Paraná
PR-445 terá desvio temporário de tráfego para nova pista duplicada a partir do dia 16
O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) informa que terá início um desvio de tráfego na PR-445, do km 2,24 ao km 9,16, a partir das 9h do dia 16 de fevereiro. O trecho fica entre os municípios de Mauá da Serra, no Vale do Ivaí, e Tamarana, na região Norte.
O tráfego será temporariamente desviado para a nova pista duplicada para execução dos serviços de recuperação do pavimento da pista antiga.
Os serviços incluem remendos profundos nos pontos danificados da base e sub-base da pista, remendos superficiais para tratar de danos somente na camada asfáltica, fresagem, reperfilagem com concreto betuminoso usinado a quente (CBUQ) e nova sinalização horizontal.
O desvio terá duração prevista de 90 dias, com o tráfego retornando para a pista antiga e permitindo continuidade dos serviços no trecho novo, que ainda vai receber sinalização vertical, plantio de vegetação no talude de corte, entre outros.
A medida está incluída nos serviços da obra de duplicação da PR-445 entre Mauá da Serra e Lerroville, distrito de Londrina, em uma extensão de 27,07 quilômetros, com implantação de novas pontes sobre o Rio Apucaraninha e sobre o Rio Santa Cruz, e um novo viaduto de acesso a Tamarana.
O investimento é de R$ 148.032.561,17, com conclusão prevista para o segundo semestre.
Fonte: Governo PR
Paraná
MPPR expede recomendação administrativa para conter atropelamento de animais silvestres em rodovias de Londrina e cobra medidas do Município e do DER-PR
O Ministério Público do Paraná, por meio da 20ª Promotoria de Justiça de Londrina, no Norte Central do estado, emitiu recomendação administrativa cobrando ações efetivas para cessar a mortandade de animais silvestres nas rodovias LA-003, conhecida como Mábio Gonçalves Palhano, e PR-538. Os trechos afetados margeiam o Parque Estadual Mata dos Godoy. O documento foi direcionado ao Município de Londrina, ao Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) e ao Instituto Água e Terra (IAT).
A medida é desdobramento de procedimento administrativo instaurado em 2022 pela Promotoria de Justiça. Um levantamento técnico apontou que, entre março de 2018 e janeiro de 2019, foram registrados 337 animais atropelados de 57 espécies diferentes naquelas vias e em outras rodovias da região. O estudo identificou seis pontos críticos de atropelamento, com medidas mitigatórias validadas pelo IAT.
Biodiversidade – A área é reconhecida pelo Ministério do Meio Ambiente como prioritária para a conservação da biodiversidade e abriga espécies ameaçadas de extinção. Entre os animais em risco, estão a anta, classificada como criticamente em perigo no estado do Paraná, e a onça-parda, classificada como vulnerável. Levantamentos recentes confirmaram a letalidade contínua nos trechos, com 18 animais atropelados entre novembro e dezembro de 2025, além da constatação de desgaste na sinalização existente em vistoria realizada em março de 2026.
Além do dano ambiental, os atropelamentos representam risco à segurança dos motoristas. Dados do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual registraram 258 acidentes por atropelamento de animais em 2019 e 283 ocorrências em 2020, resultando em vítimas fatais e feridas.
Medidas – Entre as solicitações feitas ao Município de Londrina, estão o reforço da sinalização, a implantação de mecanismos permanentes de redução de velocidade e a elaboração de projeto executivo para a construção de passagem segura de fauna sobre o Ribeirão Três Bocas. Ao DER-PR, foi recomendada a redução da velocidade máxima de 60 km/h para 40 km/h nos trechos que cruzam o núcleo do parque, a instalação de radares fixos eletrônicos e a implantação de passagens de fauna e cercas direcionadoras. Por sua vez, o IAT deverá fiscalizar o cumprimento das medidas e analisar os projetos apresentados em até 30 dias.
Os destinatários têm 30 dias para responder por escrito sobre o acatamento da recomendação e devem apresentar cronogramas que prevejam a conclusão das obras em prazo não superior a 12 meses. O descumprimento poderá levar à adoção de medidas judiciais, com responsabilização civil por dano ambiental.
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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