Paraná
Secretaria da Educação reforça orientações sobre cadastramento do transporte
Esclarecer e orientar os profissionais da rede pública estadual sobre o cadastramento correto dos alunos no sistema de transporte escolar foram os objetivos do webinar promovido pela Secretaria da Educação do Paraná (Seed-PR), em parceria com o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), nesta semana.
O encontro online teve como tema “O papel da escola no transporte escolar”, reuniu cerca de 800 gestores da rede estadual e discutiu ações para aprimorar o cadastramento e ampliar o benefício para mais alunos dos 399 municípios do Paraná. Atualmente, 214 mil estudantes da rede estadual estão cadastrados.
O cadastramento já é feito pelos profissionais das escolas da rede estadual desde 2012. É realizado no sistema Sistema de Gestão do Transporte Escolar (Siget), importando os dados do Sistema Estadual de Registro Escolar (Sere), onde os estabelecimentos de ensino cadastram os alunos usuários do transporte no momento da matrícula. Em abril de cada ano, o departamento de transporte escolar do Fundepar importa os dados ao Siget.
Após os dados serem computados, são efetuadas duas auditorias para verificar se os critérios estão sendo cumpridos de acordo com a resolução 777/2013, de cada município paranaense.
Dos 214 mil registros no sistema Siget, cerca de 11% apresentam inconsistências, o que faz com que sejam direcionados para uma verificação mais detalhada e atualização cadastral. “Nossa meta é que em 2026, no momento referencial, tenhamos 100% dos alunos usuários do transporte cadastrados e que os erros de cadastro sejam inferiores a 5% do total”, disse Claudia Akel, chefe do Departamento de Transporte Escolar no Fundepar. “Para isso, esse encontro com as instituições de ensino que fazem o cadastro é tão importante”.
O webinar foi conduzido pelo Departamento de Transporte Escolar (DTE). Além de reforçar a importância da atualização constante das informações, a equipe do DTE destacou que o processo é essencial para garantir que todos os alunos tenham acesso regular e seguro ao transporte. Durante a apresentação, também foram repassadas instruções sobre o uso da plataforma e as responsabilidades dos gestores escolares.
“Cumprir o prazo e respeitar os critérios definidos é fundamental para que a política do transporte escolar funcione de forma eficiente, justa e organizada, mantendo o seu propósito, que é a acessibilidade a todos os estudantes, independente de onde residem”, reforçou Claudia.
Os participantes puderam sanar dúvidas e compartilhar experiências vivenciadas em suas regiões, fortalecendo a integração entre as equipes escolares e a Secretaria de Educação do Paraná. A iniciativa reforça o compromisso do Governo do Paraná em assegurar suporte técnico e administrativo às instituições de ensino, garantindo que o transporte escolar siga sendo um direito efetivo para milhares de estudantes em todo o Estado.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.
Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.
A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.
André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.
O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.
Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.
No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.
Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.
Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026
Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.
A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.
A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.
Fonte: Ministério Público PR
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