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Safra de cana no Norte e Nordeste recua na moagem e amplia produção de etanol

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A safra 2025/26 de cana-de-açúcar nas regiões Norte e Nordeste do Brasil caminha para o encerramento com queda na moagem e maior direcionamento da matéria-prima para a produção de etanol. Os dados refletem mudanças no perfil produtivo, com impacto direto na oferta de açúcar e no crescimento do biocombustível.

Moagem de cana recua no Norte e Nordeste

De acordo com a Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio), com base em informações do Ministério da Agricultura e Pecuária, o processamento acumulado até 15 de março totalizou 54,4 milhões de toneladas, queda de 2,9% em relação ao mesmo período da safra anterior.

Na Região Norte, a moagem atingiu 6,9 milhões de toneladas, volume estável frente ao fim de fevereiro, mas 5,3% inferior na comparação anual. Já no Nordeste, o processamento somou 47,4 milhões de toneladas, recuo de 2,6% em relação ao ciclo anterior.

Produção de açúcar registra queda expressiva

Com menor direcionamento da cana para a produção de açúcar, o volume total produzido nas duas regiões alcançou 3,075 milhões de toneladas, representando uma queda de 16,7% na comparação anual.

A redução está diretamente ligada à mudança no mix de produção, que priorizou o etanol ao longo da safra.

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Mix alcooleiro impulsiona crescimento do etanol

O avanço do mix alcooleiro elevou a participação do etanol para 54,74% da matéria-prima processada. Como resultado, a produção total do biocombustível chegou a 2,888 milhões de metros cúbicos, frente aos 2,189 milhões registrados no mesmo período da safra anterior.

No detalhamento:

  • Etanol anidro de cana: 871 mil m³, alta de 4,9%
  • Etanol hidratado de cana: 1,328 milhão de m³, queda de 2,3%
  • Etanol de milho: 689,1 mil m³, sendo 596 mil de anidro e 93 mil de hidratado

O crescimento expressivo do etanol reforça a estratégia das usinas em priorizar o biocombustível diante das condições de mercado.

Qualidade da matéria-prima apresenta queda

Os indicadores de qualidade da cana também registraram retração. O Açúcar Total Recuperável (ATR) apresentou queda de 8,1% nos produtos finais e de 5,3% por tonelada de cana na comparação com a safra anterior.

Esse desempenho indica menor eficiência na conversão industrial, impactando diretamente os resultados do setor.

Safra se aproxima do fim nas duas regiões

Até meados de março, o setor já havia executado 92,2% da moagem prevista para a safra 2025/26. A Região Norte atingiu 97% da estimativa, mantendo o mesmo nível observado no fim de fevereiro, enquanto o Nordeste avançou para 91,5%.

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Os números indicam que o ciclo produtivo está próximo do encerramento nas duas regiões.

Estoques de etanol recuam no período

Os estoques totais de etanol somaram 317 mil metros cúbicos até 15 de março, o que representa uma queda de 9,43% em relação ao mesmo período da safra anterior.

No detalhamento:

  • Etanol de cana: 291,4 mil m³ (135,7 mil de hidratado e 155,6 mil de anidro)
  • Etanol de milho: 25,6 mil m³ (2,9 mil de hidratado e 22,7 mil de anidro)

A retração nos estoques reflete o maior consumo e o avanço da produção ao longo do ciclo, com quedas de 9,68% no etanol anidro e de 9,10% no hidratado.

Cenário do setor sucroenergético

O avanço do mix alcooleiro, aliado à redução na moagem e na qualidade da matéria-prima, marca a safra 2025/26 nas regiões Norte e Nordeste. O cenário reforça a importância do etanol como principal vetor de rentabilidade no setor sucroenergético, enquanto a produção de açúcar perde espaço no atual contexto de mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do setor de árvores cultivadas somam US$ 3,6 bilhões no primeiro trimestre de 2026 apesar de cenário global adverso

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O setor brasileiro de árvores cultivadas para fins industriais e de restauração ambiental exportou US$ 3,6 bilhões no primeiro trimestre de 2026, mesmo diante de um cenário internacional marcado pelo avanço de medidas protecionistas, desaceleração econômica em importantes mercados e pelo agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Os dados constam na mais recente edição do Boletim Mosaico, divulgado pela Associação Brasileira da Indústria de Árvores (Ibá), que apresenta um panorama do desempenho econômico e produtivo da cadeia florestal brasileira entre janeiro e março deste ano.

