Agro
Produção de Petróleo da Venezuela Cresce, mas Infraestrutura e Sanções Limitam Expansão
Produção cresce, mas ainda distante dos recordes históricos
Em novembro de 2025, a Venezuela produziu 3,811 milhões de toneladas de petróleo bruto, alta de 6,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior, de acordo com dados da OPEP. No acumulado do ano, o país alcançou 41,857 milhões de toneladas, crescimento de 10% e o maior volume produzido entre janeiro e novembro desde 2019, quando somou 45,839 milhões de toneladas.
Apesar da recuperação recente, os números ainda estão longe dos 12,24 milhões de toneladas produzidas no início dos anos 2000. A Venezuela continua detendo as maiores reservas comprovadas do mundo, com 41,2 bilhões de toneladas, mas a produção declinou progressivamente nas últimas décadas.
Sanções, legislação e infraestrutura limitam expansão
O setor petrolífero venezuelano segue restrito por sanções internacionais, limitações logísticas e infraestrutura deteriorada. A legislação do país não permite que empresas privadas estrangeiras realizem sozinhas atividades de exploração e produção desde 2001. Todas as operações devem ser conduzidas pelo Estado, por meio da PDVSA ou joint ventures com participação majoritária estatal.
Essa estrutura limita a recuperação da produção, que exige investimentos maciços, manutenção e tecnologia avançada — atualmente escassos na Venezuela. Estimativas da Wood Mackenzie indicam que elevar a produção a 2 milhões de barris/dia exigiria US$ 20 bilhões e cerca de uma década de investimentos em equipamentos e infraestrutura.
Participação internacional e principais joint ventures
Empresas estrangeiras atuam principalmente via joint ventures. A Chevron, dos EUA, é a maior operadora internacional, com projetos como Petropiar (306 mil toneladas/mês) e Petroboscan (408 mil toneladas/mês), totalizando entre 734 mil e 816 mil toneladas/mês. A operação permanece ativa graças a uma licença especial do Departamento do Tesouro dos EUA, que permite exportações para o mercado norte-americano, mesmo em meio a restrições logísticas recentes.
A China National Petroleum Corporation (CNPC) opera pelo consórcio Sinovensa, produzindo cerca de 367 mil toneladas/mês, mas enfrenta limitações de diluentes, logística e exportação, o que leva a desligamentos temporários de poços. Projetos com participação russa, como a PetroMonagas, produzem cerca de 326 mil toneladas/mês, com atuação reduzida da Rosneft.
Empresas europeias mantêm presença menor: a espanhola Repsol atua na Petroquiriquire, produzindo entre 82 e 102 mil toneladas/mês, parte destinada a pagamento de dívidas, enquanto a francesa Maurel & Prom, no campo de Urdaneta Oeste, registra produção entre 41 e 61 mil barris/dia, sujeita a autorizações específicas de exportação.
Desafios para retomada da produção
Apesar do interesse norte-americano em expandir sua participação no setor venezuelano, uma recuperação rápida da produção é improvável. O país enfrenta problemas graves em poços, oleodutos, refinarias e terminais de exportação, devido a anos de subinvestimento e má gestão.
Além disso, o petróleo venezuelano é majoritariamente extrapesado e ácido, exigindo refinarias especializadas e infraestrutura adequada, o que reduz a competitividade frente a benchmarks internacionais como o Brent. O mercado global depende de diluentes e refino específico, tornando a operação comercialmente desafiadora.
Cenário de investimentos e previsões
Segundo a Wood Mackenzie, melhorias operacionais e investimentos modestos no Cinturão do Orinoco poderiam elevar a produção a 8,16 milhões de toneladas (ou 2 milhões de barris/dia) em até dois anos. Para adicionar mais 2,04 milhões de toneladas, seriam necessários US$ 20 bilhões.
Além dos altos valores, a instabilidade política desestimula investimentos estrangeiros, mesmo com licenças e participação dos EUA. A combinação de infraestrutura degradada, tipo de petróleo e incertezas legais mantém a Venezuela longe de recuperar plenamente o nível de produção registrado na década de 2000.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Exportações do agro brasileiro avançam em abril e soja lidera embarques, aponta ANEC
O Brasil segue com ritmo acelerado nas exportações do agronegócio em 2026, com destaque para a soja e o milho, segundo dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). O relatório da Semana 16 mostra avanço consistente nos embarques e reforça o protagonismo do país no comércio global de grãos.
Embarques semanais superam 3,4 milhões de toneladas de soja
Na semana de 19 a 25 de abril, os embarques brasileiros de soja somaram cerca de 3,48 milhões de toneladas. Para o período seguinte, entre 26 de abril e 2 de maio, a projeção indica aumento para aproximadamente 4,46 milhões de toneladas.
Os dados refletem a intensificação da logística portuária, com destaque para:
- Porto de Santos: maior volume embarcado, superando 1,4 milhão de toneladas de soja
- Paranaguá: mais de 400 mil toneladas
- Barcarena e São Luís/Itaqui: forte participação no escoamento pelo Arco Norte
Além da soja, o farelo e o milho também apresentaram movimentação relevante nos principais portos do país.
Exportações crescem em abril e reforçam tendência positiva em 2026
No acumulado mensal, abril deve registrar entre 18,0 milhões e 20 milhões de toneladas exportadas, considerando todos os produtos analisados.
Entre os destaques:
- Soja: cerca de 14,9 milhões de toneladas embarcadas
- Milho: 2,75 milhões de toneladas
- Farelo de soja: volumes mais modestos, mas com recuperação frente a meses anteriores
No acumulado do ano, o Brasil já soma mais de 41 milhões de toneladas exportadas de soja, mantendo desempenho robusto no mercado internacional.
Comparativo com 2025 mostra avanço nas exportações
Os dados da ANEC indicam crescimento relevante frente ao ano anterior, especialmente no primeiro quadrimestre:
- Janeiro: alta expressiva nos embarques
- Março e abril: consolidação do crescimento
- Fevereiro: leve recuo pontual
Em abril, o volume exportado supera em mais de 2,3 milhões de toneladas o registrado no mesmo período de 2025.
China segue como principal destino da soja brasileira
A demanda internacional permanece aquecida, com forte concentração nas compras chinesas. Entre janeiro e março de 2026:
- China: responsável por 75% das importações de soja brasileira
- Espanha e Turquia: aparecem na sequência, com participações menores
- Países asiáticos e do Oriente Médio ampliam presença
No caso do milho, os principais destinos incluem Egito, Vietnã e Irã, reforçando a diversificação dos mercados compradores.
Logística e demanda sustentam desempenho do agro
O avanço das exportações brasileiras está diretamente ligado à combinação de fatores como:
- Safra robusta
- Demanda internacional aquecida
- Eficiência logística, com maior uso de portos do Norte
A tendência é de manutenção do ritmo positivo ao longo dos próximos meses, especialmente com o avanço da comercialização da safra e a continuidade da demanda global por grãos brasileiros.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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