Paraná
Proposta de aluna da rede vira lei e Paraná tem programa de orientação vocacional
Uma proposta idealizada por uma estudante da rede estadual de ensino se transformou em política pública no Paraná e passa a fortalecer o apoio aos jovens no momento da escolha profissional. A iniciativa foi apresentada pela aluna Rita Lesnhak, de 18 anos, do Colégio Estadual Padre Giuseppe Bugatti, em União da Vitória, no Sul do Estado, e resultou na criação da “Campanha Permanente Orienta Paraná”.
A campanha foi desenvolvida no âmbito do programa Geração Atitude, iniciativa da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) em parceria com o Ministério Público do Estado, com o foco em estimular o protagonismo juvenil e a formação cidadã entre estudantes do ensino médio da rede pública. O projeto contou com a orientação da professora Juliana Mayorca e resultou na criação da campanha voltada à orientação vocacional e ao planejamento de carreira dos estudantes.
Premiada em 2025 como destaque do projeto, a proposta foi encampada por deputados estaduais e sancionada pelo Governo do Estado, tornando-se a Lei nº 22.973, já em vigor, sancionada em 12 de fevereiro de 2026.
Para o secretário estadual da Educação, Roni Miranda, a nova lei reforça o compromisso do Paraná com a formação integral dos estudantes. “A Campanha Permanente Orienta Paraná tem como objetivo ampliar o acesso à orientação vocacional nas mais de 2 mil escolas estaduais do Paraná e ao planejamento de carreira para estudantes da rede estadual. Apoiando os jovens no processo de autoconhecimento, na identificação de aptidões e na construção de projetos de vida alinhados às oportunidades do mercado de trabalho”, afirma.
Entre as ações previstas estão oficinas, palestras, mentorias com profissionais, testes vocacionais gratuitos para alunos da rede pública, visitas técnicas e acesso a plataformas digitais com informações sobre carreiras e cursos. Além de orientar as escolhas profissionais, a iniciativa busca reduzir a evasão e a desistência precoce em cursos técnicos e de graduação. Atualmente o Paraná oferta mais de 45 cursos técnicos diferentes em cerca de 870 escolas estaduais, com mais de 50 mil alunos matriculados.
DESENVOLVIMENTO DO PROJETO – A proposta surgiu a partir de uma pesquisa feita em sala de aula com orientação da professora Juliana, sobre o percentual de alunos que ingressam no ensino superior apenas com o incentivo recebido durante o ensino médio. O grupo identificou assim a necessidade de ampliar o contato dos alunos com diferentes áreas profissionais e oportunidades de carreira.
Em uma pesquisa mais aprofundada, a professora notou que em sua maioria os pais e responsáveis pelos alunos do colégio não tinham ensino superior, o que foi mais um incentivo para que ela unisse um grupo de estudantes e colocasse o projeto em prática. “O foco é incentivar e orientar esses alunos para que eles rompam esse ciclo familiar. De repente, com esse projeto virando lei, essa realidade mude, principalmente a dos alunos mais carentes”, disse.
A aluna Rita foi escolhida para representar o grupo e apresentar a sugestão que, posteriormente, se transformou em lei no Paraná. A participação exigiu preparação e pesquisa, além de marcar um momento decisivo tanto para o projeto quanto para sua trajetória como estudante. “É muito gratificante saber que um projeto que começou dentro da nossa sala de aula foi reconhecido a ponto de se tornar lei estadual. Saber que uma iniciativa construída por estudantes agora pode auxiliar inúmeros jovens paranaenses é motivo de orgulho e também de muita responsabilidade”, afirmou.
Fonte: Governo PR
Paraná
BRDE amplia Fundo Verde com aporte de R$ 3,6 milhões para projetos no Paraná
O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) aprovou um novo aporte de R$ 3,6 milhões ao Fundo Verde e de Equidade para aplicação em projetos elegíveis no Paraná. A destinação tem como base o lucro líquido auferido pelo banco em 2025 e reforça a agenda de sustentabilidade da instituição, em uma iniciativa divulgada neste Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado nesta sexta-feira (5).
