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Agro

Produção de azeite de oliva no Brasil deve bater recorde e superar 1 milhão de litros

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A abertura oficial da colheita da oliva no Brasil confirmou a expectativa de uma safra recorde em 2025. O evento, realizado em Triunfo (RS), apontou que a produção nacional deve ultrapassar a marca de 1 milhão de litros de azeite extravirgem, consolidando o crescimento da olivicultura no país.

A 14ª Abertura Oficial da Colheita da Oliva, sediada na Azeite Milonga, reuniu produtores, autoridades e especialistas, evidenciando não apenas o aumento do volume produzido, mas também a evolução da qualidade dos azeites brasileiros.

Rio Grande do Sul concentra a maior produção de azeite do Brasil

O Rio Grande do Sul mantém a liderança na produção nacional, sendo responsável por cerca de 80% do total. Para a safra atual, a estimativa é que o estado ultrapasse 800 mil litros.

De acordo com o presidente do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), Flávio Obino Filho, o desempenho positivo é resultado da combinação entre condições climáticas favoráveis e avanços técnicos na produção. O último inverno registrou elevado número de horas de frio, seguido por uma primavera com pouca chuva e um verão equilibrado, cenário ideal para o desenvolvimento das oliveiras e a colheita.

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Qualidade do azeite brasileiro se aproxima de padrões internacionais

Durante o evento, foi destacado que o azeite brasileiro já apresenta qualidade comparável à de países tradicionalmente reconhecidos no mercado internacional.

Apesar dos avanços, o setor ainda enfrenta desafios relacionados à produtividade. A ampliação do volume de azeitonas colhidas depende de investimentos contínuos em pesquisa, inovação e manejo técnico dentro das propriedades.

Produção nacional ainda representa pequena parcela do consumo

Mesmo com a safra recorde, a produção brasileira ainda responde por apenas 1% a 1,5% do consumo interno de azeite. Esse cenário é influenciado pela presença significativa de produtos importados no mercado, muitas vezes com qualidade inferior.

O tema reforça a necessidade de maior conscientização sobre a qualidade do azeite consumido, especialmente no setor de alimentação fora do lar.

Centro de pesquisa em olivicultura deve fortalecer o setor

Durante a programação, foi assinado um protocolo de intenções para a criação do Centro de Referência em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Olivicultura do Rio Grande do Sul.

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A iniciativa envolve a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e o Ibraoliva, com foco no fortalecimento da base científica e tecnológica da cadeia produtiva.

Olivicultura contribui para geração de renda e desenvolvimento regional

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, destacou a importância da olivicultura para a diversificação da matriz produtiva e o fortalecimento da economia estadual.

Segundo ele, o crescimento da atividade reforça o potencial do estado como referência nacional na produção de azeites de alta qualidade. Além do impacto econômico, a cadeia produtiva também gera emprego e renda, especialmente na metade sul do estado, contribuindo para a permanência das famílias no campo e para o desenvolvimento sustentável.

Evento promove integração e valorização do azeite nacional

A programação contou com o ato simbólico de abertura da colheita, além de exposições, degustações, comercialização de azeites e palestras técnicas.

O encontro reforçou a integração entre produtores, pesquisadores e mercado, ampliando as perspectivas de crescimento e valorização da olivicultura brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Vale do Ribeira conquista Indicação Geográfica para bananas e fortalece produção paulista

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O Vale do Ribeira, em São Paulo, passou a contar com a Indicação Geográfica (IG) para a produção de bananas das variedades Cavendish (Nanica) e Prata. O reconhecimento fortalece o setor produtivo regional e consolida a área como um dos principais polos de bananicultura do Brasil.

A certificação contribui para a valorização do produto, amplia as oportunidades de mercado e garante a identificação oficial da origem das bananas cultivadas na região.

Bananicultura no Vale do Ribeira tem origem histórica e expansão no século XX

A banana é uma das frutas mais consumidas no mundo e tem ampla presença no Brasil. Em São Paulo, o cultivo começou no litoral e avançou para o Vale do Ribeira a partir da década de 1930.

A região se destacou por condições naturais favoráveis, como solos adequados ao cultivo e menor suscetibilidade a inundações, o que favoreceu a expansão da atividade agrícola.

Indicação Geográfica é concedida pelo INPI e fortalece identidade regional

A Indicação Geográfica é um reconhecimento concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) a produtos ou serviços que possuem características únicas associadas à sua origem geográfica.

Com a nova certificação, São Paulo alcança a 14ª Indicação Geográfica registrada, reforçando o protagonismo do estado na produção de alimentos com identidade territorial.

Secretaria de Agricultura e CATI atuam no apoio ao processo de certificação

O processo de obtenção da IG contou com apoio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI).

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Para a solicitação junto ao INPI, é necessário comprovar a notoriedade do produto. A Secretaria emite o Instrumento Oficial de Delimitação de Área Geográfica (IOD), enquanto a CATI recebe, protocola e encaminha a documentação para análise técnica.

Com o registro, a denominação “Vale do Ribeira-SP” passa a ser protegida e utilizada oficialmente para identificar a origem da produção de bananas na região.

Articulação institucional foi decisiva para consolidação da IG

A CATI Regional de Registro teve papel ativo na articulação do processo, participando de reuniões estratégicas com a Associação dos Bananicultores do Vale do Ribeira (ABAVAR) e instituições parceiras, como o Instituto Federal de São Paulo (IFSP) e o Sebrae.

Os encontros foram fundamentais para a definição do recorte territorial da IG e para a construção do Caderno de Especificações Técnicas (CET), que estabelece as normas de produção alinhadas às práticas locais.

Indicação Geográfica gera valorização e novas oportunidades para produtores

Segundo a chefe de Divisão da CATI Regional de Registro, Tais Canola, a certificação representa um novo horizonte para os bananicultores da região.

O reconhecimento protege a origem das variedades Cavendish (Nanica) e Prata, amplia o acesso a novos mercados e contribui para a valorização da produção agrícola.

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Além disso, a IG é vista como um instrumento de desenvolvimento regional, promovendo maior estabilidade econômica, combate à desvalorização do produto e fortalecimento das comunidades rurais.

ABAVAR destaca fortalecimento da agricultura familiar no Vale do Ribeira

O presidente da ABAVAR, Augusto Aranha, celebrou a conquista e destacou o impacto positivo da certificação para o setor produtivo.

Segundo ele, o selo reforça o compromisso da região com uma agricultura moderna, sustentável e alinhada à preservação ambiental, além de valorizar especialmente a agricultura familiar.

IG da banana abrange 13 municípios do Vale do Ribeira

A área de abrangência da Indicação Geográfica inclui os seguintes municípios:

  1. Cajati
  2. Cananéia
  3. Eldorado
  4. Iguape
  5. Itariri
  6. Iporanga
  7. Jacupiranga
  8. Juquiá
  9. Miracatu
  10. Pariquera-Açu
  11. Pedro de Toledo
  12. Registro
  13. Sete Barras
Vale do Ribeira reforça posição estratégica na bananicultura nacional

Com a Indicação Geográfica, o Vale do Ribeira consolida sua relevância na produção de banana em nível estadual e nacional.

De acordo com dados do IBGE e do Projeto LUPA, a região representa 7,07% de toda a área destinada à bananicultura no Brasil, reforçando sua importância econômica e produtiva no agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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