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Renovabio em Risco: Presidente da Be8 Alerta para Falta de Fiscalização e Necessidade de Mercado Externo

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O presidente da Be8 Energia, Erasmo Batistella, fez um alerta sobre a situação do Renovabio, programa de incentivo aos biocombustíveis no Brasil. Durante evento promovido pelo Bradesco BBI, realizado em São Paulo nesta quinta-feira (11/9), ele afirmou que a iniciativa corre sérios riscos.

“O Renovabio está na beira para se perder. Não está tendo fiscalização, não está tendo cumprimento das metas. É um programa muito bom, coloca o Brasil em outro patamar, mas está sob ataque”, declarou o executivo, ao criticar empresas que não seguem as regras estabelecidas.

Pressão por abertura do mercado externo

Batistella destacou que, para garantir o futuro do setor, é urgente avançar na criação de canais de exportação para os biocombustíveis brasileiros.

“Temos potencial como exportadores, mas quem está trabalhando hoje para criar esse mercado?”, questionou. O executivo ressaltou que, embora os investimentos em novas fábricas de etanol demonstrem confiança no mercado interno, a falta de espaço no comércio internacional limita o crescimento da indústria.

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Produção nacional pode enfrentar gargalos

Segundo Batistella, a expansão da capacidade produtiva pode pressionar as margens do setor caso a demanda permaneça restrita ao território nacional. Ele informou que a Be8 deve atender cerca de 20% da demanda de etanol do Rio Grande do Sul, utilizando trigo como matéria-prima.

Para ilustrar o desafio, o executivo comparou o setor de biocombustíveis com indústrias consolidadas como as de carne bovina e de frango, que, além de um mercado interno robusto, contam com estruturas sólidas de exportação.

Barreiras internacionais e papel do setor privado

Batistella apontou que entraves como tarifas de importação e a ausência de acordos bilaterais ainda dificultam a expansão internacional dos biocombustíveis. Ele elogiou o trabalho dos adidos comerciais do Ministério da Agricultura, mas reforçou que a mobilização do setor privado é essencial.

“É fundamental que as empresas e associações do setor participem ativamente desse processo”, enfatizou.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Custo de produção do leite sobe no Paraná com alta do milho e farelo de soja, aponta Deral

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O custo de produção da atividade leiteira voltou a subir no Paraná, pressionado principalmente pela alta dos insumos utilizados na nutrição do rebanho. A avaliação é do Deral, vinculado à Seab, em boletim conjuntural divulgado na última quinta-feira (30).

Segundo o relatório, o aumento dos custos tem reduzido o poder de compra do produtor de leite em relação a insumos estratégicos como milho e farelo de soja, elevando a pressão sobre a rentabilidade da atividade.

Relação de troca piora e encarece alimentação do rebanho

O Deral utiliza a relação de troca entre o litro de leite e a saca de milho como um dos principais indicadores de custo da produção. Em março de 2025, com o litro do leite cotado a R$ 2,81, eram necessários 27,7 litros para adquirir uma saca de milho, que estava em R$ 77,90.

No período mais recente analisado, essa relação piorou, passando para 29,4 litros por saca, evidenciando perda de poder de compra do produtor.

A pressão também é observada no farelo de soja, outro insumo essencial na alimentação animal. A relação de troca passou de 697 litros por tonelada em março de 2025 para 868 litros por tonelada atualmente, refletindo o aumento expressivo do custo nutricional da atividade.

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Nutrição animal segue como principal fator de custo

De acordo com o boletim, a alimentação do rebanho continua sendo o principal componente do custo de produção leiteira. Com a alta dos insumos, produtores enfrentam margens mais apertadas e maior necessidade de eficiência na gestão nutricional e produtiva.

O cenário reforça a sensibilidade da atividade às oscilações do mercado de grãos, especialmente milho e soja, que têm forte impacto direto na formação do custo do litro de leite.

Importações de lácteos aumentam e pressionam mercado interno

Além dos custos de produção, o mercado de lácteos também é impactado pelo aumento das importações. Segundo o Deral, o volume importado cresceu cerca de 26% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025.

Os queijos representam aproximadamente 40% desse total, indicando forte presença de produtos importados no consumo interno.

Leite em pó registra alta mesmo com restrições

O boletim também destaca o avanço das importações de leite em pó, mesmo após medidas adotadas para tentar conter a entrada do produto no país. Em março de 2026, as compras externas registraram aumento de 71% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

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Esse movimento amplia a concorrência no mercado interno e adiciona pressão sobre os preços pagos ao produtor, em um cenário já marcado por custos elevados de produção.

Setor leiteiro enfrenta desafio de equilíbrio entre custos e competitividade

Com insumos em alta e aumento das importações, a cadeia do leite enfrenta um ambiente de maior pressão competitiva. O desafio do setor passa a ser manter a viabilidade econômica da produção diante de margens mais estreitas e maior volatilidade de mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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