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Projeto Caixa D’Água Boa chega à 8ª fase e vai beneficiar famílias de 114 cidades

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A Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social e Família (Sedef), está executando a 8ª fase do Projeto Caixa D’Água Boa. A iniciativa visa contribuir com a saúde e a qualidade de vida de famílias em situação de vulnerabilidade social, fornecendo materiais e recursos financeiros para a instalação de reservatórios domiciliares de água. Desde sua criação, em 2017, o programa já recebeu R$ 46 milhões e beneficiou 15 mil famílias.

Nesta 8ª fase do Caixa D’Água Boa, a Sanepar coordenará a entrega de 3.006 kits de reservatórios para famílias de 114 cidades do Paraná. Os municípios com os maiores números de beneficiados nessa fase são Maringá (200), Cambé (120), Arapongas (80), Paranavaí (80) e Amaporã (47). Neste momento, as equipes da Sanepar estão promovendo reuniões comunitárias para orientar as famílias que receberão os kits. As instalações devem começar ainda este ano, entre novembro e dezembro.

Segundo o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, o Caixa D’Água Boa nasceu de um levantamento da própria Sanepar que identificou uma deficiência no sistema domiciliar. “Uma em cada cinco residências no Paraná não possui caixa-d’água. Essa falta é ainda mais acentuada entre as famílias com baixa renda, chegando a 30%. A Sanepar, juntamente com o Governo do Estado, criou o Programa para minimizar essa carência”, diz.

“É inigualável a diferença que faz uma caixa d’água na vida das famílias, principalmente nas que vivem nos locais mais distantes das grandes cidades. Esse projeto promove emancipação aos paranaenses mais vulneráveis”, afirma o secretário do Desenvolvimento Social e Família, Rogério Carboni.

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O engenheiro civil Reginaldo Prybecz, responsável pelo programa na Sanepar, reforça a importância do equipamento. “As normativas da Associação Brasileira de Normas Técnicas, a ABNT, recomendam que as famílias tenham uma caixa-d’água com um volume adequado para suportar um período de interrupção de abastecimento de até 24 horas”, explica. Para as famílias de baixa renda, a ausência de um reservatório domiciliar de água impacta ainda mais diretamente a rotina.

As famílias beneficiadas são selecionadas e acompanhadas pelos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) ou por órgãos responsáveis pela promoção de habitação popular nos municípios. Podem ser beneficiadas famílias que estão cadastradas em programas sociais, com renda de meio salário mínimo por pessoa, sem caixa-d’água instalada no imóvel e em cidade atendida pela Sanepar.

Por meio de convênio, a Sanepar fica responsável por fornecer um reservatório com capacidade para armazenar 500 litros de água, pilares de sustentação em madeira tratada e peças de montagem, enquanto as prefeituras são responsáveis pela seleção das famílias, armazenamento e entrega dos kits.

Além de fornecer os kits completos, a Sanepar faz reuniões comunitárias com as famílias selecionadas para orientar sobre a instalação correta e segura do reservatório. As famílias também recebem uma ajuda financeira de R$ 1 mil da Sedef, a fim de custear a instalação do equipamento. A família tem 60 dias para realizar o serviço após o recebimento do auxílio. Após esse período, as equipes da Sanepar e da prefeitura voltam ao imóvel para atestar a regularidade.

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A costureira Derli Aparecida Ribeiro mora há 30 anos no Parque da Fonte, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Ela conta que nunca teve caixa-d’água e que nos últimos anos sentia insegurança pela falta do reservatório. “Como agora eu cuido dos meus três netos, preciso garantir água para fazer comida, dar banho nas crianças, lavar roupas e sem a caixa-d’água ficava difícil”, afirma.

Derli foi contemplada em novembro do ano passado, na fase anterior do programa. Ela já era cadastrada em outros benefícios sociais do Governo e conta que soube do programa Caixa d’Água Boa pelo CRAS do município. A costureira participou dos treinamentos, recebeu o kit e a ajuda financeira para a instalação. “Sem essa ajuda, não teríamos condição de comprar. E depois da instalação da caixa-d’água nunca mais eu fiquei sem água”, diz.

RECONHECIMENTO NACIONAL – O impacto positivo da iniciativa já foi reconhecido em todo o Brasil. Em 2021, o Caixa D’Água Boa recebeu o Prêmio ODS na categoria Setor Público, concedido pelo Sesi a projetos alinhados aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.

Fonte: Governo PR

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Paraná

MPPR expede recomendação administrativa para conter atropelamento de animais silvestres em rodovias de Londrina e cobra medidas do Município e do DER-PR

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O Ministério Público do Paraná, por meio da 20ª Promotoria de Justiça de Londrina, no Norte Central do estado, emitiu recomendação administrativa cobrando ações efetivas para cessar a mortandade de animais silvestres nas rodovias LA-003, conhecida como Mábio Gonçalves Palhano, e PR-538. Os trechos afetados margeiam o Parque Estadual Mata dos Godoy. O documento foi direcionado ao Município de Londrina, ao Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) e ao Instituto Água e Terra (IAT).

A medida é desdobramento de procedimento administrativo instaurado em 2022 pela Promotoria de Justiça. Um levantamento técnico apontou que, entre março de 2018 e janeiro de 2019, foram registrados 337 animais atropelados de 57 espécies diferentes naquelas vias e em outras rodovias da região. O estudo identificou seis pontos críticos de atropelamento, com medidas mitigatórias validadas pelo IAT.

Biodiversidade – A área é reconhecida pelo Ministério do Meio Ambiente como prioritária para a conservação da biodiversidade e abriga espécies ameaçadas de extinção. Entre os animais em risco, estão a anta, classificada como criticamente em perigo no estado do Paraná, e a onça-parda, classificada como vulnerável. Levantamentos recentes confirmaram a letalidade contínua nos trechos, com 18 animais atropelados entre novembro e dezembro de 2025, além da constatação de desgaste na sinalização existente em vistoria realizada em março de 2026.

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Além do dano ambiental, os atropelamentos representam risco à segurança dos motoristas. Dados do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual registraram 258 acidentes por atropelamento de animais em 2019 e 283 ocorrências em 2020, resultando em vítimas fatais e feridas.

Medidas – Entre as solicitações feitas ao Município de Londrina, estão o reforço da sinalização, a implantação de mecanismos permanentes de redução de velocidade e a elaboração de projeto executivo para a construção de passagem segura de fauna sobre o Ribeirão Três Bocas. Ao DER-PR, foi recomendada a redução da velocidade máxima de 60 km/h para 40 km/h nos trechos que cruzam o núcleo do parque, a instalação de radares fixos eletrônicos e a implantação de passagens de fauna e cercas direcionadoras. Por sua vez, o IAT deverá fiscalizar o cumprimento das medidas e analisar os projetos apresentados em até 30 dias.

Os destinatários têm 30 dias para responder por escrito sobre o acatamento da recomendação e devem apresentar cronogramas que prevejam a conclusão das obras em prazo não superior a 12 meses. O descumprimento poderá levar à adoção de medidas judiciais, com responsabilização civil por dano ambiental.

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Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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