Agro
Produção de laranja no Rio Grande do Sul mantém bom potencial apesar de desafios climáticos
O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (28) aponta que a produção de citros no Rio Grande do Sul apresentou variações significativas conforme a região, com destaque para o potencial produtivo da safra de laranja.
Na região de Caxias do Sul, o clima foi marcado por altas temperaturas, chuvas irregulares e queda acentuada da temperatura. Ventos fortes também causaram queda de frutos e quebra de galhos. Segundo a Emater/RS-Ascar, “são efetuados tratamentos fitossanitários, principalmente preventivos contra doenças fúngicas, além de adubações de cobertura para manter a nutrição e sanidade dos pomares”.
Laranjas e bergamotas: produção e preços
A colheita de laranja concentra-se nas variedades Monte Parnaso e Lane Late, apresentando resultados acima do esperado. No entanto, a comercialização enfrenta baixa demanda, com preços variando entre R$ 1,50 e R$ 2,00 por quilo da laranja de mesa Umbigo, e cerca de R$ 0,70 por quilo da laranja para suco.
Já a bergamota mantém colheita intensa, especialmente das variedades Montenegrina e Murcott, com valores médios mais atrativos: R$ 2,00 e R$ 1,80 por quilo, respectivamente.
Situação em Frederico Westphalen e Passo Fundo
Em Frederico Westphalen, segue a colheita das variedades de ciclo médio e tardio, enquanto a floração da safra 2025/2026 apresenta bom desenvolvimento, beneficiada pelas condições climáticas.
Em Passo Fundo, as variedades tardias de laranja, como Valência e Folha Murcha, estão na fase inicial de maturação. A comercialização ocorre principalmente com empresas locais e da Serra, com preços entre R$ 0,55 e R$ 0,65 por quilo, dependendo da qualidade dos frutos. Apesar da boa coloração, a colheita ainda não é recomendada devido à elevada acidez.
As variedades precoces, como Rubi e Salustiana, já tiveram a colheita finalizada, com produção satisfatória. A Emater/RS-Ascar destacou que “a sanidade dos pomares está adequada, com tratamentos preventivos contra pinta-preta e cancro-cítrico, além de cuidados contra mosca-das-frutas e cochonilha, usando inseticidas e acaricidas”.
Medidas de manejo e expectativa de produtividade
Apesar da estiagem durante o verão, que afetou o desenvolvimento dos frutos, há expectativa de boa produtividade. Nos pomares adultos, está sendo aplicada a última dose de cloreto de potássio em cobertura, enquanto os pomares em formação recebem adubação com maior diversidade de nutrientes.
Também continuam os trabalhos de implantação de novas áreas, incluindo limpeza, sistematização do terreno, correção do solo, descompactação e marcação das linhas de plantio, visando garantir o crescimento saudável das futuras plantações.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Custo de produção do leite sobe no Paraná com alta do milho e farelo de soja, aponta Deral
O custo de produção da atividade leiteira voltou a subir no Paraná, pressionado principalmente pela alta dos insumos utilizados na nutrição do rebanho. A avaliação é do Deral, vinculado à Seab, em boletim conjuntural divulgado na última quinta-feira (30).
Segundo o relatório, o aumento dos custos tem reduzido o poder de compra do produtor de leite em relação a insumos estratégicos como milho e farelo de soja, elevando a pressão sobre a rentabilidade da atividade.
Relação de troca piora e encarece alimentação do rebanho
O Deral utiliza a relação de troca entre o litro de leite e a saca de milho como um dos principais indicadores de custo da produção. Em março de 2025, com o litro do leite cotado a R$ 2,81, eram necessários 27,7 litros para adquirir uma saca de milho, que estava em R$ 77,90.
No período mais recente analisado, essa relação piorou, passando para 29,4 litros por saca, evidenciando perda de poder de compra do produtor.
A pressão também é observada no farelo de soja, outro insumo essencial na alimentação animal. A relação de troca passou de 697 litros por tonelada em março de 2025 para 868 litros por tonelada atualmente, refletindo o aumento expressivo do custo nutricional da atividade.
Nutrição animal segue como principal fator de custo
De acordo com o boletim, a alimentação do rebanho continua sendo o principal componente do custo de produção leiteira. Com a alta dos insumos, produtores enfrentam margens mais apertadas e maior necessidade de eficiência na gestão nutricional e produtiva.
O cenário reforça a sensibilidade da atividade às oscilações do mercado de grãos, especialmente milho e soja, que têm forte impacto direto na formação do custo do litro de leite.
Importações de lácteos aumentam e pressionam mercado interno
Além dos custos de produção, o mercado de lácteos também é impactado pelo aumento das importações. Segundo o Deral, o volume importado cresceu cerca de 26% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025.
Os queijos representam aproximadamente 40% desse total, indicando forte presença de produtos importados no consumo interno.
Leite em pó registra alta mesmo com restrições
O boletim também destaca o avanço das importações de leite em pó, mesmo após medidas adotadas para tentar conter a entrada do produto no país. Em março de 2026, as compras externas registraram aumento de 71% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
Esse movimento amplia a concorrência no mercado interno e adiciona pressão sobre os preços pagos ao produtor, em um cenário já marcado por custos elevados de produção.
Setor leiteiro enfrenta desafio de equilíbrio entre custos e competitividade
Com insumos em alta e aumento das importações, a cadeia do leite enfrenta um ambiente de maior pressão competitiva. O desafio do setor passa a ser manter a viabilidade econômica da produção diante de margens mais estreitas e maior volatilidade de mercado.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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