Agro
Sorgo impulsiona diversificação agrícola no Rio Grande do Sul, mas seca ainda preocupa produtores
Expansão do sorgo fortalece a diversificação agrícola no Estado
O sorgo vem conquistando cada vez mais espaço nas lavouras do Rio Grande do Sul, consolidando-se como uma alternativa viável em sistemas agrícolas que buscam diversificação e maior estabilidade produtiva. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, as regiões de Bagé e Santa Maria são exemplos do avanço da cultura no Estado.
Situação das lavouras na região de Bagé
Em São Borja, a área plantada com sorgo soma cerca de 5 mil hectares. O boletim aponta que 70% das lavouras já estão em fase reprodutiva, enquanto 30% permanecem em desenvolvimento vegetativo. Os tratos culturais, como aplicação de herbicidas, inseticidas e adubação de cobertura, foram finalizados.
Apesar do bom desenvolvimento das plantas, os produtores manifestam preocupação com a falta de chuvas regulares, fator essencial para garantir boa produtividade.
Em Quaraí, ainda na regional de Bagé, o levantamento da Emater/RS-Ascar mostra que 20% das lavouras estão em fase vegetativa, 50% em floração e 30% em enchimento de grãos, indicando avanço do ciclo produtivo e boas perspectivas, desde que as condições climáticas se mantenham favoráveis.
Santa Maria aposta na cultura como alternativa produtiva
Na região administrativa de Santa Maria, a área total cultivada com sorgo atinge 1.786 hectares. Desse total, 628 hectares são destinados ao sorgo forrageiro, utilizado principalmente na alimentação animal, e o restante ao sorgo granífero, voltado à produção de grãos.
A Emater/RS-Ascar destaca que a cultura tem se tornado estratégica nos sistemas produtivos regionais, especialmente em propriedades que enfrentam períodos de estresse hídrico. Segundo o informativo, o sorgo se diferencia pela rusticidade e eficiência no uso da água, características que conferem maior segurança e estabilidade à produção, tanto de grãos quanto de forragem.
Cultura resiliente reforça a sustentabilidade agrícola
Com seu baixo custo de produção e adaptabilidade ao clima seco, o sorgo se consolida como uma alternativa sustentável para o agronegócio gaúcho. A ampliação das áreas cultivadas reflete o esforço dos produtores em buscar novas soluções diante das variações climáticas, fortalecendo a resiliência das cadeias agrícolas regionais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Marrocos suspende tarifas de importação sobre ovinos vivos e carnes bovina, ovina, caprina e camelídea até dezembro de 2026
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informa que o Governo do Reino do Marrocos publicou, em 27 de julho de 2026, o Decreto nº 2.26.584 e a Circular nº 6762/211, da Administração das Alfândegas e Impostos Indiretos, suspendendo a cobrança do direito de importação sobre:
- ovinos domésticos vivos (posição tarifária 0104.10.90.10); e
- carnes das espécies bovina, ovina, caprina e camelídea (posições tarifárias 02.01, 02.02, 02.04 e 0208.60).
A medida está em vigor desde 27 de julho e permanecerá válida até 31 de dezembro de 2026. Ela se aplica às importações originárias de todos os países.
Para as miudezas de animais das espécies bovina, ovina, caprina e camelídea (posição tarifária Ex 02.06), permanece o direito de importação de 30%.
Segundo o governo marroquino, a decisão busca ampliar o abastecimento interno de carnes vermelhas. O censo pecuário de 2025 apontou uma redução de aproximadamente 30% do rebanho bovino do país, cenário atribuído aos períodos de seca e ao aumento dos custos com alimentação animal.
No comércio entre Brasil e Marrocos, as importações marroquinas de bovinos vivos destinados ao abate já são realizadas sob regime semelhante. Desde o fim de 2022, esses animais têm a cobrança do direito de importação suspensa quando importados dentro de contingentes tarifários anuais definidos pelo governo marroquino, fixados em 300 mil cabeças para 2026.
Em 2025, as exportações brasileiras de bovinos vivos para o Marrocos somaram US$ 213,5 milhões, frente aos US$ 41 milhões registrados em 2024. No período, o Brasil respondeu por 46,7% das importações marroquinas desse produto. Já no primeiro quadrimestre de 2026, o Marrocos foi o segundo principal destino das exportações brasileiras de bovinos vivos.
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