Paraná
Quase 70% das cidades do Paraná não tiveram homicídios no 1º quadrimestre de 2026
O Paraná chegou ao fim do primeiro quadrimestre de 2026 sem registro de homicídios em 263 cidades, o equivalente a 66% do Estado. Em outras 71 houve apenas uma ocorrência (18%). Os dados são do Centro de Análise, Pesquisa e Estatística (Cape) da Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp). Os dados reforçam números positivos já apontados no primeiro trimestre, que tinha 278 municípios sem nenhum registro desse crime.
E as cidades estão espalhadas em todas as regiões: Missal (Oeste), Colorado (Noroeste), Ortigueira e Teixeira Soares (Campos Gerais), Paraíso do Norte e Jataizinho (Norte), Quatro Barras (Região Metropolitana de Curitiba) e Dois Vizinhos e Palmas (Sudoeste).
Além disso, de maneira geral, o primeiro quadrimestre de 2026 manteve uma tendência de queda nos indicadores de homicídios. O número de ocorrências caiu quase 8% em relação ao mesmo período do ano passado, de 464 para 429. Na comparação com 2024, a queda é de 31%, e no comparativo com 2018 chega a 40% de redução no quadrimestre. É o menor da série histórica do relatório.
“Estamos trabalhando de forma inteligente e contínua. Nesta semana, por exemplo, desarticulamos uma grande organização criminosa com uma operação com mais de 30 prisões. Também trabalhamos em locais chaves e contra diversas modalidades criminosas. Mas com novos investimentos, bases na fronteira e novos equipamentos, estamos conseguindo atuar de maneira muito pontual para conter o avanço da criminalidade e do tráfico nas áreas urbana e rural”, afirma o secretário da Segurança Pública, Saulo Sanson.
Os crimes patrimoniais também caíram. O roubo diminuiu 22% na comparação dos primeiros quatro meses de 2026 com o mesmo período de 2025, de 5.270 ocorrências para 4.086. No comparativo dos primeiros quadrimestres entre 2024 e 2026 a queda é de 38%, e comparado com 2018 chega a 80%. Os furtos também seguem a tendência de queda, com redução de 6% na comparação do primeiro quadrimestre de 2026 com o de 2025, de 12% com 2024 e de 23% com relação a 2018.
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PARÂMETROS NACIONAIS – Os números mais atuais do Estado reforçam aumento da segurança que o Atlas da Violência, divulgados nesta terça-feira (26), também apontou. O relatório nacional, elaborado com base em dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, utiliza informações de 2024. Segundo o estudo, o Paraná registrou redução dos homicídios de 26,4% no recorte ampliado, entre 2014 e 2024, e de 0,9% na passagem de um ano para o outro, entre 2023 e 2024.
Um destaque é a taxa de homicídios por 100 mil habitantes, que ficou em 18,6 no Paraná, menor do que a média nacional, de 20,1. É uma das menores do Brasil e em queda regular desde 2016, quando era de 27,5, pico da série histórica. A atual taxa de homicídios é 31,4% menor em relação a 2014.
Fonte: Governo PR
Paraná
MPPR expede recomendação administrativa para conter atropelamento de animais silvestres em rodovias de Londrina e cobra medidas do Município e do DER-PR
O Ministério Público do Paraná, por meio da 20ª Promotoria de Justiça de Londrina, no Norte Central do estado, emitiu recomendação administrativa cobrando ações efetivas para cessar a mortandade de animais silvestres nas rodovias LA-003, conhecida como Mábio Gonçalves Palhano, e PR-538. Os trechos afetados margeiam o Parque Estadual Mata dos Godoy. O documento foi direcionado ao Município de Londrina, ao Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) e ao Instituto Água e Terra (IAT).
A medida é desdobramento de procedimento administrativo instaurado em 2022 pela Promotoria de Justiça. Um levantamento técnico apontou que, entre março de 2018 e janeiro de 2019, foram registrados 337 animais atropelados de 57 espécies diferentes naquelas vias e em outras rodovias da região. O estudo identificou seis pontos críticos de atropelamento, com medidas mitigatórias validadas pelo IAT.
Biodiversidade – A área é reconhecida pelo Ministério do Meio Ambiente como prioritária para a conservação da biodiversidade e abriga espécies ameaçadas de extinção. Entre os animais em risco, estão a anta, classificada como criticamente em perigo no estado do Paraná, e a onça-parda, classificada como vulnerável. Levantamentos recentes confirmaram a letalidade contínua nos trechos, com 18 animais atropelados entre novembro e dezembro de 2025, além da constatação de desgaste na sinalização existente em vistoria realizada em março de 2026.
Além do dano ambiental, os atropelamentos representam risco à segurança dos motoristas. Dados do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual registraram 258 acidentes por atropelamento de animais em 2019 e 283 ocorrências em 2020, resultando em vítimas fatais e feridas.
Medidas – Entre as solicitações feitas ao Município de Londrina, estão o reforço da sinalização, a implantação de mecanismos permanentes de redução de velocidade e a elaboração de projeto executivo para a construção de passagem segura de fauna sobre o Ribeirão Três Bocas. Ao DER-PR, foi recomendada a redução da velocidade máxima de 60 km/h para 40 km/h nos trechos que cruzam o núcleo do parque, a instalação de radares fixos eletrônicos e a implantação de passagens de fauna e cercas direcionadoras. Por sua vez, o IAT deverá fiscalizar o cumprimento das medidas e analisar os projetos apresentados em até 30 dias.
Os destinatários têm 30 dias para responder por escrito sobre o acatamento da recomendação e devem apresentar cronogramas que prevejam a conclusão das obras em prazo não superior a 12 meses. O descumprimento poderá levar à adoção de medidas judiciais, com responsabilização civil por dano ambiental.
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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