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Projeto brasileiro de pecuária é destaque no Paraguai ao unir genética de fêmeas e nutrição de alta performance

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O Brasil apresentou um modelo inovador de produção pecuária durante a Feicorte Paraguai, realizada em Assunção, destacando a importância da seleção genética de fêmeas aliada à nutrição adequada para elevar a produtividade no campo.

O projeto, desenvolvido pela Agropecuária Maragogipe, de Itaquiraí (MS), foi apresentado a produtores da América Latina como uma referência em eficiência produtiva e qualidade de carne.

Seleção de fêmeas é base do sistema produtivo

Segundo o zootecnista Lucas Marques, o diferencial do modelo está no foco nas matrizes.

A seleção genética é baseada em fêmeas Nelore CEIP vinculadas ao programa DeltaGen, que prioriza animais com alta precocidade, fertilidade e capacidade produtiva. O objetivo é antecipar o ciclo produtivo, com fêmeas que emprenham mais cedo e geram animais prontos para o abate em menor tempo.

O programa trabalha com uma base de aproximadamente 100 mil matrizes distribuídas entre Brasil e Colômbia, ampliando a confiabilidade dos dados genéticos.

Melhoramento genético eleva produtividade ao longo dos anos

Os resultados obtidos pela Maragogipe evidenciam a evolução do rebanho ao longo do tempo.

Entre 2000 e 2002, apenas 6,77% das fêmeas estavam classificadas entre os melhores índices genéticos (Deca 1, 2 ou 3). Dez anos depois, esse percentual subiu para 43,82%. Já entre 2021 e 2023, atingiu 83,48%.

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Além disso, fêmeas com biotipo precoce apresentam até 33% mais chances de prenhez antecipada, o que contribui diretamente para ciclos produtivos mais curtos e maior rentabilidade.

Nutrição e manejo são essenciais para desempenho

O desempenho produtivo não depende apenas da genética. A nutrição adequada é fundamental para que os animais expressem todo seu potencial.

No Brasil Central, a variação climática exige ajustes constantes na dieta, com estratégias diferentes para períodos de seca e de águas. Esse manejo nutricional é apontado como um dos pilares para os resultados alcançados pela propriedade.

Tecnologia aprimora seleção com foco em carne premium

Entre as inovações apresentadas está o projeto Maragogipe Prime, que utiliza ultrassonografia de carcaça para avaliar machos e fêmeas Nelore CEIP.

A tecnologia permite mensurar características como:

  • Área de Olho de Lombo (AOL)
  • Marmoreio
  • Espessura de Gordura Subcutânea (EGS)

Esses indicadores possuem alta herdabilidade e são determinantes para a produção de carne de qualidade superior, contribuindo para a seleção de animais com maior valor agregado.

Produção de genética e reprodutores ganha destaque

A Maragogipe também se destaca na produção de touros de alto valor genético. A fazenda possui mais de 76 reprodutores contratados por centrais de inseminação.

Entre os destaques está o reprodutor Caxambu, reconhecido no mercado pela alta comercialização de sêmen Nelore CEIP.

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Sistema integrado garante eficiência e escala

Fundada em 1973, a propriedade opera com ciclo completo — cria, recria e engorda — em uma área de 13,5 mil hectares.

O rebanho ultrapassa 20 mil animais, com abate anual de aproximadamente 17 mil cabeças em sistema de confinamento. Além da pecuária, a fazenda também desenvolve produção agrícola voltada tanto para alimentação do rebanho quanto para comercialização.

Reconhecimento no mercado reforça qualidade do sistema

A Agropecuária Maragogipe acumula conquistas relevantes no setor. A propriedade foi 11 vezes vencedora do Concurso de Carcaça da Associação Brasileira de Angus, em Bataguassu (MS).

Em 2025, conquistou ainda o primeiro lugar na disputa de carcaças do Nelore, sendo reconhecida como a melhor carcaça do Brasil e do Mercosul.

Pecuária brasileira ganha projeção internacional

A apresentação do projeto no Paraguai reforça o protagonismo da pecuária brasileira no cenário internacional, especialmente no uso de tecnologia, genética e gestão de dados.

O modelo evidencia que a combinação entre seleção de fêmeas, nutrição eficiente e inovação tecnológica pode impulsionar a produtividade e consolidar sistemas mais rentáveis e sustentáveis na pecuária moderna.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Congresso reúne cadeia do algodão após safra recorde de 4,14 milhões de toneladas

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O Brasil chega ao 15º Congresso Brasileiro do Algodão com a maior produção de pluma de sua história e posição de liderança no comércio mundial. Entre os dias 22 e 24 de setembro, produtores, pesquisadores, consultores, exportadores e representantes da indústria estarão reunidos no Expominas, em Belo Horizonte, para discutir como transformar esse crescimento em rentabilidade, qualidade e novos mercados.

A Companhia Nacional de Abastecimento estima que a safra 2025/26 alcance 4,14 milhões de toneladas de pluma, alta de 1,5% sobre o ciclo anterior. O recorde foi obtido mesmo com redução de 3,2% na área cultivada, resultado do aumento de 4,9% na produtividade média das lavouras.

