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Saúde ocular: Estado inicia triagens da segunda fase do programa Bons Olhos Paraná

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As triagens da segunda fase do programa Bons Olhos Paraná, iniciativa do Governo do Estado voltada à promoção da saúde ocular de crianças e adolescentes da rede pública de ensino, já começaram. Os primeiros municípios a receberem as equipes técnicas foram Loanda, Mandaguari e Terra Rica, na região Noroeste, e Foz do Jordão e Reserva do Iguaçu, no Centro-Sul.

Nesta etapa, serão selecionadas as crianças e adolescentes que passarão por consultas oftalmológicas e os exames especializados, que estão previstos para começarem em abril. Os atendimentos acontecem de forma itinerante, por meio de consultórios instalados em carretas e ônibus adaptados que percorrem o Estado.

A partir da próxima semana, as triagens serão realizadas em Engenheiro Beltrão, Alto Paraná, Planalto, Marquinho, Virmond e Mallet. Na segunda semana de abril, será a vez de Turvo, Ivaiporã, Manoel Ribas, Pitanga, Capanema, Piên e Rio Negro. Na sequência, municípios de outras regiões do Estado também receberão o programa. Após a realização todos os exames, iniciará a entrega gratuita de óculos com lentes antirreflexo e armações de qualidade.

Coordenado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social e Família (Sedef), o programa Bons Olhos Paraná prevê nesta fase investimento de R$ 64 milhões para atender cerca de 540 mil estudantes em 275 municípios paranaenses. A iniciativa contempla alunos do Ensino Fundamental e Médio, além de estudantes das Apaes e instituições coirmãs, com idades entre 6 e 17 anos. Somadas as etapas um e dois, dos 399 municípios paranaenses, apenas 31 ficaram de fora da cobertura do programa até o momento.

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O objetivo é ampliar o acesso ao diagnóstico precoce de problemas de visão, contribuindo diretamente para o aprendizado dos alunos e a redução das desigualdades educacionais. Para os casos em que forem constatadas patologias específicas, como estrabismo, doenças na córnea, alterações de retina, entre outras, o estudante é encaminhado para tratamento na rede pública de saúde.

A estratégia de expansão prioriza cidades de pequeno e médio porte que ainda não haviam sido contemplados na primeira etapa, garantindo maior equidade no atendimento. Em seguida, foram incluídos os municípios de médio porte com até 55 mil habitantes, uma vez que apresentam características semelhantes aos de Pequeno Porte II. A estratégia permite que os esforços sejam concentrados nas regiões com maior vulnerabilidade e menor acesso a serviços oftalmológicos especializados.

Destacando a importância da detecção precoce e do encaminhamento adequado, o secretário do Desenvolvimento Social e Família, Rogério Carboni, afirmou que a iniciativa se consolida como uma ação permanente de política pública. Ele ressaltou que, na primeira fase do programa, foi identificado que muitas crianças nem sabiam que tinham problemas de visão e outras até sabiam, mas não tinham condições de adquirir óculos.

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“Infelizmente, muitos estudantes só percebem que têm deficiência visual após os 10, 11 anos de idade, sendo que em 90% dos casos de cegueira, com exame precoce, é possível evitar. Por isso a importância do programa ser ampliado para outros municípios do Paraná”, destaca.

O Bons Olhos foi transformado em política pública permanente por meio de legislação estadual, garantindo a continuidade das ações voltadas à saúde ocular de crianças e adolescentes. Os recursos são provenientes do Fundo para a Infância e Adolescência (FIA), com deliberação do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDCA/PR).

Na primeira fase, lançada em 2025, o programa superou metas e alcançou resultados expressivos, com mais de 84 mil atendimentos oftalmológicos, 55 mil testes ortópticos e a entrega de mais de 8 mil óculos a estudantes de 93 municípios.

