Connect with us


Paraná

Programa da Polícia Penal reforça ressocialização na região Oeste

Publicado em

A Polícia Penal do Paraná (PPPR), por meio do Complexo Social de Cascavel, no Oeste do Estado, promoveu nesta semana atividades para 22 pessoas privadas de liberdade (PPLs) que cumprem pena em regime fechado e que foram selecionadas para participar do programa “Trabalhando a Liberdade com Dignidade”.

A iniciativa, que já beneficia 92 PPLs, antecipa a progressão do apenado, permitindo que mude do regime fechado para prisão domiciliar com monitoração eletrônica (ou liberdade assistida). Na transição, eles têm uma semana de acolhimento, com palestras e treinamento, e migram para a liberdade assistida já indicados para canteiro de trabalho em empresa conveniada à PPPR.

A proposta é fruto de uma parceria entre o Complexo Social da cidade, o Poder Judiciário, por meio da Vara de Execuções Penais (VEP), e o Ministério Público do Paraná (MPPR).

O diretor do Complexo Social de Cascavel, Sérgio Vicente da Silva, explica que todas as 92 pessoas privadas de liberdade já participantes do programa são monitoradas, estão em prisão domiciliar e foram inseridas em canteiros de trabalho remunerados, seja na iniciativa pública ou privada. “Quando o Judiciário autoriza o uso da tornozeleira nessas pessoas, temos mais de 20 instituições conveniadas, empresas e secretarias municipais onde elas são inseridas para trabalhar”, explica.

Leia mais:  Governador entrega R$ 52 milhões em veículos e equipamentos à Defesa Civil

O coordenador regional da PPPR em Cascavel, Thiago Correia, afirma que o programa concretiza o tratamento penal oferecido às pessoas privadas de liberdade e aos egressos do sistema prisional. “O que presenciamos neste programa é a ressocialização de fato. São pessoas que ingressaram no sistema prisional para cumprir suas penas e que hoje saem com mais uma oportunidade para demonstrar que estão trilhando o caminho correto da ressocialização”, afirmou.

Para a juíza de Direito Claudia Spinassi, o “Trabalhando a Liberdade com Dignidade” é uma política pública com resultados efetivos. “Sair do sistema prisional e ser reintegrado à sociedade tendo uma real oportunidade de trabalho é de um valor extremo, é a concretização real da ressocialização”, destacou.

Fonte: Governo PR

Comentários Facebook

Paraná

Ministério Público do Paraná emite recomendação administrativa ao Município de Arapongas para regularização de cessão de túmulos no Cemitério Municipal

Published

on

O Ministério Público do Paraná expediu recomendação administrativa ao prefeito do município de Arapongas, no Norte Central do estado, para que sejam adotadas providências para sanar irregularidades identificadas na concessão e transferência de terrenos no Cemitério Municipal. A medida administrativa, encaminhada no dia 15 de setembro último pela 1ª Promotoria de Justiça de Arapongas, decorre de apuração conduzida no âmbito de inquérito civil, que ainda está em trâmite, sobre um possível esquema de comercialização clandestina e transferências irregulares de titularidade de túmulos.

Áudio da promotora de Justiça Flávia Simon Fagundes dos Santos 

As investigações apontam até o momento que as transferências de titularidade dos terrenos estariam sendo feitas em desacordo com a legislação municipal. Por se tratar de bens públicos de uso especial, os terrenos em cemitérios municipais possuem regras específicas de concessão e a legislação municipal (Decreto Municipal 338/04) proíbe expressamente a negociação comercial de jazigos entre terceiros, admitindo a transferência apenas entre parentes consanguíneos ou afins até o terceiro grau e mediante prévia autorização administrativa. Nos casos de desinteresse na manutenção do espaço, o imóvel deve retornar ao município.

Leia mais:  Paraná amplia formalização no setor turístico e chega a 13,6 mil cadastros no Cadastur

Possíveis crimes – Ao emitir a recomendação, a Promotoria de Justiça sustenta que ficou demonstrado “o descumprimento contumaz da legislação municipal, com a reiterada validação administrativa de transferências fundadas em meras declarações de parentesco, sem a devida conferência documental, viabilizando a apropriação e negociação privada do espaço público”. Além disso, teria sido revelado, ainda, um possível modus operandi que consiste na participação direta de servidores públicos nas negociações, mediante fraude documental e laudos forjados de abandono de sepulturas, inclusive com captação de vantagem financeira indevida depositada em contas de intermediários. Os fatos também são objeto de apuração de um inquérito policial em trâmite na Divisão Estadual de Combate à Corrupção (Deccor).

Correções – Como medidas a serem adotadas para que sejam corrigidas as ilegalidades, a Promotoria de Justiça aponta que deve ser cessado, imediatamente, toda e qualquer autorização ou validação de transferência de terrenos sem a comprovação documental de parentesco até o 3º grau. Além disso, é recomendada a instituição, em até 30 dias, de um novo fluxo administrativo de controle rigoroso dos pedidos de transferência, que deverá ser realizada por servidores efetivos e estáveis diversos daqueles atualmente lotados na administração direta do Cemitério Municipal, garantindo a divisão de funções e a transparência do processo.

Leia mais:  Governador entrega R$ 52 milhões em veículos e equipamentos à Defesa Civil

Foi concedido prazo de 15 dias para a Administração Municipal informar ao Ministério Público sobre o acatamento da recomendação administrativa e as providências adotadas, podendo o não atendimento resultar na adoção de eventuais medidas judiciais, como a proposição de ação civil pública para responsabilização dos gestores envolvidos.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262