Nos três estados de atuação do BRDE — Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul — o novo aporte ao Fundo Verde e de Equidade soma R$ 10,82 milhões, respeitado o limite equivalente a 1,5% do lucro líquido do último exercício. Com a nova dotação, o volume acumulado destinado ao instrumento chega a quase R$ 40 milhões desde 2021.
O Fundo Verde e de Equidade é um instrumento operacional e financeiro criado pelo BRDE para apoiar, com recursos não reembolsáveis, projetos socioambientais e climáticos com potencial de impacto positivo. Os recursos podem ser aplicados em iniciativas voltadas à preservação ambiental, adaptação e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas, proteção da biodiversidade, economia circular, uso sustentável dos recursos naturais, inovação socioambiental, turismo sustentável e promoção da equidade. Cada projeto pode receber até R$ 200 mil.
Para o diretor-presidente do BRDE, Renê Garcia Junior, o novo aporte confirma o papel do banco como instituição de fomento comprometida com uma agenda de desenvolvimento de longo prazo. “O Fundo Verde traduz uma decisão estratégica do BRDE: reinvestir parte do resultado do banco em projetos capazes de gerar impacto ambiental, social e econômico. É uma forma concreta de transformar lucro em legado, apoiando iniciativas que ajudam a preparar o Paraná e toda a Região Sul para os desafios climáticos e para uma economia mais sustentável”, afirma.
No Paraná, os recursos serão aplicados em projetos elegíveis, conforme as regras e critérios de enquadramento do Fundo. A seleção considera a aderência das propostas aos objetivos socioambientais do instrumento, a relevância pública das iniciativas e a capacidade de gerar resultados mensuráveis para o território.
O diretor administrativo do BRDE, Heraldo Neves, destaca que a destinação reforça a governança do banco na aplicação de recursos próprios para finalidades de interesse público. “Ao vincular parte do lucro líquido ao Fundo Verde e de Equidade, o BRDE consolida uma política permanente de apoio a projetos que geram valor para a sociedade. São recursos não reembolsáveis, aplicados com critérios técnicos, transparência e foco em iniciativas capazes de deixar benefícios concretos para os territórios onde o banco atua”, diz.
O Fundo Verde integra um conjunto de ações voltadas à promoção de impacto socioambiental e climático positivo. O instrumento permite que o banco complemente sua atuação tradicional em financiamento com apoio direto a iniciativas de interesse coletivo, fortalecendo projetos inovadores nas áreas urbana, rural, ambiental, científica, tecnológica e de turismo sustentável.
BIOMAS – Em função da localização geográfica dos três estados do Sul, a atuação do BRDE contribui para a promoção da sustentabilidade em dois dos principais biomas brasileiros presentes na região: o Pampa e a Mata Atlântica. As iniciativas apoiadas podem dialogar com temas como conservação de áreas naturais, restauração ecológica, uso sustentável da biodiversidade, fortalecimento de cadeias produtivas de baixo impacto e valorização de territórios com vocação ambiental e turística.
Para o superintendente do BRDE no Paraná, Paulo Starke, o novo aporte amplia a capacidade do banco de apoiar soluções alinhadas às necessidades ambientais e produtivas do Estado. “Essa atuação se soma a outras iniciativas pioneiras, como o instrumento de créditos de biodiversidade desenvolvido no Estado, em diálogo com a metodologia LIFE, que busca dar valor econômico à conservação e criar novas formas de financiamento para a proteção da natureza”, frisa.
CRÉDITOS – O projeto de créditos de biodiversidade, desenvolvido em parceria com o Governo do Estado e conectado à metodologia LIFE, busca reconhecer financeiramente ações de conservação ambiental, especialmente em áreas como Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), por meio de créditos certificados e rastreáveis.
Fonte: Governo PR
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