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Preço do suíno vivo atinge menor nível em mais de uma década e mantém setor em alerta

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O mercado brasileiro de suínos iniciou junho sob forte pressão, refletindo a combinação de demanda enfraquecida no mercado interno, desaceleração das exportações e excesso de oferta em algumas regiões produtoras. Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostram que os preços do suíno vivo e da carne suína registraram queda pelo terceiro mês consecutivo em maio, elevando a preocupação dos produtores com a rentabilidade da atividade.

O cenário é especialmente desafiador para os suinocultores, que enfrentam margens cada vez mais apertadas em um ambiente de preços pressionados e necessidade de maior controle dos custos de produção.

Suíno vivo registra menor média real desde 2012

Segundo levantamento do Cepea, a média do suíno vivo negociado na praça SP-5 atingiu, em maio, o menor patamar real desde julho de 2012, considerando toda a série histórica corrigida pelo centro de pesquisas.

Embora o consumo tenha apresentado alguma reação próxima ao Dia das Mães, tradicional período de maior movimentação no varejo de carnes, o impulso não foi suficiente para sustentar uma recuperação consistente das cotações ao longo do mês.

Com a demanda voltando a perder força nas semanas seguintes, os preços retomaram a trajetória de queda em diversas regiões monitoradas pelo Cepea.

Exportações desaceleram e limitam reação dos preços

Além da fragilidade do mercado doméstico, o setor enfrentou um ritmo mais lento nas vendas externas durante maio.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) analisados pelo Cepea indicam que a média diária dos embarques de carne suína nos primeiros 15 dias úteis de maio ficou 15% abaixo do registrado em abril.

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As exportações vinham sendo um dos principais mecanismos de escoamento da produção nacional em 2026, contribuindo para equilibrar a oferta interna. Com a desaceleração dos embarques, a pressão sobre os preços domésticos se intensificou.

Indicadores apontam retração nas principais regiões produtoras

Os indicadores divulgados pelo Cepea em 5 de junho confirmam a continuidade da pressão sobre o suíno vivo nos principais polos de produção do país.

Em São Paulo, a cotação ficou em R$ 5,26 por quilo, acumulando queda diária de 0,38% e retração de 0,75% no mês.

Em Minas Gerais, o animal foi negociado a R$ 5,58/kg, com baixa diária de 0,18% e recuo mensal de 0,71%.

No Paraná, o indicador atingiu R$ 4,61/kg, registrando queda de 0,65% no dia e de 2,33% no acumulado mensal.

Já no Rio Grande do Sul, a referência permaneceu em R$ 4,93/kg, estável na comparação diária, mas com perda de 3,71% em junho. Em Santa Catarina, principal estado exportador do país, a cotação ficou em R$ 4,73/kg, sem variação diária e com baixa acumulada de 3,27% no mês.

Mercado atacadista apresenta maior resistência

Enquanto o suíno vivo segue pressionado, o mercado atacadista demonstra maior estabilidade.

A carcaça suína especial foi negociada a R$ 8,71/kg em 5 de junho, sem alteração em relação ao dia anterior e acumulando valorização de 0,93% no mês.

O comportamento sugere que a pressão sobre os preços tem sido mais intensa no segmento de produção do que na comercialização da carne.

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APCS registra estabilidade no mercado paulista

Na Bolsa de Suínos da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), os negócios apresentaram estabilidade nos primeiros dias de junho.

Entre os dias 1º e 3 de junho, a referência do suíno vivo permaneceu em R$ 5,65/kg, sinalizando equilíbrio momentâneo entre oferta e demanda no mercado paulista.

As referências para a carcaça resfriada também mostraram pouca variação. Nos dias 1º e 2 de junho, os preços oscilaram entre R$ 8,40/kg e R$ 9,60/kg. Já no dia 3, a faixa passou para R$ 8,60/kg a R$ 9,60/kg.

Custos de produção seguem no radar

O levantamento da APCS também apontou leve recuo nos preços do milho, principal componente da alimentação dos suínos. A saca de 60 quilos passou de R$ 64,91 para R$ 64,54 entre os dias 1º e 3 de junho.

No mesmo período, o boi gordo apresentou valorização, avançando de R$ 349,70 para R$ 352,30 por arroba.

Apesar do alívio pontual nos custos com alimentação, especialistas avaliam que o setor continua operando em um ambiente de cautela. A recuperação dos preços dependerá principalmente da retomada do consumo interno, do desempenho das exportações e da evolução dos custos de produção nos próximos meses.

Para os produtores, o acompanhamento constante dos indicadores de mercado e das margens operacionais será fundamental para orientar decisões de comercialização e planejamento da atividade ao longo do segundo semestre.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Bolsas globais operam com cautela entre tensão geopolítica, decisões de juros e preocupações fiscais; Ibovespa avança na abertura

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Os mercados financeiros globais iniciaram esta quinta-feira (11) sob um ambiente de cautela, com investidores acompanhando simultaneamente o agravamento das tensões no Oriente Médio, as decisões de política monetária das principais economias e os desafios fiscais enfrentados por diversos países, incluindo o Brasil.

