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Agro

Rio Grande do Sul avança na produção de azeite com criação de centro de inovação em olivicultura

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O Rio Grande do Sul deu mais um passo para fortalecer a cadeia da olivicultura brasileira com a criação de um Centro de Referência em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Olivicultura. A iniciativa reúne universidades, governo estadual e produtores rurais com o objetivo de ampliar a competitividade da produção gaúcha de azeite de oliva.

O protocolo para implantação do centro foi assinado durante a Abertura Oficial da Colheita da Oliva, realizada em Triunfo (RS), marcando uma nova fase para o setor no estado, que já lidera a produção nacional de azeites de alta qualidade.

O projeto é resultado de uma parceria entre o Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a Universidade Federal de Pelotas (Ufpel), a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), além da Secretaria da Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e produtores ligados ao instituto.

Pesquisa e tecnologia para ampliar produtividade dos olivais

Entre os principais objetivos do novo centro estão o aumento da produtividade dos olivais, a adaptação de cultivares ao clima gaúcho, a melhoria da qualidade dos azeites produzidos no Brasil e o fortalecimento dos processos de certificação.

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A iniciativa também pretende ampliar a formação de especialistas no setor e integrar de forma mais eficiente as pesquisas acadêmicas com as necessidades do campo e da indústria.

O presidente do Ibraoliva, Flávio Obino Filho, destacou que o avanço da olivicultura brasileira depende diretamente do fortalecimento da pesquisa científica e da geração de conhecimento técnico.

Segundo ele, embora o Brasil já produza azeites reconhecidos internacionalmente pela qualidade, ainda existem desafios relacionados à estabilidade produtiva dos olivais, principalmente em anos de condições climáticas adversas.

“Temos o melhor azeite do mundo, mas nos falta fruta quando o clima não ajuda. Precisamos investir fortemente em pesquisa para entender o que fizemos de certo e o que ainda precisamos corrigir para alcançar estabilidade produtiva”, afirmou o dirigente.

Integração entre universidades e produtores fortalece cadeia da oliva

Para o diretor da Agência de Inovação da UFCSPA, Hélio Leães Hey, o centro representa uma articulação estratégica entre universidades, setor produtivo e governo para consolidar o Rio Grande do Sul como referência nacional em azeites de excelência.

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De acordo com Hey, a proposta é criar um ambiente permanente de cooperação capaz de conectar o conhecimento científico às demandas práticas da produção e da indústria da olivicultura gaúcha.

O centro deverá atuar no desenvolvimento de pesquisas aplicadas, transferência de tecnologia, qualificação de produtores e criação de soluções inovadoras voltadas ao aumento da produtividade, da sustentabilidade e da qualidade dos azeites brasileiros.

Olivicultura cresce no Brasil, mas desafios climáticos seguem no radar

O setor de olivicultura no Brasil vem registrando expansão nos últimos anos, especialmente no Rio Grande do Sul, estado que concentra a maior parte dos olivais comerciais do país.

Apesar do avanço, produtores ainda enfrentam desafios relacionados às condições climáticas, oscilações de produtividade e necessidade de maior suporte técnico e científico para garantir crescimento sustentável da atividade.

A expectativa do setor é que o novo centro de inovação acelere o desenvolvimento tecnológico da cadeia produtiva, fortaleça a competitividade do azeite nacional e amplie o reconhecimento internacional dos produtos brasileiros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Receita das cooperativas do agro cresce R$ 49 bilhões

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As cooperativas agropecuárias brasileiras ampliaram a receita em aproximadamente R$ 49 bilhões em 2025, mas encerraram o ano com redução nas sobras destinadas aos associados. O resultado mostra que o crescimento das operações não foi suficiente para compensar o aumento dos custos financeiros, industriais e logísticos enfrentados pelo setor.

Os dados estão no Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026, divulgado na sexta-feira (31.07) pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

A movimentação financeira das cooperativas do agro passou de aproximadamente R$ 438,2 bilhões em 2024 para R$ 487,3 bilhões no ano passado, crescimento de 11,2%.

