Agro
Produtores de soja em Goiás têm até 17 de janeiro para registrar lavouras na Agrodefesa
Com o encerramento do período oficial de semeadura no dia 2 de janeiro, os produtores de soja goianos têm até o dia 17 de janeiro de 2026 para realizar o cadastro obrigatório das áreas plantadas no Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago).
A medida é determinada pela Instrução Normativa nº 06/2024 da Agrodefesa e tem como objetivo reforçar o controle fitossanitário e a prevenção da ferrugem asiática da soja, uma das principais ameaças à cultura.
Cadastro fortalece o monitoramento e a competitividade da soja
O presidente em substituição da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), Rafael Vieira, destaca que o registro das lavouras é essencial para manter a competitividade de Goiás, que figura entre os três maiores produtores de soja do país.
“O cadastro segue as normas estaduais e as diretrizes do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja (PNCFS), coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), garantindo a sanidade vegetal e prevenindo prejuízos econômicos ao setor”, ressaltou Vieira.
Mapeamento das áreas ajuda na prevenção de pragas
Segundo o gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Leonardo Macedo, os dados coletados nos cadastros permitem um mapeamento preciso das áreas de produção no estado.
“As informações subsidiam ações de prevenção e controle fitossanitário, permitindo à Agência atuar de forma assertiva no combate a pragas que podem inviabilizar a produção, como a ferrugem asiática, que causa desfolha precoce e compromete o peso e a qualidade dos grãos”, explicou.
Como realizar o cadastro no Sidago
O processo de registro deve ser feito online, pelo Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago).
O produtor precisa informar:
- Área plantada;
- Tipo de cultivar;
- Data do plantio e previsão de colheita;
- CNPJ do fornecedor da semente ou declaração de produção própria;
- Indicação se a lavoura é irrigada ou não.
Após concluir o preenchimento, o sistema gera um boleto de taxa, e o cadastro só é validado após a confirmação do pagamento.
Os produtores que não efetuarem o registro dentro do prazo estarão sujeitos a sanções administrativas.
Goiás se destaca entre os maiores produtores de soja do país
A safra 2024/2025 consolidou Goiás como uma potência agrícola nacional. O estado produziu 20,7 milhões de toneladas de soja, um aumento de 23% em relação à safra anterior.
Com o resultado, Goiás alcançou a terceira posição entre os maiores produtores do Brasil, com produtividade média de 4,2 toneladas por hectare, a mais alta do país — um avanço de 20% em comparação ao ciclo anterior.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Brasil registra alta de 7,1% nas exportações no 1º trimestre e agronegócio lidera resultado histórico
O Brasil iniciou 2026 com forte desempenho no comércio exterior. No primeiro trimestre, as exportações somaram US$ 82,3 bilhões, alta de 7,1% em relação ao mesmo período de 2025. As importações totalizaram US$ 68,2 bilhões, resultando em um superávit de US$ 14,2 bilhões, o terceiro maior da série histórica para o período, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC).
Em março, o ritmo foi ainda mais intenso. As exportações cresceram 10% na comparação anual, alcançando US$ 31,6 bilhões, enquanto as importações avançaram 20,1%, chegando a US$ 25,2 bilhões. A corrente de comércio atingiu US$ 56,8 bilhões, com expansão de 14,3%.
Agronegócio lidera exportações e alcança maior resultado da história
O principal destaque do trimestre foi o agronegócio, que registrou US$ 38,1 bilhões em exportações, o maior valor já apurado para os meses de janeiro a março.
A soja em grãos liderou os embarques, com 23,47 milhões de toneladas, volume 5,9% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
A China manteve a liderança como principal destino dos produtos do agro brasileiro, respondendo por quase 30% das exportações do setor, com US$ 11,3 bilhões.
Diversificação de mercados fortalece exportações brasileiras
Além da China, outros mercados ganharam relevância no período. As exportações para a Índia cresceram 47,1%, enquanto Filipinas registraram alta de 68,3% e o México avançou 21,7%.
A ampliação dos destinos comerciais é vista como um fator positivo para a resiliência da pauta exportadora brasileira, especialmente diante das incertezas no cenário global.
Indústria extrativa e de transformação também contribuem para o crescimento
A indústria extrativa, que inclui petróleo e minérios, apresentou crescimento de 22,6% no trimestre, sendo um dos principais motores da expansão das exportações em termos nominais.
Já a indústria de transformação registrou avanço de 2,8%, contribuindo de forma complementar para o resultado geral do comércio exterior.
Exportações para os Estados Unidos caem com impacto de tarifas
Em contraste com o desempenho geral positivo, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 18,7% no primeiro trimestre, totalizando US$ 7,78 bilhões. A corrente de comércio bilateral também caiu 14,8%.
O resultado reflete os impactos de sobretaxas impostas ao longo de 2025. Apesar de uma decisão da Suprema Corte dos EUA, em fevereiro, ter invalidado parte das tarifas mais elevadas, os efeitos sobre o fluxo comercial ainda persistem.
Uma nova ordem executiva publicada em fevereiro de 2026 isentou cerca de 46% das exportações brasileiras dessas sobretaxas. No entanto, aproximadamente 29% ainda permanecem sujeitas às tarifas da Seção 232, que incidem sobre produtos como aço e alumínio.
Projeção indica novo recorde nas exportações brasileiras em 2026
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) projeta que o Brasil encerre 2026 com exportações de US$ 364,2 bilhões, o que representaria um novo recorde e crescimento de 4,6% em relação a 2025.
As importações devem atingir US$ 292,1 bilhões, com alta de 4,2%, resultando em um superávit estimado de US$ 72,1 bilhões no ano.
Cenário global exige estratégia e gestão de riscos no comércio exterior
Apesar dos números positivos, o cenário internacional segue desafiador. Fatores como volatilidade cambial, incertezas nas cadeias globais de suprimento e os impactos ainda presentes das tarifas americanas exigem atenção das empresas.
Segundo especialistas, a gestão eficiente do câmbio e dos riscos associados ao comércio internacional passa a ser um diferencial estratégico.
“Para as empresas que operam no comércio exterior, a questão não é mais se haverá volatilidade, mas como se preparar para ela”, avalia Murilo Freymuller, Head Comercial Corporate do banco Moneycorp.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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