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Sistema FAEP pede revisão de critérios para renegociação de dívidas rurais

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O Sistema FAEP encaminhou um ofício ao Ministério da Fazenda, Ministério do Planejamento e Orçamento e ao Banco Central do Brasil — que integram o Conselho Monetário Nacional (CMN) — solicitando revisão da Resolução 5.247/2025. A norma regulamenta linhas especiais de crédito destinadas à renegociação de dívidas rurais resultantes de perdas provocadas por eventos climáticos adversos.

A entidade sugere que o critério de acesso seja flexibilizado, permitindo que todos os produtores afetados possam recorrer às linhas de crédito, sem depender de decretos municipais específicos.

Critérios atuais excluem grande parte dos produtores

Atualmente, apenas produtores de municípios com decretos reconhecidos pelo governo federal em pelo menos dois anos entre 2020 e 2024 podem acessar os recursos. No Paraná, isso representa apenas 129 municípios, cerca de 32% do total. Na região de Londrina, 96% das cidades ficam de fora do benefício.

Além disso, a norma não contempla situações em que o estado decretou emergência ou calamidade de forma ampla, englobando múltiplos municípios ou todo o território estadual. Nesses casos, produtores claramente afetados podem ser indevidamente excluídos do programa.

“Temos uma realidade de sucessivos eventos climáticos adversos no Paraná, que impactaram diretamente a renda e o endividamento dos produtores. Restringir o acesso aos recursos com base em dois decretos acaba excluindo milhares de agricultores que também sofreram prejuízos relevantes”, afirma Ágide Eduardo Meneguette, presidente interino do Sistema FAEP.

Impactos históricos no Paraná

Segundo levantamento da FAEP, praticamente todas as regiões do estado registraram perdas relevantes em diversas culturas entre 2020 e 2024. Desde 2017, o Paraná enfrenta sucessivas quebras de safra devido a eventos climáticos, resultando em endividamento prolongado dos produtores.

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Um exemplo é a safra de soja 2021/22, em que a produção estadual somou 12,4 milhões de toneladas, uma queda superior a 40% em relação à estimativa inicial, com perdas regionais de até 82%.

“Somente esse evento histórico comprometeu a viabilidade econômica de muitos produtores, com reflexos diretos na dificuldade de pagamento de compromissos financeiros”, aponta Meneguette.

Críticas aos critérios de comprovação de perdas

O Sistema FAEP questiona também a exigência de dados do IBGE para caracterização das perdas, argumentando que percentuais médios regionais podem não refletir a realidade individual de cada produtor.

Além disso, a resolução permite que as instituições financeiras fixem livremente juros em operações com recursos livres, contrariando a Lei 4.829/1965, que estabelece que o CMN deve definir limites para taxas de crédito rural.

Entenda a Resolução 5.247/2025

A Resolução regulamenta as Medidas Provisórias 1.314 e 1.316/2025, que disponibilizam R$ 12 bilhões em crédito para liquidação ou amortização de dívidas rurais, incluindo operações de custeio, investimento e Cédulas de Produto Rural (CPRs).

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Para acessar os recursos, além do enquadramento pelos decretos municipais, os produtores precisam comprovar:

  • Redução de pelo menos 20% no rendimento em duas das três principais culturas, ou
  • Perda de mais de 30% em duas ou mais safras, no período de julho de 2020 a junho de 2024.

Também é necessário demonstrar impacto financeiro, seja pelo aumento do endividamento ou comprometimento do fluxo de caixa.

Orientação para produtores contemplados

Para aqueles de municípios já incluídos, a orientação do Sistema FAEP é seguir as regras, protocolando o pedido de renegociação junto às instituições financeiras credoras, apresentando:

  • Laudos de perdas emitidos por profissional habilitado;
  • Quadro demonstrativo da incapacidade de pagamento, com receitas e custos das safras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Biocombustível reduz emissões na Copa Truck e comprova potencial para descarbonizar o transporte pesado

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A utilização de combustíveis renováveis no transporte pesado voltou a demonstrar resultados concretos na redução das emissões de gases de efeito estufa. Nas três primeiras etapas da Copa Truck, o uso exclusivo do biocombustível Be8 BeVant® evitou a emissão de 60,58 toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO₂e), reforçando o potencial da tecnologia como alternativa imediata para a descarbonização da logística e do transporte rodoviário.

