Gonçalves e Gabriel Pupo, e o professor Jânio Gabriel, todos do curso de Engenharia Eletrônica da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), começaram o projeto a partir de uma aplicação de prova. A ideia saiu do papel em 2019, virou trabalho de conclusão de curso e nasceu como startup em 2021.
“O projeto inscrito no Anjo Inovador é o IrrigaPlay, um sistema de monitoramento de solo e automação da irrigação voltado para a agricultura familiar. Com os recursos do programa, estamos melhorando a tecnologia do produto, além da expansão da empresa através da contratação de funcionários, criação de sede física e aumento na divulgação”, explica Breno Gonçalves, CEO da startup.
Atualmente, mais de 40 produtores rurais, do Paraná e em outros estados, são beneficiados pelos produtos da empresa de inovação e tecnologia, que trabalha com o conceito de propriedades automatizadas. O sistema serve para outros cultivos da fruticultura.
O investimento para o equipamento IrrigaPlay gira em torno de R$ 10 mil. Porém, a startup tem outras soluções para pequenos agricultores com custos menores. “Para o produtor, basta indicar qual o tipo de cultivo no aplicativo e quanto tempo de muda, e o sistema vai preparar a irrigação da melhor forma possível, se está faltando água, se está em excesso, tudo de acordo com as condições climáticas do dia e necessidade do cultivo”, finaliza Gonçalves.
ANJO INOVADOR – Lançado pelo Governo do Estado em 2023, O Paraná Anjo Inovador é o maior projeto do Brasil de incentivo financeiro destinado às startups. O programa promovido pela SEI destinou, na primeira fase, R$ 17 milhões de subsídio exclusivo para as empresas paranaenses enquadradas por lei como startups.
Ainda no primeiro semestre de 2024, a SEI lançará uma nova fase do programa, com um novo edital de até R$ 20 milhões, contemplando outras empresas. Serão escolhidas até 80 startups. Cada projeto passa por um crivo de seleção determinado por edital para receber até R$ 250 mil de investimento.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público do Paraná emite recomendação administrativa ao Município de Arapongas para regularização de cessão de túmulos no Cemitério Municipal
O Ministério Público do Paraná expediu recomendação administrativa ao prefeito do município de Arapongas, no Norte Central do estado, para que sejam adotadas providências para sanar irregularidades identificadas na concessão e transferência de terrenos no Cemitério Municipal. A medida administrativa, encaminhada no dia 15 de setembro último pela 1ª Promotoria de Justiça de Arapongas, decorre de apuração conduzida no âmbito de inquérito civil, que ainda está em trâmite, sobre um possível esquema de comercialização clandestina e transferências irregulares de titularidade de túmulos.
Áudio da promotora de Justiça Flávia Simon Fagundes dos Santos
As investigações apontam até o momento que as transferências de titularidade dos terrenos estariam sendo feitas em desacordo com a legislação municipal. Por se tratar de bens públicos de uso especial, os terrenos em cemitérios municipais possuem regras específicas de concessão e a legislação municipal (Decreto Municipal 338/04) proíbe expressamente a negociação comercial de jazigos entre terceiros, admitindo a transferência apenas entre parentes consanguíneos ou afins até o terceiro grau e mediante prévia autorização administrativa. Nos casos de desinteresse na manutenção do espaço, o imóvel deve retornar ao município.
Possíveis crimes – Ao emitir a recomendação, a Promotoria de Justiça sustenta que ficou demonstrado “o descumprimento contumaz da legislação municipal, com a reiterada validação administrativa de transferências fundadas em meras declarações de parentesco, sem a devida conferência documental, viabilizando a apropriação e negociação privada do espaço público”. Além disso, teria sido revelado, ainda, um possível modus operandi que consiste na participação direta de servidores públicos nas negociações, mediante fraude documental e laudos forjados de abandono de sepulturas, inclusive com captação de vantagem financeira indevida depositada em contas de intermediários. Os fatos também são objeto de apuração de um inquérito policial em trâmite na Divisão Estadual de Combate à Corrupção (Deccor).
Correções – Como medidas a serem adotadas para que sejam corrigidas as ilegalidades, a Promotoria de Justiça aponta que deve ser cessado, imediatamente, toda e qualquer autorização ou validação de transferência de terrenos sem a comprovação documental de parentesco até o 3º grau. Além disso, é recomendada a instituição, em até 30 dias, de um novo fluxo administrativo de controle rigoroso dos pedidos de transferência, que deverá ser realizada por servidores efetivos e estáveis diversos daqueles atualmente lotados na administração direta do Cemitério Municipal, garantindo a divisão de funções e a transparência do processo.
Foi concedido prazo de 15 dias para a Administração Municipal informar ao Ministério Público sobre o acatamento da recomendação administrativa e as providências adotadas, podendo o não atendimento resultar na adoção de eventuais medidas judiciais, como a proposição de ação civil pública para responsabilização dos gestores envolvidos.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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