Paraná
Promotoria de Justiça de Londrina acompanha intervenção judicial em entidade investigada por suspeita de desvio de recursos e maus-tratos a animais
Em Londrina, no Norte Central do estado, o Ministério Público do Paraná, a partir da 20ª Promotoria de Justiça, tem atuado na fiscalização dos trabalhos de intervenção judicial na Associação Defensora dos Animais (ADA), entidade investigada por suspeita de desvio de doações e recursos públicos e maus-tratos a animais. A partir de liminar obtida em ação civil pública, foi atribuída à Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) o papel de interventora. A entidade abrigava aproximadamente 700 animais, entre cães e gatos, que agora estão em processo de transferência para novos abrigos e cuidados médico-veterinários.
Entre as atividades que estão sob monitoramento da 20ª Promotoria de Justiça, está a transferência dos animais para um novo abrigo e para o recebimento de atenção de saúde especializada, uma vez que muitos foram encontrados em condições precárias. Neste sentido, recente decisão judicial determinou que a ex-presidente da entidade sob investigação não se aproxime dos animais que estão sendo transferidos a uma nova sede, bem como não intervenha no processo de transferência dos mesmos. Tal decisão foi motivada por ter sido demonstrado pela Promotoria de Justiça no curso do processo judicial que a ex-gestora vinha atuando para dificultar os trabalhos atualmente conduzidos pela interventora.
A liminar que determinou a intervenção judicial na entidade foi obtida pelo MPPR no dia 22 de abril deste ano, a partir de ação civil pública ajuizada pela 20 Promotoria de Justiça de Londrina.
Processo 0021985-88.2025.8.16.0014
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[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
Paraná
Ministério Público do Paraná emite recomendação administrativa ao Município de Arapongas para regularização de cessão de túmulos no Cemitério Municipal
O Ministério Público do Paraná expediu recomendação administrativa ao prefeito do município de Arapongas, no Norte Central do estado, para que sejam adotadas providências para sanar irregularidades identificadas na concessão e transferência de terrenos no Cemitério Municipal. A medida administrativa, encaminhada no dia 15 de setembro último pela 1ª Promotoria de Justiça de Arapongas, decorre de apuração conduzida no âmbito de inquérito civil, que ainda está em trâmite, sobre um possível esquema de comercialização clandestina e transferências irregulares de titularidade de túmulos.
Áudio da promotora de Justiça Flávia Simon Fagundes dos Santos
As investigações apontam até o momento que as transferências de titularidade dos terrenos estariam sendo feitas em desacordo com a legislação municipal. Por se tratar de bens públicos de uso especial, os terrenos em cemitérios municipais possuem regras específicas de concessão e a legislação municipal (Decreto Municipal 338/04) proíbe expressamente a negociação comercial de jazigos entre terceiros, admitindo a transferência apenas entre parentes consanguíneos ou afins até o terceiro grau e mediante prévia autorização administrativa. Nos casos de desinteresse na manutenção do espaço, o imóvel deve retornar ao município.
Possíveis crimes – Ao emitir a recomendação, a Promotoria de Justiça sustenta que ficou demonstrado “o descumprimento contumaz da legislação municipal, com a reiterada validação administrativa de transferências fundadas em meras declarações de parentesco, sem a devida conferência documental, viabilizando a apropriação e negociação privada do espaço público”. Além disso, teria sido revelado, ainda, um possível modus operandi que consiste na participação direta de servidores públicos nas negociações, mediante fraude documental e laudos forjados de abandono de sepulturas, inclusive com captação de vantagem financeira indevida depositada em contas de intermediários. Os fatos também são objeto de apuração de um inquérito policial em trâmite na Divisão Estadual de Combate à Corrupção (Deccor).
Correções – Como medidas a serem adotadas para que sejam corrigidas as ilegalidades, a Promotoria de Justiça aponta que deve ser cessado, imediatamente, toda e qualquer autorização ou validação de transferência de terrenos sem a comprovação documental de parentesco até o 3º grau. Além disso, é recomendada a instituição, em até 30 dias, de um novo fluxo administrativo de controle rigoroso dos pedidos de transferência, que deverá ser realizada por servidores efetivos e estáveis diversos daqueles atualmente lotados na administração direta do Cemitério Municipal, garantindo a divisão de funções e a transparência do processo.
Foi concedido prazo de 15 dias para a Administração Municipal informar ao Ministério Público sobre o acatamento da recomendação administrativa e as providências adotadas, podendo o não atendimento resultar na adoção de eventuais medidas judiciais, como a proposição de ação civil pública para responsabilização dos gestores envolvidos.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
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(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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