Paraná
Professores da rede estadual podem se inscrever no curso de Brigadista Escolar até quarta
Professores da rede estadual do Paraná têm até quarta-feira, 11 de março, para garantir participação no curso de Brigadista Escolar, promovido pelo Programa Brigadas Escolares, iniciativa da Defesa Civil Estadual em parceria com a Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR). A formação prepara profissionais que atuam nos estabelecimentos de ensino das redes públicas estadual e municipal, e da modalidade de educação especial do Paraná, para atuação em situações de emergência no ambiente escolar.
A etapa EaD será realizada em março e abril, e a fase prática em maio e junho. As vagas são limitadas e as inscrições para a edição de 2026 do programa estão abertas e disponíveis por meio do site da Defesa Civil.
O curso é viabilizado pela Seed-PR, em parceria com a Defesa Civil, a Secretaria de Segurança Pública (Sesp) e o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar). Com apoio do Corpo de Bombeiros Militares do Paraná (CBMPR), o programa capacita equipes de professores e funcionários para atuação em emergências, como incêndios e desastres.
Com mais de 86 mil servidores certificados como brigadistas escolares, desde a implementação do programa, em 2012, mais de 100 mil exercícios práticos de situações emergenciais já foram realizados. Neste ano, o objetivo é ampliar o alcance da ação, que é implementada uma vez por ano, por meio de cursos com 60 horas de ensino teórico aplicadas na modalidade EaD e 16 horas de exercícios práticos ministrados por Bombeiros Militares.
Referência nacional em segurança escolar, o programa foi reconhecido em 2021 pelo Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, do Ministério do Desenvolvimento Regional, como exemplo de boas práticas no eixo temático Defesa Civil na Escola, destacando o Paraná no cenário do País em benefício das comunidades escolares.
Segundo a coordenadora pedagógica do programa na Seed, Juliana Saldanha, ao preparar servidores e orientar estudantes, é consolidada uma cultura de prevenção e resposta imediata que transcende os muros da instituição. “Nossos servidores estão prontos para o suporte inicial até a chegada do socorro especializado e nossos alunos levam esse aprendizado vital para além da escola, disseminando segurança entre familiares e amigos”, afirma Juliana.
SOBRE O PROGRAMA – Instituído como política de Estado em janeiro de 2015, o Programa Brigadas Escolares foi oficializado por meio da sanção da Lei Estadual nº 18.424 e é gerenciado de forma integrada pela Coordenadoria Estadual da Defesa Civil ,Secretaria da Educação e Secretaria da Segurança Pública, por intermédio do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná, em parceria com o Instituto Fundepar.
A Defesa Civil Estadual reforça a relevância do programa Brigadas Escolares na rotina dos servidores da educação para prevenção e primeiro atendimento de ocorrências. “Nosso compromisso comum é assegurar o bem-estar da comunidade escolar. A preparação anual em todas as escolas é destaque de boas práticas junto à Defesa Civil Nacional, o que torna o Paraná uma referência no país”, avalia o Coronel Fernando Schunig, coordenador estadual da Defesa Civil.
A estrutura necessária para a atuação das brigadas escolares nas unidades da rede estadual é apoiada pelo Fundepar, que investe em equipamentos, sinalização, adequações físicas e materiais de segurança, garantindo condições adequadas para a prevenção e o enfrentamento de emergências.
ESTRUTURA E CAPACITAÇÃO – A diretora-presidente do Fundepar, Eliane Teruel Carmona, ressalta que a segurança nas escolas passa também pelo investimento contínuo em estrutura e capacitação. “Garantir que nossas escolas estejam equipadas e que os servidores recebam formação adequada é uma prioridade permanente. Quando unimos infraestrutura, orientação técnica e treinamento prático, fortalecemos a prevenção e asseguramos um ambiente mais protegido para toda a comunidade escolar.”
As ações também contemplam alunos do Ensino Fundamental e Médio, que participam ativamente das práticas de simulados de abandono em ambiente escolar. As atividades são realizadas, no mínimo, quatro vezes ao ano, integrando o cronograma oficial do calendário escolar para garantir a segurança e o preparo de toda a comunidade.
Fonte: Governo PR
Paraná
Porto de Paranaguá realiza primeira conexão do Moegão com terminal privado
O terminal da ALTP, consórcio formado pela Louis Dreyfus Company e pela Amaggi, responsável pelo PAR 25, é o primeiro a se conectar ao complexo Moegão, no Porto de Paranaguá. A operação foi realizada na manhã deste domingo (11) e exigiu o bloqueio da Avenida Portuária, além do envolvimento de dezenas de profissionais.
O Moegão é a maior obra pública do setor portuário em execução no Brasil e a maior do Paraná, com investimento de cerca de R$ 700 milhões. O projeto reúne características inéditas na engenharia ferroviária e portuária ao centralizar, em um único local, o recebimento de granéis vegetais transportados por trens para posterior embarque em navios.
“Estamos revolucionando o modo de receber as cargas que serão exportadas para o mundo todo”, afirma Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná. “O Moegão, aliado ao novo Píer em T e ao aumento do calado operacional, que permitirá a operação de navios ainda maiores, ampliará consideravelmente a competitividade do nosso porto”, destaca.
Para erguer a estrutura metálica de 55 metros de comprimento e cerca de 35 toneladas, foi necessário utilizar um superguindaste com capacidade para elevar até 600 toneladas a uma altura máxima de 48 metros. Dezenas de profissionais participaram da operação, que durou cerca de 2 horas.
A estrutura agora está conectada à galeria central do Moegão, que se estende por 1,7 quilômetro e abriga mais de 4 mil metros de correias transportadoras. As esteiras serão responsáveis por transportar os produtos descarregados dos vagões até os terminais.
Até outubro de 2027, os 11 terminais do Corredor de Exportação Leste do Porto de Paranaguá deverão integrar suas estruturas ao sistema.
ELEVAR O POTENCIAL – Quando entrar em funcionamento, o Moegão elevará o potencial de recebimento de grãos e farelos por ferrovia no Porto de Paranaguá, que poderá movimentar até 24 milhões de toneladas por ano. Atualmente, a capacidade de recebimento pelo modal ferroviário é de pouco mais de 5 milhões de toneladas. O ganho de eficiência operacional será de 63%.
A obra foi projetada para atender à ampliação da Ferroeste, que terá um de seus ramais partindo do Mato Grosso do Sul, e à reestruturação da Malha Sul.
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TRÊS LINHAS FÉRREAS – O complexo conta com três linhas férreas independentes e poderá receber até 180 vagões de uma só vez, com o esvaziamento simultâneo de três vagões em cada linha. A capacidade será de 900 vagões descarregados a cada 24 horas. Atualmente, são cerca de 550 por dia.
Atualmente, a recepção de grãos e farelos por ferrovia não é centralizada. Os vagões são direcionados aos terminais, o que exige manobras das composições. Essa operação, por vezes, interrompe o trânsito nas ruas da região portuária por mais de 40 minutos.
Com a centralização das operações e sem a necessidade de divisão das composições, o número de passagens de nível — pontos em que os trilhos cruzam as ruas — será reduzido de 16 para cinco. Com isso, a interrupção do trânsito ficará restrita ao tempo necessário para a passagem do trem, estimado, em média, entre 10 e 15
Fonte: Governo PR
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