Agro
Produtores de laranja aguardam chuvas mais consistentes para garantir florada uniforme e boa produtividade
Chuvas irregulares adiam florada dos pomares
Citricultores seguem apreensivos com o clima seco nas principais regiões produtoras de São Paulo. De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), a falta de chuvas tem atrasado o florescimento dos pomares, o que pode comprometer o desenvolvimento da próxima safra.
Até o momento, apenas alguns talhões de sequeiro e áreas com irrigação registraram abertura de flores, cenário considerado insuficiente para garantir uma florada uniforme e vigorosa.
Condições fisiológicas das plantas preocupam
O Cepea destaca que muitos produtores demonstram preocupação com as condições fisiológicas das plantas e com a qualidade das frutas destinadas ao mercado de mesa. O baixo índice de chuvas tem causado murchamento dos frutos, o que pode reduzir a atratividade comercial da laranja.
A expectativa, contudo, é de que o retorno das precipitações nos próximos dias traga algum alívio. As previsões indicam chuvas nas principais regiões citrícolas do cinturão paulista, o que deve favorecer o potencial produtivo dos pomares, mesmo que o desenvolvimento da safra ocorra com algum atraso em relação a anos anteriores.
Preços da laranja registram leve alta
No mercado, os preços seguem firmes. Entre os dias 6 e 9 de outubro, a laranja pera destinada à indústria foi negociada a uma média de R$ 50,41 por caixa de 40,8 kg, alta de 0,73% frente à semana anterior. Os poucos contratos fechados continuam próximos de R$ 50 por caixa.
Já para o mercado de mesa, a laranja pera na árvore foi comercializada a R$ 60,53 por caixa de 40,8 kg, valorização de 1,02% em relação à semana anterior. Segundo o Cepea, a procura pelo fruto segue aquecida, sustentando a firmeza das cotações.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Crédito agro mais pressionado deve ampliar debate sobre risco e financiamento no agronegócio em 2026
O aumento da demanda por financiamento no campo e a maior complexidade na concessão de recursos devem intensificar o debate sobre crédito rural e gestão de risco no agronegócio brasileiro em 2026. O tema será destaque no CONACREDI Road Show 2026, versão itinerante do principal congresso de crédito agro da América Latina.
O evento vai percorrer importantes polos produtivos do país, levando conteúdo técnico e networking para profissionais do setor financeiro em um momento de maior pressão sobre a estrutura de financiamento rural.
Segundo dados do governo federal, o crédito rural contratado na safra 2025/2026 já soma R$ 316,57 bilhões, alta de 6% em relação ao mesmo período da safra anterior.
Edição 2026 foca em revisão da política de crédito
Com o tema “Política de Crédito em Revisão”, a edição de 2026 pretende discutir os desafios enfrentados por instituições financeiras e empresas do agronegócio diante de um cenário mais volátil, marcado por juros elevados e maior exposição ao risco.
A programação inclui três etapas presenciais em cidades estratégicas do agronegócio brasileiro:
- Cuiabá (10/06)
- Goiânia (17/06)
- Londrina (20/08)
Os encontros irão abordar temas como política de crédito, análise de risco, inteligência artificial aplicada ao financiamento rural, garantias e cenário econômico.
Crédito rural cresce, mas exige maior sofisticação na análise de risco
Desde 2023, o CONACREDI promove os Road Shows com o objetivo de descentralizar o debate sobre financiamento do agronegócio e aproximar especialistas das principais regiões produtoras do país.
Nas edições anteriores, o evento já reuniu mais de 2.304 profissionais, contou com 111 especialistas e promoveu 45 horas de conteúdo técnico, além de 14 horas de networking entre executivos do setor.
O público é formado por diretores, gerentes e analistas de crédito, além de CFOs, controllers, profissionais de risco e compliance, e lideranças de cooperativas, indústrias, revendas e instituições financeiras ligadas ao agro.
Setor precisa avançar na gestão financeira e mitigação de riscos
Para a CEO do CONACREDI, Mayra Delfino, o aumento do volume de crédito no campo exige maior rigor na concessão e análise das operações financeiras.
Segundo ela, o cenário atual é marcado por maior endividamento no campo, juros elevados e volatilidade de mercado, o que exige políticas de crédito mais criteriosas e ferramentas de avaliação de risco mais avançadas.
A executiva destaca ainda a necessidade de maior profissionalização da gestão financeira no agronegócio, com adoção de práticas estruturadas que aumentem a eficiência na tomada de decisão.
Conexão entre executivos e inovação fortalece o ecossistema de crédito
Além do conteúdo técnico, o Road Show também tem como objetivo fortalecer conexões entre profissionais e instituições que atuam na estrutura de financiamento do agronegócio.
As edições anteriores contribuíram para a formação de parcerias estratégicas e estimularam a adoção de novas tecnologias voltadas à análise de crédito, gestão de risco e eficiência operacional no setor.
Debate sobre crédito será decisivo para o futuro do financiamento rural
A expectativa para 2026 é que os debates do CONACREDI Road Show contribuam para qualificar a tomada de decisão financeira no agronegócio e ampliar o uso de soluções mais sofisticadas de mitigação de risco.
Em um cenário de maior pressão sobre a sustentabilidade financeira da produção rural, o fortalecimento das políticas de crédito tende a ser um dos principais fatores para garantir estabilidade e competitividade ao setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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