Agro
Preço do arroz reage no Rio Grande do Sul com demanda firme e oferta controlada
Recuperação atípica em meio ao avanço da colheita
Os preços do arroz em casca registram recuperação no Rio Grande do Sul, alcançando níveis semelhantes aos observados na primeira quinzena de novembro de 2025. Conforme dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o Indicador CEPEA/IRGA-RS apresentou média de R$ 54,54 por saca de 50 kg na parcial de fevereiro (até o dia 20), o que representa uma alta de 2,18% em relação a janeiro.
De acordo com pesquisadores do Cepea, essa valorização é considerada incomum para o período, uma vez que a colheita geralmente exerce pressão de baixa sobre os preços.
Fatores que sustentam o mercado
A recuperação dos preços está associada a três fatores principais:
- Demanda industrial aquecida, que tem garantido ritmo constante de compras;
- Estoques mais ajustados, reduzindo a oferta disponível;
- Cautela dos vendedores, que têm retardado as negociações à espera de melhores oportunidades.
Essa combinação tem contribuído para manter o mercado firme, mesmo com o avanço da safra.
Comparativo anual ainda indica queda expressiva
Apesar da recente melhora, o preço médio do arroz em casca em fevereiro de 2026 ainda é 43% inferior ao registrado no mesmo período de 2025, em valores nominais. O resultado mostra que, embora o cenário atual indique uma leve reação, o setor ainda enfrenta desafios para recuperar os patamares de preço observados no ano anterior.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Ministro André de Paula participa de ato simbólico de exportação de uvas com oportunidades abertas pelo Acordo Mercosul-União Europeia
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou, nesta sexta-feira (22), em Petrolina (PE), de ato simbólico de exportação de carga de uvas amparada pela entrada em vigor do Acordo Mercosul–União Europeia. A ação ocorreu durante visita ao packing house da Fazenda Argofruta, no Vale do São Francisco, e marcou o registro da carga destinada ao mercado europeu com tarifa zero.
Durante o ato, o ministro destacou a importância do acordo comercial para ampliar a competitividade da fruticultura brasileira e fortalecer a presença dos produtos nacionais no mercado internacional.
“Estamos concluindo um momento que considero histórico. Esta carreta segue para o Porto de Suape levando a primeira carga de contêineres de uvas do Vale do São Francisco com tarifa zero. Isso representa mais competitividade para o nosso produto e, consequentemente, um retorno ainda maior para os nossos produtores”, comemorou André de Paula.
O ato simbolizou o potencial de ampliação das exportações da fruticultura brasileira, especialmente para produtores e exportadores do Nordeste, região que concentra um dos principais polos de produção irrigada e de exportação de frutas frescas do país.
O ministro ressaltou ainda a relevância do mercado europeu para a fruticultura do Vale do São Francisco e os impactos positivos do acordo para o setor. “Quando levamos em conta que cerca de 75% das uvas exportadas pelo Vale têm como destino o mercado europeu, percebemos a dimensão desse momento. É uma grande celebração, porque este acordo marca definitivamente a história da produção e da exportação de frutas da região”, destacou.
André de Paula também enfatizou os avanços obtidos pelo Brasil na abertura de mercados internacionais para os produtos agropecuários brasileiros. Desde 2023, o país contabiliza 616 aberturas de mercado em 88 destinos internacionais.
“Esse ato simboliza a força e a competitividade da fruticultura brasileira no mercado internacional. O acordo entre Mercosul e União Europeia representa novas oportunidades para os produtores brasileiros e reforça o trabalho realizado pelo Mapa para ampliar a presença do agro brasileiro no exterior”, afirmou o ministro.
O presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, destacou a atuação conjunta entre a ApexBrasil, o Ministério da Agricultura e Pecuária e o governo federal na consolidação do acordo e no fortalecimento das exportações da fruticultura brasileira. “Hoje vemos, na prática, o resultado desse trabalho integrado, com a saída do primeiro contêiner de uvas do Vale do São Francisco com tarifa zero para o mercado europeu. Isso demonstra que o acordo já está gerando oportunidades concretas para os produtores brasileiros e ampliando a competitividade da nossa fruticultura no mercado internacional”, disse.
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