Connect with us


Paraná

Seminário Controla Paraná reúne 80 representantes de municípios do Litoral

Publicado em

Secretários municipais, supervisores e servidores de prefeituras do Litoral se reuniram por dois dias no 4º Seminário Controla Paraná, promovido pela Controladoria-Geral do Estado (CGE), nesta quinta e sexta-feira (17 e 28), em Paranaguá. Durante os dois dias, foram apresentadas as atividades desempenhadas na CGE aos cerca de 80 participantes e debatidas boas práticas nas áreas de controle da gestão pública.

O Controla Paraná é um fórum permanente de debate e troca de experiência sobre formas de garantir a ética e a integridade do serviço público, coibindo atos ilícitos e de corrupção.

A controladora-geral do Estado, Luciana Silva Azevedo, afirmou que somente com a ação conjunta e integrada entre Estado e municípios é possível melhorar a eficiência da gestão pública e oferecer serviços de qualidade aos cidadãos. “A CGE tem desenvolvido ferramentas e investido em recursos humanos, para que possa dar exemplo a outras administrações. Somos como engrenagens; todas precisam estar em bom funcionamento para alcançarmos o objetivo comum da eficiência do poder público”, disse.

Leia mais:  Circuito de Corridas de Rua da Sanepar contou com 16 mil atletas em todo o Estado

Este foi o quarto seminário Controla Paraná. Os temas abordados refletem a organização da CGE. As apresentações abordaram rotinas e conceitos das coordenadorias de Ouvidoria; de Transparência e Controle Social; de Integridade e Compliance; de Auditoria; de Controle Interno, de Corregedoria e do Observatório da Despesa Pública.

“Algumas prefeituras já têm controladorias-gerais, mas em outras as atividades relacionadas ao controle são descentralizadas. Nós estimulamos a criação de controladorias e o fortalecimento das ações contra a corrupção”, acrescentou Luciana.

O ouvidor-geral de Paranaguá, Luiz Paulo da Silva, representou o prefeito Marcelo Roque no evento, que reuniu também autoridades dos outros municípios, no auditório da Portos do Paraná.

Já aderiram ao Controla Paraná 64 municípios e mais 121 estão em processo de adesão. Do Litoral, apenas Paranaguá e Pontal do Paraná já concluíram a adesão. Esse fórum está disponível no site www.controlaparana.pr.gov.br, por onde as prefeituras podem fazer consultas e aderir à iniciativa.

Fonte: Governo PR

Comentários Facebook

Paraná

Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026

Published

on

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.

Acesse álbum de fotos

Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.

A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.

André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.

Leia mais:  Estado e Ocepar promovem jornada de cooperação pelo fim da violência contra as mulheres

O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.

Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.

No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.

Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.

Leia mais:  Escolas de Trânsito do DER se reúnem em Cascavel para atividades do Maio Amarelo

Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026

Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.

 A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.

A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.

Fonte: Ministério Público PR

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262