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Agro

Produção de ovos em São Paulo cresce 7% em 2025 e receita alcança R$ 7,2 bilhões

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Produção paulista registra crescimento e destaque nacional

Em 2025, a avicultura de postura de São Paulo produziu cerca de 16,7 bilhões de ovos, resultado que representa um crescimento de 7% em relação a 2024. O faturamento do setor atingiu R$ 7,2 bilhões, consolidando o Estado como líder nacional, com 35% do mercado brasileiro, à frente de Minas Gerais (10%), Espírito Santo (9%) e Pernambuco (7%).

Exportações de ovos paulista sobem 19% e Japão lidera compras

O desempenho no comércio exterior também se destacou. São Paulo exportou mais de 15 mil toneladas de ovos, gerando US$ 60,2 milhões em receita, com aumento de 19% nas exportações.

Os principais destinos foram:

  • Japão: 3,52 mil toneladas
  • Estados Unidos: 3,17 mil toneladas
  • México: 3,14 mil toneladas
  • Desafios da cadeia produtiva: mercado e biossegurança

A presidente da Câmara Setorial de Ovos e Derivados (CS), Cristina Nagano, aponta que o setor enfrenta dois grandes desafios:

  • Equilíbrio de mercado: a alta oferta pode pressionar os preços internos, embora o aumento das exportações ajude a compensar.
  • Biossegurança: a Influenza Aviária permanece como ameaça constante, exigindo protocolos rigorosos e monitoramento permanente das granjas.
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O diretor técnico da Granja Kakimoto, em Bastos (SP), Sérgio Kakimoto, destacou que a estabilidade de preços em 2025 favoreceu as vendas e que para 2026 o foco será manter a saúde das aves, com atenção redobrada à biossegurança.

Segundo Paulo Blandino, chefe do Programa Estadual de Sanidade Avícola (PESA), “as granjas comerciais devem reforçar medidas de biosseguridade para proteger o plantel e garantir a sanidade das aves em São Paulo”.

Pesquisa e inovação fortalecem o setor

O Laboratório de Qualidade de Aves e Ovos (LAAVIZ), do Instituto de Zootecnia (IZ-APTA/SAA), realiza pesquisas para melhorar a produtividade, a qualidade dos ovos e o bem-estar animal.

O laboratório avalia:

  • Qualidade de ovos: peso, cor da gema, espessura e resistência da casca
  • Composição centesimal: porcentagem de casca, gema e albúmen
  • Características da casca: pigmentação, espessura, porosidade e densidade

De acordo com José Carlos Faria Jr., chefe da Assessoria Técnica do Gabinete, “a política pública de São Paulo combina sanidade, pesquisa e valorização do produtor, garantindo competitividade e sustentabilidade ao setor”.

Concurso Estadual de Qualidade de Ovos incentiva excelência

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento realiza anualmente o Concurso Estadual de Qualidade de Ovos, reconhecendo os melhores produtores do Estado.

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Na 1ª edição, em 2024, realizada em Bastos – Capital do Ovo, foram premiados os três melhores ovos em cada categoria: brancos, vermelhos e de codorna, estimulando a melhoria contínua da produção e processos de qualidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Vacinação bovina com contenção individual aumenta eficiência, reduz perdas e fortalece o bem-estar animal

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A vacinação do rebanho é uma das práticas mais importantes para garantir a sanidade animal e a sustentabilidade da produção pecuária. No entanto, a eficiência do procedimento depende não apenas da qualidade das vacinas, mas também das condições de manejo e da estrutura utilizada durante a aplicação.

Especialistas alertam que a utilização de equipamentos adequados de contenção pode reduzir significativamente os riscos de acidentes, melhorar o bem-estar dos animais e aumentar a eficácia da imunização, trazendo benefícios diretos para a produtividade das propriedades rurais.

Contenção individual oferece mais segurança para animais e trabalhadores

Segundo a Beckhauser, referência no desenvolvimento de equipamentos para manejo bovino, a vacinação exige atenção especial para garantir a correta aplicação dos imunizantes e minimizar situações de estresse.

De acordo com Carla Ferrarini, gerente de Comunicação e Bem-Estar Animal e Humano da empresa, a contenção individual dos animais proporciona maior controle durante o manejo, aumentando a segurança da equipe e do próprio rebanho.

“Quando o animal é contido individualmente, há mais segurança para quem realiza o manejo e para o próprio bovino. Isso reduz o risco de acidentes, minimiza o estresse e garante maior precisão na aplicação da vacina, tanto na dosagem quanto no local correto de administração”, destaca.

Manejo coletivo pode aumentar perdas e comprometer a imunização

Em muitas propriedades, a vacinação ainda é realizada em bretes coletivos, onde diversos animais permanecem juntos durante o procedimento.

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Nessas condições, são mais frequentes situações como empilhamento dos animais, quedas, contusões e lesões, além de aumentar o risco de acidentes de trabalho. O excesso de movimentação também pode comprometer a correta aplicação das vacinas, reduzindo sua eficácia.

Além dos impactos sobre o bem-estar animal, falhas durante a vacinação podem gerar prejuízos financeiros ao produtor. Entre os problemas mais comuns estão desperdício de insumos, aplicação incorreta de doses, quebra de agulhas e formação de abscessos vacinais, fatores que afetam o desempenho produtivo do rebanho.

Eficiência operacional melhora com manejo adequado

A adoção de sistemas de contenção individual também contribui para a otimização das operações dentro da fazenda.

Segundo Carla Ferrarini, os benefícios econômicos tornam-se evidentes quando o manejo sanitário é realizado de forma correta e planejada.

“Quando o manejo é feito adequadamente, os ganhos aparecem de forma muito clara. O produtor reduz desperdícios, diminui riscos operacionais e torna todo o processo mais eficiente”, afirma.

Estudos apontam ganhos sem aumento do tempo de trabalho

Pesquisas realizadas pelo Grupo de Estudos e Pesquisas em Etologia e Ecologia Animal (ETCO), de Jaboticabal (SP), demonstram que o tempo necessário para vacinar bovinos em sistemas de contenção individual é praticamente o mesmo observado em manejos coletivos.

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A principal diferença está nos resultados obtidos. O modelo individual reduz perdas, diminui a incidência de acidentes, melhora o bem-estar animal e aumenta a eficiência operacional das atividades sanitárias.

Técnica de familiarização reduz estresse durante o manejo

Outra estratégia recomendada para melhorar o desempenho dos manejos sanitários é a chamada “escolinha”, prática utilizada antes de operações que envolvem grandes grupos de animais.

O método consiste em manter os equipamentos de contenção abertos para que os bovinos apenas transitem pelo local, sem a realização de qualquer procedimento.

Essa etapa de familiarização ajuda os animais a se adaptarem ao ambiente, reduzindo a reatividade e o estresse durante os manejos posteriores, o que favorece a segurança, a eficiência e o bem-estar em todas as etapas da produção pecuária.

Bem-estar e produtividade caminham juntos

Com a crescente demanda por sistemas de produção mais eficientes e sustentáveis, o investimento em infraestrutura adequada para o manejo sanitário vem se consolidando como uma ferramenta estratégica para a pecuária moderna.

Além de promover melhores condições de trabalho para as equipes, a contenção individual contribui para a saúde do rebanho, reduz perdas econômicas e fortalece os indicadores de produtividade, fatores cada vez mais valorizados dentro da cadeia da carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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