Paraná
Portos do Paraná promove ações de solidariedade e prevenção no Outubro Rosa
A Portos do Paraná realiza a partir desta quarta-feira (15) um série de atividades para marcar o Outubro Rosa, que celebra o mês dedicado à campanha internacional de conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama. A primeira ação será uma roda de conversa reunindo as portuárias, uma representante da Rede Feminina de Combate ao Câncer e uma voluntária, também vinculada à entidade e que está em fase de tratamento doença. Será às 9h30, no auditório do Palácio Taguaré.
No mesmo dia, todos os funcionários poderão doar lenços ao Hospital Erasto Gaertner, especializado no tratamento clínico e cirúrgico de pacientes com doenças oncológicas. Os lenços serão destinados a mulheres que tiveram de raspar a cabeça por causa do tratamento por quimio e radioterapia. Haverá, ainda, um espaço dedicado à doação de mechas de cabelo para a Rede Feminina de Combate ao Câncer. O material coletado será transformado em próteses capilares utilizadas por pacientes que passam pelo tratamento.
“O Outubro Rosa é um convite à conscientização de todas as portuárias, pois cuidar da saúde também é cuidar do nosso futuro e das pessoas que fazem parte da nossa história”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
“Será uma manhã muito especial, um momento de acolhimento no ambiente de trabalho para estimular o cuidado com a saúde das colaboradoras. A prevenção e o diagnóstico precoce salvam vidas”, destacou a presidente da Rede Feminina, Luciana Picanço Prunzel.
SOLIDARIEDADE – Em 2024, a Portos do Paraná também realizou uma campanha de doação de cabelos. As mechas foram entregues ao Instituto Peito Aberto, que produziu perucas destinadas a, pelo menos, seis pacientes. “Toda ação é bem-vinda, mas a doação de cabelo é muito especial porque conseguimos fazer as perucas juntando mechas semelhantes, e elas trazem esperança para as nossas pacientes”, explicou Jiseli Pirelli, voluntária há seis anos do Instituto Peito Aberto, responsável pela administração e eventos da instituição.
Uma das beneficiadas foi a cabeleireira Lorayne Miranda, que, aos 33 anos, descobriu um nódulo no seio. “Foram seis meses de tratamento, e eu já sabia que meu cabelo ia cair, né? Para não ter o trauma de sentir a queda dos fios, eu raspei tudo e me adorei carequinha. Agora, no final do meu tratamento, estou sentindo falta do meu cabelo”, comentou.
Lorayne recebeu duas perucas da instituição. “Ao me olhar no espelho e me ver de peruquinha, consegui puxar um pouquinho da minha identidade perdida quando raspei a cabeça. Consegui me olhar no espelho e saber que um pouquinho daquele ‘eu’ perdido lá atrás ainda existia.”
O tratamento do câncer pode envolver cirurgia e também procedimentos como radioterapia e quimioterapia, que possuem efeitos colaterais — entre eles, a queda de cabelo. Isso ocorre porque os tratamentos matam as células cancerígenas, mas também podem afetar outras células, como as responsáveis pela formação e crescimento do cabelo (folículos pilosos).
“Como cabeleireira, vejo o quanto o cabelo é importante para a mulher em geral, para se olhar no espelho e se achar bonita. Não vou dizer pra você que raspar o meu cabelo não foi doloroso, pois o cabelo é uma coisa que a gente cuida todo dia”, desabafou Lorayne.
No mês do Outubro Rosa, Lorayne deixa um recado para as mulheres: “A minha mensagem vai além do cabelo. Hoje, o meu autocuidado é muito maior. A gente, que é mulher, tem essa de querer abraçar o mundo e acaba se deixando de lado. Por isso, não tenha medo de ir ao médico, pois o diagnóstico precoce é muito importante.”
Além da doação de mechas, a Portos do Paraná realizou outras ações em prol do Outubro Rosa em 2024, como a Feijoada Rosa — encontro beneficente que reuniu 250 colaboradoras da empresa e da comunidade portuária de Paranaguá. A feijoada arrecadou R$ 31.431,12 com a venda de ingressos e bebidas, valor doado integralmente à Rede Feminina de Combate ao Câncer de Paranaguá e ao Instituto Peito Aberto.
Fonte: Governo PR
Paraná
MPPR expede recomendação administrativa para conter atropelamento de animais silvestres em rodovias de Londrina e cobra medidas do Município e do DER-PR
O Ministério Público do Paraná, por meio da 20ª Promotoria de Justiça de Londrina, no Norte Central do estado, emitiu recomendação administrativa cobrando ações efetivas para cessar a mortandade de animais silvestres nas rodovias LA-003, conhecida como Mábio Gonçalves Palhano, e PR-538. Os trechos afetados margeiam o Parque Estadual Mata dos Godoy. O documento foi direcionado ao Município de Londrina, ao Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) e ao Instituto Água e Terra (IAT).
A medida é desdobramento de procedimento administrativo instaurado em 2022 pela Promotoria de Justiça. Um levantamento técnico apontou que, entre março de 2018 e janeiro de 2019, foram registrados 337 animais atropelados de 57 espécies diferentes naquelas vias e em outras rodovias da região. O estudo identificou seis pontos críticos de atropelamento, com medidas mitigatórias validadas pelo IAT.
Biodiversidade – A área é reconhecida pelo Ministério do Meio Ambiente como prioritária para a conservação da biodiversidade e abriga espécies ameaçadas de extinção. Entre os animais em risco, estão a anta, classificada como criticamente em perigo no estado do Paraná, e a onça-parda, classificada como vulnerável. Levantamentos recentes confirmaram a letalidade contínua nos trechos, com 18 animais atropelados entre novembro e dezembro de 2025, além da constatação de desgaste na sinalização existente em vistoria realizada em março de 2026.
Além do dano ambiental, os atropelamentos representam risco à segurança dos motoristas. Dados do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual registraram 258 acidentes por atropelamento de animais em 2019 e 283 ocorrências em 2020, resultando em vítimas fatais e feridas.
Medidas – Entre as solicitações feitas ao Município de Londrina, estão o reforço da sinalização, a implantação de mecanismos permanentes de redução de velocidade e a elaboração de projeto executivo para a construção de passagem segura de fauna sobre o Ribeirão Três Bocas. Ao DER-PR, foi recomendada a redução da velocidade máxima de 60 km/h para 40 km/h nos trechos que cruzam o núcleo do parque, a instalação de radares fixos eletrônicos e a implantação de passagens de fauna e cercas direcionadoras. Por sua vez, o IAT deverá fiscalizar o cumprimento das medidas e analisar os projetos apresentados em até 30 dias.
Os destinatários têm 30 dias para responder por escrito sobre o acatamento da recomendação e devem apresentar cronogramas que prevejam a conclusão das obras em prazo não superior a 12 meses. O descumprimento poderá levar à adoção de medidas judiciais, com responsabilização civil por dano ambiental.
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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