No cenário internacional, as atenções estiveram voltadas para a decisão do Banco Central Europeu (BCE), que elevou sua taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, levando a taxa de depósito para 2,25%. A medida foi adotada em resposta à aceleração inflacionária provocada principalmente pelo aumento dos preços da energia decorrente dos conflitos no Oriente Médio. O BCE também revisou para cima suas projeções de inflação e reduziu as estimativas de crescimento econômico para a zona do euro.

Ao mesmo tempo, investidores aguardam a divulgação do Índice de Preços ao Produtor (PPI) dos Estados Unidos, indicador considerado fundamental para avaliar as pressões inflacionárias na maior economia do mundo e antecipar os próximos passos da política monetária do Federal Reserve (Fed).

Oriente Médio mantém mercado em alerta

A escalada dos confrontos entre Estados Unidos e Irã continua sendo um dos principais fatores de risco para os mercados. Novos ataques militares foram registrados nesta semana, elevando as incertezas sobre a estabilidade da região e sobre o impacto nos preços globais da energia.

O aumento das tensões geopolíticas mantém investidores atentos ao comportamento do petróleo, das commodities energéticas e dos ativos considerados de proteção, como ouro e títulos do Tesouro norte-americano.

Bolsas asiáticas encerram sessão sem direção única

Na Ásia, os mercados apresentaram comportamento misto. As bolsas chinesas e de Hong Kong registraram perdas, pressionadas principalmente pelas ações do setor de tecnologia e pelo aumento das preocupações geopolíticas.

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O índice CSI300, que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 0,55%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,65%, acumulando sua sétima sessão consecutiva de queda.

Entre os principais índices da região:

  • Xangai (SSEC): -0,16%
  • CSI300: -0,55%
  • Hang Seng (Hong Kong): -0,65%
  • Nikkei (Japão): +0,06%
  • Kospi (Coreia do Sul): +0,43%
  • Taiex (Taiwan): -0,18%
  • Straits Times (Singapura): +0,72%
  • S&P/ASX 200 (Austrália): -0,23%

O desempenho negativo do setor tecnológico contribuiu para a fraqueza dos mercados chineses, refletindo um ambiente de maior aversão ao risco entre investidores globais.

Europa reage à decisão do BCE

As bolsas europeias operaram entre leves altas e oscilações após a decisão do BCE. Embora a elevação dos juros já fosse amplamente esperada pelo mercado, investidores seguem avaliando os impactos da política monetária mais restritiva sobre o crescimento econômico da região.

O aumento dos custos de energia, impulsionado pelo conflito no Oriente Médio, continua sendo uma das principais preocupações para empresas e consumidores europeus.

Ibovespa sobe e acompanha otimismo externo

No Brasil, o Ibovespa iniciou o pregão em alta próxima de 0,4%, negociado ao redor dos 173.900 pontos, acompanhando o movimento positivo observado nos mercados internacionais e sustentado principalmente pelo desempenho dos grandes bancos e das ações de maior liquidez da B3.

Entre os destaques da sessão estão:

  • Petrobras (PETR4), concentrando forte volume financeiro e elevada movimentação no mercado de opções;
  • Vale (VALE3), que continua influenciando o desempenho do índice em função das oscilações do minério de ferro;
  • Itaú Unibanco (ITUB4), liderando os ganhos do setor financeiro;
  • Banco do Brasil (BBAS3), mantendo forte interesse dos investidores devido à sua política de distribuição de dividendos.
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Questão fiscal volta ao radar do mercado brasileiro

Apesar do bom humor inicial da bolsa, investidores seguem monitorando o avanço de projetos no Congresso Nacional que podem elevar significativamente os gastos públicos nos próximos anos.

Entre eles está o projeto de renegociação das dívidas rurais, aprovado pelo Senado e que retorna à Câmara dos Deputados. Estimativas apontam impacto potencial superior a R$ 140 bilhões ao longo dos próximos anos.

Também ganhou destaque a aprovação, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias. O impacto fiscal estimado pode alcançar cerca de R$ 30 bilhões em uma década.

O mercado avalia que essas iniciativas aumentam os desafios para o cumprimento das metas fiscais do governo federal, em um momento em que a trajetória das contas públicas permanece sob intenso escrutínio de investidores nacionais e estrangeiros.

Perspectivas para os próximos dias

O comportamento dos mercados seguirá condicionado à combinação de três fatores centrais: a evolução dos conflitos no Oriente Médio, os dados de inflação nos Estados Unidos e as sinalizações dos principais bancos centrais globais sobre os rumos dos juros.

Para o Brasil, além do cenário internacional, o foco permanece na política fiscal, nas expectativas para a Selic e no desempenho das commodities, fatores que continuam determinando o fluxo de recursos para a bolsa brasileira e para os ativos ligados ao agronegócio e à economia real.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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