Fonte: Governo PR

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Família de paciente que recebeu polilaminina destaca estrutura e agilidade do Estado

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Os pais da jovem Ana Beatriz Cruz, que recebeu a aplicação da polilaminina no Hospital do Trabalhador, em Curitiba, entre a noite de terça-feira (16) e a madrugada desta quarta-feira (17), destacaram o apoio recebido do Governo do Estado durante o atendimento da filha na unidade hospitalar que é gerida pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e referência no atendimento de traumas.

Ana Beatriz está internada no Hospital do Trabalhador desde o último sábado (13), quando foi atingida por um galho de árvore enquanto passeava com a família em Curitiba. Ela deu entrada na unidade em estado gravíssimo, com risco iminente de morte.

A mãe, Vanessa Stubinski, contou que após o incidente, ficou em choque sem saber o que fazer. No primeiro momento, ligou para o ex-marido, que mora em São Paulo, em busca de apoio e também para ver se o plano de saúde de Ana cobriria o atendimento necessário. Mas não foi necessário, pois a jovem foi encaminhada ao Hospital do Trabalhador, com o atendimento realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). De imediato, Ana Beatriz passou por uma cirurgia.

“No sábado foi aquela sensação de achar que ela não ia conseguir sobreviver. Com fé, sabia que as coisas iriam acontecer. Eu fiquei desesperada e liguei para o pai dela, porque eu achava que não daria conta sozinha e também para ver a questão do plano de saúde. O plano de saúde dela nem atenderia aqui em Curitiba e não teríamos como levar para São Paulo e arcar com o custo que seria altíssimo”, explicou Vanessa. “Quando chegamos aqui, ela já foi encaminhada, atendida e em menos de 12 horas fez a cirurgia. Foi quando comecei a respirar aliviada, mas até que veio a constatação de que ela havia perdido o movimento das pernas”, completou.

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Após isso, os médicos do HT comentaram com a família sobre o tratamento com a polilaminina, a unidade, inclusive, realizou a primeira aplicação da proteína em Curitiba no mês de março. Os médicos deram o apoio para que a família fizesse contato com a equipe de pesquisadores e realizasse o trâmite junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que Ana Beatriz pudesse receber o tratamento experimental. A polilaminina é uma terapia experimental desenvolvida por pesquisadores brasileiros para o tratamento de lesões medulares agudas. Ela é desenvolvida a partir da laminina, proteína que já existe no corpo humano e é encontrada em grande quantidade na placenta. 

“O médico nos falou da proteína, que já havia sido aplicada aqui e que aqui era o melhor hospital para ela estar naquele momento na situação em que ela se encontrava. Tivemos o apoio do hospital e também o avião do Estado que foi buscar a equipe e a proteína. Achei incrível a prontidão em atender ela, fazer toda essa movimentação, a rapidez e eficiência no tempo hábil para aplicação da proteína. Só tenho a agradecer. Nossa expectativa está alta e a gente é muito grata ao hospital e ao Estado por ter prestado todo esse apoio para gente. Não ficamos desamparados em nenhum momento”, destacou Vanessa.

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A mesma opinião tem o pai de Ana Beatriz, Tiago Cruz, que falou de todo atendimento recebido pelo Estado e assistência de todos os profissionais do Hospital do Trabalhador. “Os médicos explicaram certinho todo o procedimento, tivemos toda a assistência do hospital. Fiquei surpreso de forma positiva. Só temos a agradecer todo o apoio e ao próprio governador Ratinho Junior que liberou a aeronave. Fico bem grato por essa agilidade e atendimento”, disse.

POLILAMININA – A polilaminina é uma terapia experimental desenvolvida por pesquisadores brasileiros para o tratamento de lesões medulares agudas. O procedimento integra o Programa de Acesso Expandido (Uso Compassivo), autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), enquanto seguem os estudos clínicos para avaliação da segurança e da eficácia da substância. No Brasil, 87 pacientes já receberam a proteína, sendo 17 no Paraná.

Fonte: Governo PR

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