Paraná
Programa Vocações Regionais Sustentáveis pode virar novo curso técnico na rede estadual
A matriz curricular do Ensino Médio no Paraná pode contar com um novo curso técnico: Negócios Sustentáveis. O curso passará a ser ofertado em 2024, inicialmente na região litorânea do Estado, e tem o objetivo de capacitar os alunos para gestão e empreendedorismo sustentável.
A nova proposta de curso integrado ao Ensino Médio é fruto de parceria entre a Secretaria de Estado da Educação e a Invest Paraná – agência de promoção de investimentos ligada à Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços – através do programa Vocações Regionais Sustentáveis (VRS).
Nesta terça-feira (1), profissionais da educação, turismo e negócios, se reuniram na sede do BRDE durante o evento “Educação e Sustentabilidade: Capacitando profissionais para o futuro do Paraná”, para compor a Comissão Técnica Setorial que formulará a nova matriz curricular. O evento segue até quinta-feira (3).
O presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin, avalia que a qualificação é imprescindível ao desenvolvimento dos pequenos municípios. “A gente precisa dar mais capacitação, treinar mais as pessoas. A gente não pode ter medo de mostrar para os nossos empreendedores que ganhar dinheiro não é feio, é bom, é importante e que isso pode ser feito com sustentabilidade”, afirmou.
O curso deve ser uma inovação no ensino, pois atualmente não há no catálogo nacional de cursos técnicos nenhum curso similar que trate de negócios sustentáveis.
A chefe do Departamento de Educação Profissional, Daiane Pereira Fraile, destaca a preocupação da Seed em ofertar cursos técnicos com assertividade e a importância da parceria com a Invest Paraná, que já atua na promoção das vocações regionais e do empreendedorismo. “Nós unimos três eixos: gestão em negócios, recursos naturais e turismo para fazer uma construção que será coletiva e de parceria, unindo o setor produtivo, a educação e demais interessados nessa oferta”, afirmou.
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VRS – O Programa Vocações Regionais Sustentáveis valoriza as qualidades econômicas de cada região do Estado, inserindo valor comercial à produção de pequenos empreendedores, sem deixar de lado processos tradicionais e até históricos de como os produtos são feitos. Entre as ações, está a criação de marcas regionais para conquistar mercado, ressaltando questões como regionalidade e sustentabilidade, o que agrega mais valor à produção.
Atualmente, o programa VRS atua no Litoral, com produtos de banana, palmito pupunha, açaí juçara, frutas sazonais e turismo; na região Centro-Sul, com erva mate e pinhão; e no entorno da futura Represa do Miringuava, em São José dos Pinhais, na Grande Curitiba, na produção agrícola local. Também está em fase de implantação no Vale do Ribeira, área que é grande produtora de tangerina e com grande potencial turístico.
Fonte: Governo PR
Paraná
Porto de Paranaguá concentra 70% das exportações brasileiras de óleo de soja no 1º trimestre
O Porto de Paranaguá movimentou 70% das exportações brasileiras de óleo de soja entre janeiro e março de 2026, de acordo com o Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior, divulgados pela Portos do Paraná nesta terça-feira (21). No período, o porto paranaense embarcou 386,3 mil toneladas do produto. .
Segundo o centro de estatísticas da Portos do Paraná, o volume representa um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 280 mil toneladas. Os principais mercados compradores estão concentrados na Ásia e na África.
Somente no mês de março, a participação de Paranaguá nas exportações nacionais de óleo de soja atingiu 75,3%, com 135 mil toneladas embarcadas.
GRANÉIS SÓLIDOS – Em volume, a soja em grão foi a commodity que mais cresceu em movimentação nos portos paranaenses no primeiro trimestre de 2026. Foram 4,6 milhões de toneladas exportadas, segundo dados da Autoridade Portuária e do Comex Stat, o que representa uma em cada cinco toneladas das exportações brasileiras do produto.
O volume embarcado de soja em grão registrou crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,1 milhões de toneladas.
“O nosso controle de qualidade e toda a dinâmica operacional garantem o reconhecimento internacional e a busca constante do mercado pelos portos paranaenses”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
Com o envio de 1,3 milhão de toneladas, o farelo de soja também se destacou nas exportações do trimestre, representando 25,6% do volume nacional — o segundo maior do país, mesmo com uma ligeira queda se comparado com o mesmo período de 2025.
Somente em março, foram embarcadas 700 mil toneladas, principalmente para a Ásia e a Europa, volume equivalente a mais de 30% das exportações brasileiras.
IMPACTOS – No acumulado até março, os portos paranaenses movimentaram 16,7 milhões de toneladas, volume 3,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.
Entre os fatores que influenciaram o resultado está a redução nas exportações de açúcar, impactadas pela queda nos preços internacionais e pelo aumento dos estoques globais.
A exportação de milho também apresenta retração, já que parte da produção tem sido direcionada ao mercado interno para a fabricação de etanol, combustível alternativo ao petróleo. Esse movimento está relacionado ao cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre Estados Unidos e Irã.
Essas condições internacionais também começam a impactar a importação de fertilizantes. O Paraná é a principal porta de entrada desses insumos no Brasil. No primeiro trimestre do ano passado, foram importadas 2,7 milhões de toneladas, enquanto, no mesmo período de 2026, o volume caiu para 2,2 milhões de toneladas.
Por outro lado, a importação de malte registrou alta de 227%, enquanto a cevada cresceu 10%. Já os derivados de petróleo apresentaram aumento de 9% nas importações em relação a 2025.
Fonte: Governo PR
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