Agro
Preços da carne suína registram baixa com oferta confortável e consumo enfraquecido
Mercado interno: preços pressionados pela oferta
Os preços da carne suína mantiveram viés negativo nesta semana, tanto no quilo vivo quanto nos principais cortes do atacado. Segundo o analista de Safras & Mercado, Allan Maia, o mercado segue pressionado por uma oferta confortável em relação à demanda, o que limita qualquer recuperação nos preços.
“O ambiente continua difícil para a carne no atacado. A indústria mantém cautela nas negociações do suíno vivo, sem espaço para aumento de valores”, explica Maia.
O analista destaca ainda fatores que contribuem para o enfraquecimento do consumo: descapitalização das famílias na segunda quinzena do mês, altas temperaturas e preços mais baixos da carne de frango, principal concorrente no setor.
Cotações do suíno vivo e cortes de atacado
Levantamento da Safras & Mercado registrou pequenas quedas nas médias de preços do quilo do suíno vivo e cortes:
- Suíno vivo (média nacional): de R$ 6,67 para R$ 6,65
- Pernil atacado: R$ 11,88
- Carcaça: R$ 10,29
Em São Paulo, a arroba suína manteve-se em R$ 131,00. Nos estados produtores:
- Rio Grande do Sul: quilo vivo em integração R$ 6,55; mercado interno R$ 7,00
- Santa Catarina: integração R$ 6,55; interior R$ 6,70 (queda de R$ 6,80)
- Paraná: mercado livre R$ 6,80; integração R$ 6,60
- Mato Grosso do Sul: Campo Grande R$ 6,60; integração R$ 6,30
- Goiás: R$ 6,60
- Minas Gerais: mercado interno e integração R$ 6,60; mercado independente R$ 6,80
- Mato Grosso: Rondonópolis R$ 6,60; integração R$ 6,20
Esses números indicam estabilidade ou pequenas quedas em grande parte das regiões, refletindo a pressão de oferta e a cautela do mercado.
Exportações mantêm ritmo positivo
Apesar do cenário interno desafiador, as exportações de carne suína “in natura” do Brasil apresentaram crescimento em fevereiro (10 dias úteis):
- Receita total: US$ 134,811 milhões
- Média diária: US$ 13,481 milhões
- Volume exportado: 53,896 mil toneladas
- Média diária: 5,389 mil toneladas
- Preço médio: US$ 2.501,3
Na comparação com fevereiro de 2025, houve avanço de 6,4% no valor médio diário e alta de 6,6% na quantidade média diária, enquanto o preço médio apresentou queda de 0,2%. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Tendências para o curto prazo
Segundo especialistas, a tendência é de pouca mudança nos preços no curto prazo, com o mercado atento às oscilações de consumo, comportamento das famílias e concorrência com outras proteínas. A estratégia de produtores e indústria será manter cautela e monitorar de perto a evolução da demanda interna, enquanto aproveita o bom desempenho das exportações para compensar a pressão sobre o mercado interno.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Mapa apresenta Rgen+Sustentável na Feira Brasil na Mesa
Neste sábado (25), na Feira Brasil na Mesa, realizada pela Embrapa em comemoração aos seus 53 anos, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou uma palestra detalhando a Política Nacional de Conservação e Uso Sustentável dos Recursos Genéticos para a Alimentação, a Agricultura e a Pecuária (Rgen+Sustentável).
Com o objetivo de conservar, valorizar e promover o uso sustentável dos recursos genéticos para a alimentação e a agricultura (RGAA), a política foi lançada em abril de 2025 e busca ampliar a base genética dos programas de melhoramento das instituições de pesquisa, além de fortalecer o conhecimento sobre esses recursos e contribuir para a segurança alimentar e nutricional. A iniciativa também atua como catalisadora do desenvolvimento científico e tecnológico no setor agrícola.
A política é estruturada para garantir a segurança alimentar nacional por meio da conservação e do uso sustentável da diversidade genética. São considerados recursos genéticos os materiais com valor atual ou potencial para uso direto ou indireto na alimentação e na agropecuária, incluindo espécies de plantas, animais, microrganismos e organismos intermediários.
Durante a apresentação, o representante da coordenação de Recursos Genéticos para a Alimentação e Agricultura do Departamento de Inovação do Mapa, Paulo Mocelin, destacou a importância estratégica do tema.
Segundo Mocelin, embora o tema ainda não seja amplamente conhecido pelo público, ele é fundamental para o futuro da agropecuária. “O tema de recursos genéticos não é tão popular, mas traz elementos novos e essenciais para o desenvolvimento do setor. A Política Nacional é uma política de Estado, instituída pelo Decreto nº 12.097, de 2024, e tem como objetivo definir prioridades e estratégias para consolidar uma agenda de longo prazo voltada à conservação, valorização e uso sustentável da biodiversidade agrícola”, explicou.
Também ressaltou que a política está alinhada a compromissos internacionais, como a Convenção sobre Diversidade Biológica e o Tratado Internacional sobre Recursos Fitogenéticos para Alimentação e Agricultura.
“O Brasil é um país megadiverso, com grande variedade de espécies, biomas e ecossistemas. Temos um clima favorável à agropecuária, um sistema nacional de pesquisa robusto, com destaque para a Embrapa e instituições estaduais, além de uma legislação estruturada e parcerias internacionais consolidadas”, pontuou.
No âmbito das diretrizes de pesquisa e inovação, a política busca promover a conservação e o uso sustentável dos recursos genéticos, incentivar a adoção de novas tecnologias, sistematizar e disponibilizar informações científicas e fortalecer a articulação entre atores públicos e privados.
Já em relação aos Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs) e ao Conhecimento Tradicional Associado (CTA), a iniciativa incentiva o intercâmbio de variedades tradicionais e raças localmente adaptadas, além de valorizar os saberes tradicionais e promover a participação social.
No eixo de informação e capacitação, estão previstas ações de divulgação da importância estratégica dos RGAA, articulação de redes nacionais e internacionais, formação de recursos humanos e ampliação do acesso a dados qualificados.
A política também se articula com iniciativas como a Rede Nacional de Pesquisa e Inovação em Genética Agrícola para Adaptação às Mudanças Climáticas (Readapta), que desenvolve projetos de melhoramento genético voltados a culturas como arroz, feijão, milho, soja, trigo e mandioca.
O Mapa é responsável pela definição e implementação dos planos de ação, pela estruturação da rede, pelo fomento à conservação e capacitação, além de incentivar pesquisas e inovações baseadas no uso sustentável dos recursos genéticos.
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