Agro
Qualidade da fibra se torna fator estratégico para rentabilidade do algodão
Com o plantio da safra de algodão 2025/26 na reta final e diante de estoques globais elevados, que pressionam os preços, a qualidade da fibra assume papel estratégico na cotonicultura.
Segundo Giovani Zimmermann, engenheiro agrônomo e desenvolvedor de mercado da Satis no Mato Grosso, “em um mercado cada vez mais exigente, o valor final do algodão deixa de ser definido apenas pela produtividade e passa a ser determinado, principalmente, pelo padrão de excelência”.
O padrão de qualidade influencia diretamente bonificações, descontos comerciais, contratos de venda e o nível de aceitação da pluma pela indústria têxtil, tornando o algodão de alta qualidade um diferencial competitivo para o produtor.
Manejo assertivo garante qualidade da fibra
A qualidade da fibra é reflexo de um manejo eficiente ao longo de todo o ciclo produtivo. O processo começa no preparo do solo, passa por nutrição equilibrada, controle de estresses e decisões no momento certo, até chegar à colheita.
Zimmermann destaca que, em um cenário de maior pressão econômica, priorizar a qualidade é investir em competitividade e sustentabilidade do sistema produtivo. “É isso que transforma manejo em valor e garante sustentabilidade ao sistema produtivo do algodão”, afirma.
Fases críticas do algodoeiro exigem atenção
O timing das intervenções durante o ciclo do algodoeiro é decisivo para a qualidade final da fibra. As fases de florescimento e enchimento das maçãs são extremamente sensíveis; qualquer estresse nesses períodos pode comprometer a produtividade e reduzir o valor comercial da produção.
Soluções tecnológicas reforçam o manejo e a qualidade
A Satis oferece ferramentas capazes de ajustar intervenções nas fases críticas da lavoura, reforçando o metabolismo da planta e garantindo uniformidade no enchimento das maçãs.
“As soluções Satis complementam o sistema em fases críticas, permitindo ajustes rápidos para reforçar o metabolismo da planta. Isso ajuda a manter a planta ativa, estabilidade fisiológica, teto produtivo e, principalmente, qualidade final da fibra”, explica Zimmermann.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Estado decreta emergência por risco de seca severa até o fim do ano
O governo do Acre decretou situação de emergência em todo o Estado em razão do risco de seca severa e da possibilidade de desabastecimento hídrico nos próximos meses. O Decreto nº 11.932, tem validade de 180 dias e autoriza a adoção de medidas emergenciais para minimizar os efeitos da estiagem em todo o estado.
A decisão foi baseada em estudos climáticos que apontam para o fortalecimento do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026. Segundo o governo, a previsão é de redução das chuvas, temperaturas acima da média e agravamento da seca entre agosto e novembro, período em que o Acre já registra baixos índices de precipitação.
De acordo com o decreto, o cenário pode provocar queda significativa no nível dos rios, escassez de água potável, dificuldades na navegação, isolamento de comunidades e prejuízos à agricultura, pecuária e pesca. O governo também alerta para o aumento do risco de queimadas e incêndios florestais durante o período.
A medida destaca ainda os impactos sobre povos indígenas, ribeirinhos e moradores da zona rural. As 36 terras indígenas, que abrigam 246 aldeias e 16 povos, podem enfrentar isolamento, dificuldades no abastecimento de alimentos e medicamentos, perdas na produção de subsistência e agravamento da insegurança alimentar. O decreto também cita a possibilidade de interrupção do transporte escolar em comunidades acessíveis apenas por via fluvial.
Com a publicação do decreto, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil ficará responsável por coordenar as ações de enfrentamento, em conjunto com órgãos estaduais, federais e prefeituras. Caberá ao órgão monitorar os níveis dos rios, as condições meteorológicas e os focos de calor, além de apoiar os municípios na elaboração de planos de contingência.
O governo também autorizou a realização de despesas emergenciais, como contratação de serviços, aquisição de insumos, instalação de abrigos e distribuição de água por carros-pipa nas localidades mais afetadas. As ações terão prioridade para comunidades indígenas, ribeirinhas e rurais, além de escolas e unidades de saúde.
Durante a vigência do decreto, também serão reforçadas as ações de prevenção e combate às queimadas, bem como campanhas de conscientização sobre o uso racional da água e os cuidados com a saúde em períodos de calor intenso e baixa umidade. O texto ainda autoriza agentes da Defesa Civil, em situações de risco iminente, a ingressar em imóveis para prestar socorro, determinar evacuações e requisitar temporariamente propriedades particulares, quando necessário, com garantia de indenização em caso de danos.
Com validade de seis meses, o decreto busca agilizar a mobilização de recursos e a adoção de medidas administrativas para reduzir os impactos da estiagem e garantir assistência às populações mais vulneráveis.
Fonte: Pensar Agro
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