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Sanepar evita aberturas de buracos nas ruas em consertos com uso do equipamento “tatuzinho”

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Causar o menor dano à estrutura urbana para um conserto de vazamento é a missão dos “tatuzinhos”, equipamentos que têm o nome oficial de Perfuratriz Pneumática Direcional. Eles são utilizados pela Sanepar em manutenções preventivas e de emergência que exigem atravessar ruas ou grandes distâncias. Na prática, é um equipamento que utiliza um Método Não Destrutivo (MND) para substituir tubulações das redes de água e esgoto, sem a necessidade de escavar em toda a extensão da obra.

“É uma tecnologia que usamos há quase uma década na Sanepar, mas que a população nem percebe que está sendo utilizada. Ideal para áreas urbanas densas, evita a necessidade de abrir o asfalto e o calçamento, evitando transtornos ao trânsito e gerando menor impacto ambiental”, explica o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley.

Não é em todas as intervenções que os tatuzinhos entram em cena, mas, onde podem atuar, reduzem o tempo da obra com um resultado mais eficiente e com menor custo. Ele é bastante usado em trocas preventivas, a partir da detecção de um possível ponto de ruptura da tubulação, identificado pelo monitoramento on-line e em tempo real do Centro de Controle de Operações (CCO). Esse alerta aciona uma equipe de manutenção para verificar a situação no local, mesmo antes de os clientes perceberem alguma alteração no fornecimento de água.

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EM POUCAS HORAS – Constatado o vazamento, uma outra equipe entra em ação e, se o reparo exigir a abertura de valas de maior extensão, como as que atravessam a rua, prioriza-se o uso do tatuzinho. Foi assim com uma intervenção feita na última quinta-feira (12), no bairro Santa Felicidade, em Curitiba.

Apesar da garoa insistente que inviabilizaria o início da obra no método tradicional, em algumas horas foi possível colocar uma nova tubulação que atravessou a rua por baixo da terra até a ligação com o ramal do outro lado, sem interromper a passagem de veículos e sem precisar enviar outra equipe para recompor o calçamento e o asfalto.

TATUZINHO EM AÇÃO – Depois que os profissionais identificam – por meio de técnicas como o uso de equipamentos de escuta (geofones) – o ponto mais provável do vazamento, são feitas duas pequenas aberturas, uma no início e outra no final do trecho de tubulação.

Usando ar comprimido para um trabalho mecânico de perfuração, o tatuzinho faz um túnel entre os dois pontos, guiado pelos profissionais da manutenção, garantindo a trajetória correta. A antiga tubulação é desativada e a nova – em material flexível e resistente – é puxada por dentro desse túnel e conectada pelos dois lados. Na sequência, é feita a recomposição do calçamento e do gramado.

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PREVENÇÃO E SEGURANÇA – O uso dos tatuzinhos também diminui os riscos da obra para os trabalhadores e usuários, além de evitar interferências com outras redes, como as de gás e telefonia. Mais um benefício é a possibilidade de troca de uma tubulação completa, como explica o supervisor de manutenção de redes Carlos Augusto Ferraro Miorim. “Essa substituição completa, do colar até o cavalete, reduz as chances de ocorrerem novos vazamentos nessa área”.

Fonte: Governo PR

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A partir de atuação do MPPR, Agência Nacional de Proteção de Dados determina suspensão imediata de reconhecimento facial de alunos da rede estadual de ensino

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A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) determinou a suspensão imediata da coleta e do tratamento de dados pessoais biométricos de crianças e adolescentes da rede pública estadual de ensino do Paraná. A medida cautelar preventivo-corretiva veda o uso da tecnologia de reconhecimento facial voltado ao registro de frequência escolar em todas as instituições estaduais.

Áudio do Promotor de Justiça Marcos José Porto Soares

A decisão administrativa da ANPD foi tomada após decisão judicial que determinou a intimação do órgão regulador em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Paraná na 1ª Vara da Fazenda Pública de Campo Mourão com o objetivo de paralisar a coleta dos dados biométricos de mais de um milhão de estudantes no estado.

Andamento judicial – Nos autos da ação civil pública ajuizada pelo MPPR, que pede a remoção do ilícito e indenização por danos morais coletivos, o Juízo da 1ª Vara da Fazenda Pública de Campo Mourão destacou a repercussão do caso ao analisar pedidos de ingresso de diversas entidades como “amici curiae” (“amicus curiae” é um terceiro – uma pessoa, uma instituição, uma ONG, uma associação ou um órgão público – que entra no processo para oferecer informações técnicas, pareceres ou visões especializadas que ajudem o juiz a tomar a melhor decisão possível).

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A decisão judicial ressaltou que a controvérsia transcende o interesse local ao envolver garantias fundamentais da era digital e diretrizes nacionais de educação, determinando a oitiva prévia da ANPD, do Ministério da Educação e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação antes da apreciação das medidas liminares.

A ação do MPPR embasa projeto de lei apresentado no Congresso Nacional e é mencionada por vários veículos da imprensa internacional.

Processo 0004208-55.2025.8.16.0058

Matéria anterior:

28/04/2025 – Promotoria de Justiça em Campo Mourão ajuíza ação civil por violação à Lei Geral de Proteção de Dados na coleta de biometria facial de alunos de escolas públicas

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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