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Agro

Produtores comemoram aprovação de uso da Taxa CDO para fortalecer a cadeia do arroz no Rio Grande do Sul

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Assembleia do RS aprova projeto que autoriza uso da Taxa CDO em apoio ao setor arrozeiro

Por 48 votos favoráveis e nenhum contrário, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou, na terça-feira (2), o Projeto de Lei 472/2025, que altera o funcionamento do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). A proposta, articulada entre o governo estadual e entidades do agronegócio, permite que a Taxa de Cooperação e Defesa da Orizicultura (CDO) seja utilizada como instrumento direto de apoio à cadeia produtiva do arroz no estado.

A Taxa CDO é um tributo estadual pago por quem produz ou beneficia arroz em casca no Rio Grande do Sul, e tem como objetivo financiar ações de defesa e estímulo à produção orizícola. Com a nova legislação, parte desses recursos poderá ser aplicada de forma mais direta para socorrer produtores e incentivar o escoamento da safra.

Setor enfrenta crise com estoques altos e queda nos preços

A aprovação ocorre em um momento crítico para os arrozeiros gaúchos, que lidam com estoques elevados, retração da área cultivada, custos de produção altos e preços em queda acentuada. Essa combinação tem comprimido a renda dos produtores e ampliado a urgência por medidas de suporte financeiro.

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Entidades do setor, como a Federarroz e a Farsul, vinham defendendo há anos que a CDO fosse usada não apenas para custeio institucional do Irga, mas também como mecanismo de apoio direto aos agricultores.

Entidades destacam importância da decisão

A votação foi acompanhada por lideranças do setor, entre elas o diretor jurídico da Federarroz, Anderson Belloli, o presidente do Conselho Consultivo da entidade, Alexandre Velho, o assessor da presidência da Farsul, Luís Fernando Pires, e representantes do Irga.

Belloli ressaltou que a aprovação representa uma conquista histórica para os produtores, especialmente em um momento de crise.

“Parabéns à Federarroz e à Farsul, entre outras entidades, e aos deputados Frederico Antunes e Marcus Vinícius, além de tantos outros parlamentares apoiadores. Acredito que o recurso virá em um momento importante, diante de uma situação crítica do setor”, destacou.

Já Luís Fernando Pires, da Farsul, enfatizou o caráter coletivo da conquista:

“A construção conjunta entre entidades e parlamentares foi decisiva para atender a uma demanda antiga e urgente. Todos os deputados compreenderam a gravidade da situação enfrentada pelos produtores de arroz”, afirmou.

Ele também agradeceu ao governo do Estado pela sensibilidade e apoio à proposta.

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Recursos devem chegar a R$ 38 milhões

A expectativa é de que os recursos provenientes da Taxa CDO alcancem cerca de R$ 38 milhões, sendo R$ 20 milhões destinados a bonificações em vendas externas e escoamento da safra, e R$ 18 milhões voltados a produtores prejudicados por eventos climáticos adversos.

A medida deve proporcionar alívio imediato ao setor e fortalecer a competitividade do arroz gaúcho no mercado interno e externo, em um momento em que o Rio Grande do Sul responde por mais de 70% da produção nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro dobra empregos em 20 anos e sustenta mais de 50% da economia

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O avanço do agronegócio em Mato Grosso redesenhou o mercado de trabalho e consolidou o setor como base da economia estadual. Em duas décadas, o número de trabalhadores ligados ao agro saltou de cerca de 173 mil em 2006 para 449 mil em 2026, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) — crescimento de quase 160%.

O movimento acompanha a expansão da produção e da área cultivada. Mato Grosso lidera a produção nacional de grãos, com safras que superam 100 milhões de toneladas somando soja, milho e algodão. A área agrícola do Estado ultrapassa 20 milhões de hectares cultivados, dentro de um território de cerca de 90 milhões de hectares, o que evidencia o espaço ainda disponível para intensificação produtiva.

Esse crescimento dentro da porteira puxou a geração de empregos fora dela. A cadeia do agro — que inclui transporte, armazenagem, processamento e serviços — passou a absorver mão de obra em ritmo mais acelerado, especialmente a partir de 2021, com o avanço da agroindustrialização e o aumento do volume produzido.

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O peso econômico é direto. O agronegócio responde por cerca de 50% a 55% do Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso, de acordo com estimativas do próprio Imea e de órgãos estaduais. Na prática, isso significa que mais da metade de toda a riqueza gerada no Estado está ligada ao campo.

Esse protagonismo se reflete na dinâmica regional. Municípios com forte presença agrícola concentram maior circulação de renda, impulsionando comércio, serviços e construção civil. O efeito multiplicador do agro faz com que cada safra movimente não apenas a produção, mas toda a economia local.

Ao mesmo tempo, o perfil da mão de obra vem mudando. A incorporação de tecnologia no campo e na indústria exige trabalhadores mais qualificados, enquanto a expansão logística amplia a demanda por serviços especializados. O resultado é um mercado de trabalho mais diversificado, que vai além das atividades tradicionais da agricultura.

Fonte: Pensar Agro

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