Agro
Preço do Feijão Dispara no Final de Janeiro com Colheita Lenta e Oferta Reduzida
Alta Expressiva nas Cotações do Feijão no Encerramento de Janeiro
O preço do feijão registrou forte valorização na última semana de janeiro em praticamente todas as regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP). O destaque ficou para o feijão carioca de melhor qualidade e o feijão preto, que apresentaram as maiores altas mensais em vários meses.
Segundo pesquisadores do Cepea, o avanço dos preços foi impulsionado principalmente pela restrição na oferta do grão, pela lentidão na colheita da primeira safra e pela redução na produção nacional em comparação a 2025, especialmente na região Sul do país.
Feijão Carioca e Preto Têm Maiores Valorizações em Meses
O levantamento do Cepea mostra que, no fechamento de janeiro, o feijão carioca teve a maior variação positiva dos últimos quatro meses, refletindo a escassez do produto de qualidade superior no mercado. Já o feijão preto registrou a maior oscilação mensal desde o início da série Cepea/CNA, em setembro de 2024.
Esses resultados contrastam fortemente com o cenário de janeiro do ano passado, quando os preços do feijão estavam em queda, pressionados por uma oferta mais abundante e condições climáticas mais favoráveis.
Condições Climáticas e Ritmo da Colheita Afetam Oferta Nacional
Nas lavouras, o avanço da colheita da primeira safra nacional de feijão segue em ritmo mais lento do que o habitual. O clima irregular, com excesso de chuvas em algumas áreas e estiagem em outras, tem dificultado o trabalho dos produtores e afetado o rendimento das lavouras.
De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), até o dia 24 de janeiro, a colheita havia atingido 28,3% da área total plantada. O índice é inferior ao observado no mesmo período do ano passado (39%) e também abaixo da média dos últimos cinco anos (38,1%).
Menor Produção Deve Sustentar Cotações no Curto Prazo
Com a oferta limitada e o avanço lento da colheita, a expectativa dos analistas é de que os preços do feijão permaneçam firmes no início de fevereiro. Além disso, a menor produção estimada para a safra atual deve manter o mercado aquecido, especialmente nas regiões que dependem de compras interestaduais para abastecimento.
O comportamento do clima nas próximas semanas será determinante para definir o ritmo da colheita e o equilíbrio entre oferta e demanda. Caso as condições não melhorem, o consumidor pode sentir reflexos no preço final do produto nas prateleiras.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Mercado de biológicos na cana cresce 34% e ultrapassa R$ 743 milhões no Brasil
O mercado de produtos biológicos para a cultura da cana-de-açúcar registrou crescimento expressivo na última safra, reforçando a transformação tecnológica em curso no agronegócio brasileiro. Segundo levantamento da Kynetec/Farmtrak Sugarcane 2025, o segmento movimentou R$ 743 milhões, avanço de 34% em relação ao ciclo anterior.
O crescimento também foi refletido na área tratada pelos produtores. Os produtos biológicos alcançaram expansão de 38% em PAT (Potencial de Área Tratada), superando a marca de 13 milhões de hectares. O desempenho demonstra que os bioinsumos deixaram de ocupar um espaço complementar para se tornarem parte estratégica dos programas de manejo da cultura.
Biológicos ganham protagonismo na canavicultura
A crescente adoção dessas tecnologias está associada à busca por maior eficiência produtiva, sustentabilidade e rentabilidade. O uso de agentes biológicos no controle de pragas, doenças e no manejo do solo vem ampliando a capacidade dos produtores de reduzir perdas e otimizar os resultados das lavouras.
Nesse cenário, a Koppert Brasil se destaca como uma das principais protagonistas da expansão do segmento. De acordo com os dados da Kynetec, a companhia responde por 45% de toda a área tratada com produtos biológicos na cultura da cana-de-açúcar no país.
Para o CEO da Koppert Brasil, Gustavo Herrmann, a consolidação dos biológicos representa uma mudança estrutural no sistema produtivo.
“Os biológicos já fazem parte da estratégia produtiva da cana-de-açúcar, tanto pela eficiência produtiva quanto pela sustentabilidade e viabilidade econômica. A Koppert tem contribuído para esse processo com soluções alinhadas às necessidades do produtor e à realidade do agronegócio brasileiro”, afirma.
Empresa avança também no mercado total de proteção de cultivos
Além da liderança no segmento biológico, a Koppert ampliou sua presença no mercado de proteção de cultivos como um todo. Considerando conjuntamente produtos químicos e biológicos — sem incluir herbicidas e adjuvantes, categorias em que a empresa não atua — a companhia alcançou a segunda colocação em área tratada na cultura da cana-de-açúcar.
O desempenho reforça a crescente relevância dos bioinsumos dentro das estratégias integradas de manejo adotadas pelas usinas e produtores.
Controle biológico de pragas lidera expansão
No segmento de inseticidas, a Koppert ocupa a terceira posição no ranking geral de área tratada na cana. Quando analisado exclusivamente o mercado de soluções biológicas, a empresa lidera o setor, concentrando metade da área tratada no país.
Entre os principais alvos de controle estão o Sphenophorus, a broca-da-cana e as cigarrinhas da raiz e da folha. Nesses casos, a participação da empresa alcança 75% da área tratada com soluções biológicas, segundo a pesquisa.
Manejo de solo e doenças fortalecem crescimento do setor
O avanço dos biológicos também é observado no manejo de solo, que engloba fungicidas e nematicidas. A empresa lidera a área tratada nesse segmento, contribuindo para a proteção do sistema radicular e para o aumento da produtividade dos canaviais.
Já no mercado de fungicidas foliares, a companhia figura entre os três principais participantes do setor quando considerados produtos químicos e biológicos. No recorte exclusivo dos biológicos, mantém a liderança nacional.
Futuro da cana passa pelos bioinsumos
Os números revelam uma mudança consistente na forma como a cana-de-açúcar é conduzida no Brasil. Com ganhos de escala, eficiência operacional e crescente participação nas estratégias fitossanitárias, os produtos biológicos consolidam sua posição como uma das principais ferramentas para o desenvolvimento sustentável da cultura.
A tendência é de continuidade da expansão nos próximos anos, impulsionada pela busca por sistemas produtivos mais resilientes, rentáveis e alinhados às exigências ambientais do mercado global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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