Os dados foram levantados a pedido da Be8 e calculados com base na metodologia do Programa Brasileiro GHG Protocol, principal referência nacional para inventários de emissões. Os resultados também passaram por validação da Control Union, organização internacional especializada em certificação e verificação de sustentabilidade.

Redução de emissões equivale à captura anual de carbono por mais de 7 mil árvores

De acordo com o estudo, o volume de emissões evitadas nas três etapas da competição corresponde à capacidade média anual de remoção de carbono de aproximadamente 7.425 árvores do bioma Mata Atlântica.

A comparação ilustra o impacto ambiental proporcionado pelo combustível renovável em condições reais de operação, embora não represente compensação ambiental, crédito de carbono ou plantio efetivo de árvores.

Outro dado relevante aponta que as emissões evitadas equivalem ao volume de gases de efeito estufa que seria produzido por um caminhão percorrendo cerca de 57,4 mil quilômetros adicionais utilizando diesel com mistura B15, evidenciando o potencial do biocombustível para reduzir a pegada de carbono no transporte de cargas.

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Biocombustível pode ser utilizado sem adaptação nos motores

Desenvolvido pela Be8, o Be8 BeVant® é um combustível renovável capaz de ser utilizado em motores a diesel sem necessidade de modificações mecânicas ou investimentos adicionais em infraestrutura.

A tecnologia permite o uso do produto em sua forma pura, mantendo o desempenho operacional dos veículos e oferecendo uma redução de até 99% nas emissões de gases de efeito estufa em comparação aos combustíveis fósseis convencionais.

Essa característica amplia as possibilidades de adoção em diferentes segmentos da economia, especialmente em setores que dependem fortemente do transporte rodoviário, como agronegócio, logística, mineração e indústria.

Copa Truck se torna vitrine para a transição energética

A adoção integral do biocombustível na Copa Truck transformou a competição em um importante laboratório de validação tecnológica em condições extremas de desempenho.

Todos os caminhões participantes da categoria passaram a utilizar o combustível renovável, demonstrando sua viabilidade técnica mesmo em situações de alta exigência mecânica e operacional.

A iniciativa reforça a busca do setor de transportes por soluções capazes de reduzir emissões sem comprometer a performance dos motores, um dos principais desafios da transição energética global.

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Agronegócio pode ser um dos principais beneficiados

O avanço de tecnologias como o Be8 BeVant® ganha relevância para o agronegócio brasileiro, setor que possui forte dependência do transporte rodoviário para escoamento da produção.

Com a crescente pressão por práticas sustentáveis e redução da intensidade de carbono nas cadeias produtivas, os biocombustíveis surgem como uma alternativa estratégica para atender às exigências ambientais sem necessidade de grandes investimentos em renovação de frota.

Além de contribuir para metas de descarbonização, a adoção de combustíveis renováveis pode fortalecer a competitividade do agronegócio brasileiro nos mercados internacionais, cada vez mais atentos aos critérios de sustentabilidade.

Biocombustíveis ganham espaço na agenda de baixo carbono

O resultado alcançado na Copa Truck reforça a importância dos biocombustíveis como uma das principais ferramentas para acelerar a transição energética no Brasil.

Enquanto outras tecnologias ainda enfrentam desafios relacionados à infraestrutura, disponibilidade e custos, os combustíveis renováveis apresentam a vantagem de poderem ser incorporados rapidamente às operações já existentes.

A experiência demonstra que a redução das emissões no transporte pesado não depende apenas de soluções futuras, mas pode ser alcançada imediatamente por meio da adoção de tecnologias já disponíveis no mercado, fortalecendo a agenda de sustentabilidade e descarbonização da economia brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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