As sobras fizeram o caminho inverso. O valor caiu de cerca de R$ 30,2 bilhões para R$ 29,2 bilhões, redução de 3,3%. Na prática, o setor movimentou mais dinheiro, mas terminou o exercício com aproximadamente R$ 1 bilhão a menos em resultados.

No cooperativismo, as sobras correspondem ao valor que permanece depois do pagamento dos custos, despesas e obrigações. A assembleia dos associados decide quanto será distribuído aos cooperados e quanto ficará na organização para reforçar o capital, formar reservas ou financiar novos investimentos.

O valor recebido por cada associado costuma ser calculado de acordo com sua movimentação. Podem ser considerados o volume de produção entregue, as compras realizadas e a utilização dos serviços oferecidos pela cooperativa.

A queda das sobras ocorre em um momento de margens apertadas no campo. Juros elevados, custos de armazenagem e transporte, despesas industriais e preços menores para algumas commodities pressionaram os resultados das cooperativas e dos produtores.

A relação entre as sobras e a movimentação financeira caiu de aproximadamente 6,9% em 2024 para 6% em 2025. O indicador não equivale à margem de lucro de uma empresa convencional, mas ajuda a mostrar que uma parcela maior da receita foi absorvida pelas despesas.

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Mesmo com a redução no resultado, o agro manteve ampla liderança dentro do cooperativismo nacional. O segmento respondeu por 57,4% de toda a movimentação financeira das cooperativas brasileiras.

O País encerrou 2025 com 1.254 cooperativas agropecuárias e 1,13 milhão de produtores associados. Essas organizações mantiveram 277,2 mil empregos diretos, quase metade dos postos de trabalho gerados por todo o sistema cooperativista.

A importância para o produtor vai além da comercialização. As cooperativas participam de 53% da produção brasileira de grãos, possuem 25% da capacidade nacional de armazenagem e respondem por 22% da carteira de crédito rural, segundo o anuário.

Essa estrutura permite que produtores negociem insumos em maior escala, armazenem a colheita, industrializem matérias-primas e vendam a produção de forma conjunta. Em regiões com pouca concorrência ou infraestrutura insuficiente, a cooperativa pode ser o principal canal de acesso a crédito, assistência técnica e mercado.

O segmento mantinha 10,7 mil profissionais de assistência técnica e extensão rural em 2025. São agrônomos, veterinários, técnicos agrícolas e outros profissionais que atendem os associados no planejamento das lavouras, na sanidade dos rebanhos e na gestão das propriedades.

Os ativos das cooperativas agropecuárias chegaram a R$ 340,1 bilhões, alta de 10,6%. O valor inclui armazéns, indústrias, máquinas, estoques, créditos e outros bens e direitos controlados pelas organizações.

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O crescimento patrimonial pode ampliar a capacidade de receber, processar e comercializar a produção. Ao mesmo tempo, exige capital para manter as estruturas em funcionamento, especialmente em um período de juros elevados.

No mercado externo, 140 cooperativas venderam aproximadamente R$ 96 bilhões em produtos em 2025. O volume representou 10,3% das vendas internacionais do agronegócio brasileiro.

Café, carnes de aves e suínos, farelo e óleo de soja ficaram entre os principais produtos comercializados. China, Japão, Estados Unidos, Alemanha e Países Baixos foram os maiores destinos.

A participação internacional, porém, está concentrada. Apenas dez cooperativas responderam por 67% do valor vendido ao exterior. O dado mostra que a maior parte das organizações ainda enfrenta dificuldades para alcançar outros países, seja por falta de escala, estrutura logística, certificações ou regularidade na oferta.

Para o produtor, o desempenho de uma cooperativa não deve ser avaliado apenas pelo faturamento. Preço pago pela produção, custo dos insumos, qualidade da assistência técnica, capacidade de armazenagem, nível de endividamento e sobras devolvidas ao associado são indicadores mais próximos do resultado efetivo dentro da propriedade.

Considerando todos os ramos, o cooperativismo brasileiro movimentou R$ 848,4 bilhões em 2025. O sistema reuniu 4.400 cooperativas, 29 milhões de associados e 613,4 mil empregados. O agro permaneceu como o principal responsável pelas receitas e pelos empregos.

Fonte: Pensar Agro

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