Setor mantém relevância na balança comercial brasileira

Nos três primeiros meses de 2026, a indústria de árvores cultivadas respondeu por 4,4% das exportações totais do Brasil e representou 9,6% das vendas externas do agronegócio nacional.

O saldo da balança comercial do setor alcançou US$ 3,3 bilhões, reforçando a importância estratégica da atividade para a geração de divisas, empregos e desenvolvimento sustentável.

Celulose segue como principal produto exportado

A celulose permaneceu como o principal item da pauta exportadora do segmento florestal brasileiro. A produção atingiu 6,7 milhões de toneladas no primeiro trimestre, registrando retração de 3,8% em comparação ao mesmo período de 2025.

As exportações totalizaram 4,8 milhões de toneladas, volume 10,2% inferior ao observado um ano antes. Em valor, as vendas externas da commodity somaram US$ 2,6 bilhões, uma queda de 6,3% na comparação anual.

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Apesar da redução nos embarques, a celulose continua sendo o principal motor das exportações do setor, sustentada pela demanda internacional e pela competitividade da produção brasileira.

Produção de papel apresenta estabilidade

O segmento de papel registrou desempenho estável no período. A produção alcançou 2,8 milhões de toneladas, com leve crescimento de 0,2% em relação ao primeiro trimestre do ano passado.

No mercado interno, as vendas avançaram 1,8%, demonstrando resiliência do consumo doméstico. Já as exportações apresentaram pequena retração de 0,6%.

Em termos financeiros, as vendas externas de papel movimentaram US$ 566,6 milhões entre janeiro e março, resultado 4,2% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

Mercado de painéis de madeira cresce no Brasil, mas exportações recuam

Os painéis de madeira apresentaram desempenho positivo no mercado interno. As vendas domésticas cresceram 7,4% no primeiro trimestre, atingindo 2,1 milhões de metros cúbicos.

No entanto, o segmento enfrentou dificuldades no comércio exterior. As exportações recuaram 27,9% em volume, refletindo a menor demanda internacional e os desafios enfrentados pelos principais mercados consumidores.

Em valor, as vendas externas de painéis de madeira somaram US$ 74,4 milhões, uma queda expressiva de 34,3% na comparação anual.

China lidera demanda pelos produtos florestais brasileiros

A China manteve sua posição como principal destino das exportações do setor brasileiro de árvores cultivadas. Entre janeiro e março, o país asiático importou aproximadamente US$ 1,3 bilhão em produtos florestais brasileiros.

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Europa e América do Norte aparecem na sequência entre os maiores mercados compradores, embora o ambiente econômico global continue marcado por crescimento moderado e incertezas comerciais.

Competitividade e sustentabilidade sustentam o setor

Segundo o presidente da Ibá, Paulo Hartung, o desempenho registrado no primeiro trimestre demonstra a capacidade de adaptação e a força competitiva da indústria florestal brasileira diante de um ambiente global desafiador.

De acordo com Hartung, mesmo diante das incertezas que afetam o comércio internacional, o setor segue ampliando sua presença nos mercados externos, apoiado pela eficiência produtiva, pela oferta de produtos renováveis e pelo compromisso com práticas sustentáveis.

A expectativa é que a indústria continue buscando novas oportunidades comerciais ao longo de 2026, fortalecendo sua contribuição para a economia brasileira e para a transição global rumo a uma economia de baixo carbono.

Perspectivas para 2026

Com a demanda internacional ainda sujeita aos efeitos das tensões geopolíticas, das políticas comerciais e do ritmo de crescimento das principais economias globais, o setor de árvores cultivadas deverá manter atenção redobrada aos movimentos do mercado externo.

Ainda assim, a combinação entre produtividade florestal, competitividade industrial e crescente demanda por produtos de origem renovável posiciona o Brasil como um dos principais protagonistas globais da bioeconomia e da indústria florestal sustentável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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