Agro
Programa de Aquisição de Alimentos Indígena atinge R$ 1 milhão em repasses no Rio Grande do Sul
O Governo do Estado do Rio Grande do Sul, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), alcançou um marco histórico com o Programa de Aquisição de Alimentos na modalidade Indígena (PAA Indígena), que atingiu R$ 1 milhão em repasses. A ação consolida o programa como uma ferramenta fundamental para o combate à fome e o fortalecimento da agricultura familiar indígena nas aldeias gaúchas.
PAA Indígena beneficia mais de 500 produtores e 49 municípios
Atualmente, o programa está presente em 49 municípios do Estado, beneficiando 529 produtores, entre agricultores familiares e indígenas. Os alimentos adquiridos da produção local foram distribuídos a 53 entidades, reforçando a capilaridade e a relevância da iniciativa para as comunidades atendidas.
O secretário de Desenvolvimento Rural, Gustavo Paim, destacou que o diferencial do programa está na logística e no respeito à cultura alimentar tradicional.
“Ao priorizar a compra local e a distribuição dentro das próprias terras indígenas, o PAA Indígena reduz deslocamentos, fortalece circuitos curtos de produção e consumo e garante alimentos de qualidade que fazem parte da tradição dessas comunidades”, afirmou Paim.
Alimentação saudável e valorização da cultura indígena
Para o líder Kaigang Celoir Kame Carvalho, da Terra Indígena Re Kuju, localizada em Campo do Meio, município de Gentil (RS), o programa tem sido essencial para garantir alimentação saudável e de qualidade a mais de 40 famílias.
“O PAA mostrou ser uma iniciativa que respeita as especificidades das comunidades indígenas e inclui os povos na construção do processo. Além de garantir alimentos típicos da nossa culinária, fortalece a cultura e os costumes do nosso povo”, destacou Carvalho.
Ele também agradeceu o empenho de todos os níveis de governo envolvidos, ressaltando o impacto positivo da ação na autonomia alimentar e cultural das aldeias.
Produção familiar e segurança alimentar nas aldeias
O diretor do Departamento de Desenvolvimento Agrário, Pesqueiro, Aquícola, Indígenas e Quilombolas (Ddapa), Roberto Kraid Pereira, explicou que o foco do programa é atender comunidades em situação de insegurança alimentar e nutricional.
Segundo ele, os alimentos são comprados diretamente da produção indígena e distribuídos prioritariamente nas próprias comunidades, promovendo renda, inclusão e diversificação alimentar.
“O PAA Indígena transforma a produção de autoconsumo em geração de renda, ao mesmo tempo em que melhora a dieta das famílias com hortaliças, frutas e sementes tradicionais como milho, mandioca e feijão, garantindo cidadania alimentar”, ressaltou Pereira.
Parceria entre Estado e Governo Federal amplia alcance da iniciativa
O PAA Indígena é resultado de uma parceria entre o Governo do Estado e o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). O acordo, publicado no Diário Oficial do Estado em junho de 2025, prevê um investimento total de R$ 2 milhões, conforme a Portaria nº 78/2025.
Os recursos permitem que os municípios atendam exclusivamente comunidades indígenas por meio da modalidade Compra com Doação Simultânea, reforçando o compromisso com o desenvolvimento sustentável e a soberania alimentar dos povos originários.
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Carambeí sedia a IX Conferência Brasileira de Pós-Colheita 2026 com foco em inovação e armazenagem de grãos
A cidade de Carambeí, nos Campos Gerais do Paraná, será palco de um dos principais encontros técnicos do agronegócio brasileiro. A IX Conferência Brasileira de Pós-Colheita (CBP 2026) acontece entre os dias 12 e 14 de agosto de 2026, reunindo especialistas, produtores, pesquisadores e empresas do setor.
O evento será realizado em conjunto com o XIII Simpósio Paranaense de Pós-Colheita de Grãos, no Pavilhão Frísia, localizado no Parque Histórico de Carambeí.
Pós-colheita de grãos ganha destaque como etapa estratégica do agronegócio
Organizada pela Associação Brasileira de Pós-Colheita, a conferência tem como objetivo debater os principais desafios e avanços na preservação da qualidade dos grãos após a colheita — etapa considerada decisiva para a segurança alimentar e para a rentabilidade do agronegócio.
Segundo a entidade, a expectativa é reunir cerca de 600 participantes durante os três dias de programação.
O presidente da ABRAPOS, José Ronaldo Quirino, destaca que o evento reflete a evolução do setor no país e a importância da continuidade de debates técnicos sobre armazenagem e conservação de grãos.
Programação técnica aborda armazenagem, secagem e controle de pragas
A IX CBP 2026 contará com uma programação composta por palestras técnicas, apresentações científicas e exposição de tecnologias voltadas à cadeia de pós-colheita.
Entre os principais temas em debate estão:
- Sistemas modernos de armazenagem de grãos
- Tecnologias de secagem e conservação
- Controle de pragas e qualidade pós-colheita
- Redução de perdas no armazenamento
- Inovações aplicadas à logística de grãos
O evento também contará com expositores apresentando soluções tecnológicas aplicadas ao setor armazenador.
Inovação e redução de perdas são foco central do evento
A ABRAPOS reforça que a conferência está alinhada à sua missão de reduzir perdas de grãos durante e após a colheita, contribuindo para ganhos de eficiência em toda a cadeia produtiva.
A programação técnica também deve trazer atualizações científicas e discussões sobre desafios estruturais da armazenagem no Brasil, além de experiências práticas do setor.
Inscrições já estão abertas para participantes e trabalhos técnicos
As inscrições para participação na conferência e para submissão de trabalhos técnicos já estão abertas e podem ser feitas pelo portal oficial do evento.
Além do conteúdo técnico, os participantes terão acesso à infraestrutura local e poderão conhecer Carambeí, município com forte influência da colonização holandesa e destaque na produção leiteira e de grãos na região dos Campos Gerais.
Carambeí reforça papel como polo de conhecimento do agro
Com a realização da CBP 2026, Carambeí se consolida como um importante ponto de encontro para debates sobre tecnologia, inovação e eficiência na pós-colheita de grãos, fortalecendo a integração entre pesquisa, cooperativismo e produção agrícola no Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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