Os números mostram que a cotonicultura conseguiu produzir mais em uma área menor, mas o avanço físico não elimina os desafios econômicos. Custos elevados, preços internacionais pressionados, necessidade de controle fitossanitário, qualidade da fibra, logística e exigências de rastreabilidade continuam influenciando a margem dos produtores.

É nesse ambiente que o congresso deverá concentrar as discussões. A programação inclui manejo de pragas e doenças, biotecnologia, melhoramento genético, fertilidade do solo, agricultura de precisão, inteligência artificial, colheita, beneficiamento, qualidade da pluma e destruição da soqueira.

Também serão debatidos cenários de mercado, sustentabilidade, demanda da indústria têxtil e estratégias para ampliar a presença brasileira no exterior. A programação foi organizada em plenárias técnicas, painéis estratégicos, núcleos temáticos, minicursos e atividades práticas.

O evento ocorre em um momento no qual o Brasil precisa preservar a competitividade conquistada. O país ampliou a produção, profissionalizou a classificação da fibra e avançou na rastreabilidade, fatores que ajudaram o algodão brasileiro a ganhar espaço entre compradores internacionais.

O desempenho das exportações também aumentou a responsabilidade do setor. O produto precisa chegar ao mercado externo com regularidade, qualidade homogênea e documentação capaz de comprovar sua origem e as práticas empregadas na produção.

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Para o produtor, isso significa que produtividade já não é o único indicador relevante. Comprimento, resistência, uniformidade, índice de fibras curtas, contaminação e condições de beneficiamento podem interferir no preço obtido e na aceitação dos lotes pela indústria.

O manejo fitossanitário será outro ponto importante. O algodão possui ciclo longo e exige acompanhamento constante contra pragas como o bicudo-do-algodoeiro, a mosca-branca, lagartas e percevejos. Falhas no controle dentro de uma propriedade podem elevar a pressão sobre áreas vizinhas e aumentar o custo de toda a região produtora.

A destruição correta da soqueira e das plantas voluntárias reduz a disponibilidade de alimento e abrigo para o bicudo durante a entressafra. O cumprimento do vazio sanitário, associado ao monitoramento das lavouras e ao uso racional de defensivos, é considerado essencial para evitar o crescimento das populações resistentes.

Os debates sobre nematoides, doenças e plantas daninhas também ganham importância diante da sucessão entre soja, milho e algodão. Sem diagnóstico adequado, o produtor pode repetir culturas hospedeiras, aumentar a população de organismos presentes no solo e enfrentar perdas nas safras seguintes.

Na área de tecnologia, o congresso deverá apresentar aplicações de sensores, imagens, máquinas conectadas, inteligência artificial e sistemas de agricultura de precisão. Essas ferramentas podem melhorar a distribuição de sementes e fertilizantes, orientar aplicações localizadas e identificar falhas antes que elas comprometam parcelas maiores da lavoura.

O desafio é fazer com que a inovação produza retorno econômico. Em períodos de margem apertada, a adoção de uma tecnologia precisa considerar o custo por hectare, a capacidade da equipe, a compatibilidade entre equipamentos e o ganho efetivo de produtividade ou eficiência.

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A programação científica contempla pesquisas em produção vegetal, nutrição, fisiologia, agricultura digital, controle de pragas, fitopatologia, nematologia, melhoramento genético, biotecnologia, colheita, beneficiamento e qualidade da fibra. Os trabalhos serão apresentados em formato digital, com espaço para reconhecimento de pesquisas desenvolvidas por estudantes, professores e profissionais do setor.

O encontro também aproxima o campo da indústria têxtil. Essa integração permite que o produtor compreenda quais características são valorizadas na fabricação de fios e tecidos e ajuda a indústria a acompanhar as condições enfrentadas nas lavouras.

O tema desta edição será “Algodão brasileiro: fibra natural. Uma jornada com propósito, qualidade e transparência”. A proposta está relacionada à necessidade de diferenciar o produto brasileiro em um mercado no qual fibras naturais disputam espaço com materiais sintéticos e compradores cobram informações sobre origem, impactos ambientais e condições de produção.

Realizado a cada dois anos pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão, o congresso tornou-se o principal encontro técnico e comercial da cotonicultura nacional. A edição anterior, realizada em Fortaleza, reuniu mais de 4,2 mil participantes de 20 países, 114 palestrantes, 62 patrocinadores e 288 trabalhos científicos.

Ao reunir pesquisa, produção, beneficiamento, exportação e indústria, o encontro em Belo Horizonte deverá mostrar que o próximo avanço da cotonicultura dependerá menos da simples expansão da área e mais da capacidade de produzir com eficiência, controlar custos, preservar a qualidade e atender às exigências dos compradores.

O 15º Congresso Brasileiro do Algodão será realizado de 22 a 24 de setembro, no Expominas, localizado na Avenida Amazonas, 6.200, no bairro Gameleira, em Belo Horizonte. A programação completa e as inscrições estão disponíveis no site oficial do evento.

Fonte: Pensar Agro

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